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Desafio global da Nasa atiça curiosidade de participantes da Feivest

O hackathon internacional realizado em parceria com o Tiradentes Innovation Center reúne equipes para resolver desafios científicos globais propostos pela agência espacial norte-americana

às 21h20
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A Feivest 2025, da Universidade Tiradentes (Unit), é um evento que pode alcançar dimensões interplanetárias ou intergalácticas. E esse não é um exagero de retórica. É porque, em paralelo à feira de vestibular, em pleno Tiradentes Innovation Center (TIC), acontece o Nasa Space Apps Challenge, hackathon global promovido anualmente pela Nasa (National Aeronautics and Space Administration), a agência espacial dos Estados Unidos. Até este domingo, 5, 87 técnicos e estudantes sergipanos das áreas de Tecnologia da Informação e de Ciências Exatas trabalham em 18 desafios científicos propostos pela agência norte-americana, focando principalmente nas áreas de ciência, inovação e meio ambiente. 

A cada edição, a maratona envolve milhares de pessoas ao redor do planeta para trabalhar com um único objetivo: desenvolver projetos de formas colaborativas para solucionar problemas globais, além de encontrar talentos ao redor do mundo que saibam utilizar seus dados para causar impacto positivo no mundo em que vivemos. A coincidência da realização do Nasa Space Apps com a Feivest não foi uma mera casualidade, pois muitos visitantes da feira passam pelo TIC e se impressionam ao ver os times de tecnologia debruçados sobre notebooks, telas, gráficos e uma infinidade de cálculos e projeções. 

“Eu acho que a gente juntar o maior hackathon do mundo com a maior feira de vestibular do Nordeste, tem tudo a ver, porque os públicos são de jovens que querem desbravar esse mundo da ciência, seja na graduação ou num momento onde você desenvolve as habilidades de equipe para solucionar os problemas mundiais. E mais uma vez, o Tiradentes Innovation Center traz a possibilidade de os sergipanos fazerem parte dessa grande rede. É uma oportunidade muito rica de a gente unir esses dois movimentos, porque muitos desses alunos que estão entrando na faculdade veem as possibilidades diferenciais que a gente traz para quem estiver convivendo dentro da Universidade Tiradentes”, considerou o presidente do TIC, professor Domingos Machado.

“A maioria dos participantes são jovens e universitários. Eles estão aqui para resolver esses problemas da NASA e acabam inspirando os jovens que estão visitando dentro da Feivest. O pessoal que está participando também aproveita pra conhecer um pouco mais sobre a Unit, sobre os cursos, e quem nos visita na Feivest está vendo ali, ao vivo, um grande evento mundial acontecendo aqui no nosso campus. A gente fica bastante feliz com isso”, acrescenta Leonardo Sales, coordenador de marketing do TIC e líder local do Nasa Space Apps em Aracaju

O Nasa Space Apps Challenge acontece em mais de 180 países e envolve mais de 370 mil pessoas trabalhando em busca de soluções para os desafios globais propostos. Os 10 melhores projetos são convidados para se apresentar na etapa final do desafio, na sede da Nasa, em Houston (EUA). O Brasil tem mais de 50 equipes participantes e é o maior vencedor do desafio global, desde a sua criação. Esta é a quinta edição do evento da Nasa em parceria com o Tiradentes Innovation Center. Neste ano, os participantes formaram 20 equipes. 

Curiosidade e choque

Um dos participantes é Arthur Guilherme Guimarães Silva, aluno do oitavo período do curso de Sistemas de Informação na Unit. Ele está pela segunda vez no Nasa Space Apps e desenvolve com sua equipe um método para a identificação de exoplanetas, planetas e corpos celestes que se situam fora do Sistema Solar, e que são difíceis de ser encontrados. A ideia, segundo ele, é usar recursos e técnicas de inteligência artificial para ajudar a Nasa na identificação destes exoplanetas. 

“É um desafio, mas eu acredito que para quem gosta de inovar, de buscar soluções para as coisas, é uma experiência incrível, é muito bom. A gente vê também as pessoas passando por aqui interessadas e vêem estudantes que estão desenvolvendo também. Eu já vi várias pessoas passando por aqui. Inclusive, tem até um primo meu que achou interessante e agora pretende entrar nessa parte também de tecnologia e de IA, que hoje em dia a IA está bem em alta. Vejo muito interesse por parte das pessoas mais novas”, afirma Arthur. 

E essa presença intergalática impressionou a estudante Alana Samara Santos, que estuda no Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte e mora na Barra dos Coqueiros. Ela pretende fazer o curso de Biomedicina, mas gosta de conhecer e se aprofundar em outras áreas do conhecimento. Na sua escola, ela participa de um projeto que desenvolve lançamento de réplicas de foguetes. “Estou aqui chocada. Eu queria conhecer mais, sabe? Porque eu adoro mexer com coisas de foguete. Eu participo de projetos com minifoguetes que a gente lança, tem competição… Então eu fiquei muito curiosa para saber mais sobre esse evento da Nasa”, disse ela, já se habilitando para participar do próximo hackathon.

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