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Estudante colombiano vivencia intercâmbio acadêmico na Unit

Pelo Promai, Carlos Andrés Castro Díaz amplia experiências em Ciência da Computação e destaca o apoio do Programa Buddy em sua integração cultural e acadêmica

às 20h50
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Realizar um intercâmbio acadêmico é muito mais do que estudar em outro país: é uma experiência que impacta tanto a vida profissional quanto pessoal. Ao sair da zona de conforto, os estudantes têm a oportunidade de ampliar horizontes, conhecer novas culturas, desenvolver autonomia e empatia, além de aprimorar a comunicação intercultural. Na Universidade Tiradentes (Unit), o Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional (Promai) cria essa ponte, conectando alunos de diferentes partes do mundo com metodologias e práticas de ensino que refletem a realidade acadêmica e tecnológica brasileira.

Foi nesse contexto que o colombiano Carlos Andrés Castro Díaz, da Universidad de Boyacá, em Tunja, encontrou uma oportunidade de crescimento. Estudante de Engenharia de Sistemas, ele escolheu cursar Ciência da Computação na Unit. Ele explica que buscava uma universidade com infraestrutura de qualidade e uma grade curricular alinhada às suas expectativas, onde pudesse aprender sobre tecnologias aplicadas e práticas de Ciência da Computação que ainda não estão disponíveis em sua instituição de origem.

Para Carlos, a experiência representa uma chance de expandir conhecimentos, vivenciar novas tecnologias e se aproximar da realidade do ensino brasileiro, enriquecendo seu currículo e sua formação acadêmica. “Escolhi o Brasil pelas oportunidades de vida que aqui poderia adquirir, pelo idioma, pela cultura e por todo o tema de tecnologia que sei que aqui no Brasil se utiliza. A Unit foi perfeita para tudo o que eu estava precisando: gostei muito da infraestrutura da universidade e das matérias disponíveis na grade de estudos”, afirma Carlos.

Diferenças no ensino e metodologias 

Ao comparar o modelo de ensino da Unit com o de sua universidade na Colômbia, Carlos percebe diferenças significativas, principalmente em relação à metodologia e à dinâmica das aulas. Ele observa que os professores buscam tornar o aprendizado mais interativo, priorizando trabalhos em grupo e dinâmicas que estimulam a participação ativa dos alunos. 

“Algo que me surpreendeu foi que se estuda especialmente de manhã ou à noite. Também percebi diferenças na avaliação dos períodos e no sistema de notas, que aqui não segue o mesmo padrão da Colômbia”, comenta Carlos. Para ele, essa abordagem permite desenvolver habilidades técnicas e interpessoais de forma integrada, preparando-o para os desafios do mercado global.

Apesar de ainda não ter integrado projetos de pesquisa ou extensão, Carlos demonstra forte interesse em aproveitar as oportunidades acadêmicas e práticas durante sua estadia. Para ele, a universidade vai além do conteúdo em sala de aula: o convívio com professores, colegas e a imersão no ambiente acadêmico têm sido essenciais para seu aprendizado e crescimento pessoal. Essa vivência cultural e formativa tem superado suas expectativas, tornando sua experiência na Unit ainda mais completa. “Ainda não participei de nenhum projeto, mas há um evento de tecnologia que quero aproveitar. Espero me engajar assim que possível”, afirma.

O papel da buddy na experiência do intercâmbio

A atuação da buddy vai muito além de apresentar o campus. Lívia acompanhou Carlos em situações práticas desde antes de sua chegada. “Conversávamos todas as noites por causa do apartamento e da conta bancária que ele precisaria abrir. Depois, já em Aracaju, estive com ele para resolver a grade de horários e evitar choques de disciplinas. Também fiz questão de apresentá-lo aos meus amigos para que se sentisse mais integrado”, relata.

Esses momentos, muitas vezes desafiadores, geraram até situações inusitadas. “A parte mais engraçada foram os falsos cognatos. Tivemos várias falhas de comunicação e rimos muito com isso. Além disso, como ele nunca tinha ido à praia, foi muito especial acompanhar essa primeira experiência dele aqui em Sergipe”, lembra a estudante.

Para ela, o Programa Buddy é indispensável para que o intercambista tenha uma vivência completa. “Antes de chegar, Carlos estava ansioso e cheio de dúvidas, mas o suporte fez toda a diferença. Esse tipo de diálogo intercultural nos faz crescer não só no aspecto acadêmico, mas também no pessoal. No meu caso, além de apoiar alguém de outro país, acabei ampliando minha visão de mundo”, acrescenta.

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