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Professora de Fisioterapia retorna de experiência internacional no México

Juliana Góes foi a única brasileira selecionada para o UPAEP Global Summer 2025 e compartilha aprendizados de um mês de vivência acadêmica e cultural

às 20h26
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Tão essencial quanto os batimentos cardíacos, a respiração é uma função vital que depende do equilíbrio entre musculatura, estrutura pulmonar e saúde geral do organismo. Cuidar dessa dimensão da vida é a missão da Fisioterapia Respiratória, área que ganha cada vez mais relevância no cenário internacional por sua atuação tanto na prevenção quanto no tratamento de disfunções respiratórias. Essa foi a disciplina escolhida para ser ministrada pela professora Juliana Góes, do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes (Unit), no UPAEP Global Summer 2025, programa internacional realizado no México que reúne professores de todo o mundo. 

Única brasileira entre os 60 selecionados de 20 países, Juliana participou do programa entre os dias 9 de junho e 4 de julho, integrando uma equipe multidisciplinar e multicultural na Universidade Popular Autónoma del Estado de Puebla (UPAEP). Agora, de volta ao Brasil, ela compartilha os frutos de uma vivência que vai muito além da sala de aula. Entre as diversas atividades, a professora destaca a conferência sobre a história e as perspectivas da Fisioterapia no Brasil, comparando-a com a realidade mexicana, como um momento crucial para reflexão sobre a evolução da profissão em diferentes contextos.

“Foi uma oportunidade valiosa de refletir sobre os caminhos que a profissão percorreu em diferentes contextos sociopolíticos e culturais. Além disso, as oficinas práticas sobre fortalecimento dos músculos respiratórios, terapias de higiene brônquica e técnicas de expansão pulmonar foram extremamente ricas e aplicáveis à prática clínica. Outro ponto de grande relevância foi a colaboração em pesquisas na área de Fisioterapia Respiratória com docentes do México e da Espanha, o que ampliou minha visão sobre produção científica internacional e abriu portas para futuras parcerias”, destaca Juliana.

Intercâmbio multicultural

A convivência com professores de diversas partes do mundo foi outro aspecto marcante da experiência. “Estar entre profissionais de diversas nacionalidades proporcionou uma troca intensa de saberes, práticas pedagógicas e realidades culturais e educacionais. Compartilhar desafios e soluções adotadas em diferentes países ampliou minha perspectiva e fortaleceu um sentimento coletivo de colaboração, aprendizado e entusiasmo. Foi inspirador perceber como, mesmo diante de contextos tão distintos, há um desejo comum de transformar a educação por meio do conhecimento”, relembra.

No entanto, a comunicação intercultural também trouxe desafios. “Como única brasileira, estive em um ambiente onde o inglês e o espanhol eram os idiomas predominantes. Embora eu compreenda ambos, as diferenças culturais exigiram de mim uma escuta atenta, sensibilidade e empatia constantes. Encarei esse desafio com abertura ao diálogo e respeito mútuo, o que não apenas superou as barreiras linguísticas, mas também fortaleceu as conexões com os colegas. Foi uma experiência incrível, que proporcionou um grande crescimento pessoal e profissional”, conta.

O México, por sua vez, encantou a professora com sua riqueza cultural e histórica, unindo tradição e inovação. “Conhecer a cultura e a história de cidades como Puebla e Teotihuacán, e compreender a riqueza simbólica de locais como a Igreja de Tonantzintla e o Santuário da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, foram experiências profundamente marcantes, que trouxeram aprendizados únicos sobre a identidade, a fé e as tradições do povo mexicano”, relatou Juliana.

Impactos para a prática docente

Essa vivência internacional ampliou a visão da professora sobre o papel do educador como agente transformador. Ela pretende incorporar práticas mais colaborativas em sala de aula, incentivar a mobilidade acadêmica entre os alunos e despertar neles a consciência de que também podem ser protagonistas em contextos internacionais. “Já estou estruturando uma apresentação junto com o Setor de Internacionalização da Unit para apresentar aos gestores e docentes da Unit e propondo palestras e oficinas com os alunos, trazendo não só os conteúdos, mas também a vivência intercultural como forma de inspiração”, projeta.

A experiência também deu origem a novos projetos de pesquisa com universidades da Espanha, tanto na área da Fisioterapia Respiratória quanto na Neurociência. “Já iniciei diálogos com alguns colegas visando futuras colaborações em pesquisas e projetos conjuntos. A rede de contatos estabelecida durante a experiência foi, sem dúvida, um dos maiores legados. Além disso, iniciamos tratativas para firmar convênios de intercâmbio estudantil com instituições dos Estados Unidos, Itália, Reino Unido, França, República Dominicana e Espanha, ampliando significativamente as oportunidades de mobilidade acadêmica e cooperação internacional”, revela.

Para Juliana, representar o Brasil e a Unit foi uma grande responsabilidade e deixa um conselho para professores e estudantes que sonham com uma experiência parecida. “Não deixem que o medo ou a dúvida os impeçam de tentar. Preparem-se, aprendam idiomas, busquem informação e acreditem no próprio potencial. As oportunidades existem, é preciso estar pronto para elas”, aconselha. 

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