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Ligas de Enfermagem da Unit promovem simpósio sobre a saúde da mulher

Com o tema “Saúde da Mulher: Integralidade, Equidade e Protagonismo”, o II Simpósio Interligas reuniu estudantes, docentes e representantes de órgãos públicos para debater políticas e práticas de cuidado feminino

às 13h52
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As 11 ligas acadêmicas formadas por estudantes do curso de Enfermagem promoveram nesta terça-feira, 21, a segunda edição do Simpósio Interligas de Enfermagem, com o tema “Saúde da Mulher: Integralidade, Equidade e Protagonismo”. O evento aconteceu por todo o dia no Bloco G do Campus Farolândia, com a participação dos estudantes e professores que integram as ligas, além de outros estudantes do curso e profissionais de saúde. Entre os convidados para o simpósio, estiveram representantes das secretarias Estadual e Municipal de Saúde (SES e SMS), do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SE), da Polícia Militar e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM).

O evento teve o objetivo de incentivar o debate sobre a saúde da mulher em todas as faixas etárias, além de discutir políticas públicas de saúde e cidadania voltadas ao público feminino. A ideia surgiu de uma conversa entre as vice-presidentes das ligas e o professor Bruno Andrade, orientador das ligas de Enfermagem e responsável pelo simpósio. Segundo ele, o evento buscou não apenas trabalhar o tema combate ao câncer de mama, que é o foco da campanha Outubro Rosa, mas também se dedicou a questões que abrangem a saúde ginecológica como um todo. 

“Quando a gente reúne todas as ligas voltadas para o tema da saúde da mulher, a gente quer uma formação completa desse aluno, e esse simpósio promove uma formação completa relacionada às políticas públicas para as mulheres, transversalizando em todas as áreas que a enfermagem pode atuar. A importância de juntar essas ligas é fazer com que todos os alunos sejam formados em um olhar amplo e integral em relação à saúde da mulher”, disse Bruno, referindo-se a outras questões ainda recorrentes para as mulheres, como o combate à violência doméstica e à violência sexual.  

“O tema deste simpósio é sobre falar da mulher na sua totalidade, desde o nascer ao morrer, em todos os projetos, como mulher e como mãe. Tivemos palestra sobre violência sexual, sobre atualizações nos métodos contraceptivos, no método de rastreamento de câncer do colo do útero… Buscamos falar de tudo, desde mulheres da terceira idade, mulheres jovens, falando de mulheres que são de matriz africana, quilombolas. Procuramos trazer todos os tipos, etnias e todos os rostos das mulheres que a gente contém no Brasil na sociedade”, acrescenta Lavínia Fagundes, aluna do 8º período de Enfermagem e vice-presidente da Liga Acadêmica de Urgência e Emergência de Enfermagem (Lauenf). 

Para a coordenadora dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia, professora Geisa Carla Bezerra Lima, o simpósio demonstrou a capacidade dos estudantes de articular os mais diversos setores da sociedade para promover o desenvolvimento e a realização de projetos. “Em virtude da magnitude dessa temática do Mês da Mulher, os ligantes se juntaram para promover um evento, mostrando todo o seu comprometimento, a sua organização, o seu protagonismo dentro do espaço institucional para mobilizar os diversos setores do estado, do município e entidades de classe. Eles conseguem desenvolver de fato a competência de fazer esse tipo de articulação em prol do ambiente acadêmico e da vivência acadêmica”, exaltou Geisa. 

Aprendizado constante

As ligas acadêmicas são grupos de estudos independentes e autônomos, formados pelos próprios estudantes (com orientação de um professor) para dedicar-se a uma área específica da carreira cursada, desenvolvendo estudos mais aprofundados e projetos de pesquisa e de extensão para colocar em prática os conhecimentos e resultados destes estudos. Os próprios alunos ocupam cargos de presidência, vice-presidência e diretorias de áreas como financeiro, pesquisa, extensão, acadêmico, eventos, marketing, entre outras. Elas contam com o apoio da universidade na cessão das estruturas e na orientação e divulgação das atividades.

Ao lado do curso de Medicina, o de Enfermagem responde por parte significativa das mais de 50 ligas existentes hoje na Unit. Elas são tanto da metodologia tradicional quanto da ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) e englobam áreas como Saúde da Mulher, Promoção da Saúde, Habilidade de Enfermagem, Oncologia, Urgência e Emergência, Pediatria, Centro Cirúrgico e Perioperatório, entre outras. 

“Das ligas, a gente consegue ter um avanço relacionado a ensino, pesquisa e extensão, o que para a universidade representa um ganho, sem dúvida. A gente tira esse aluno um pouco do ambiente de sala de aula para que ele possa ser protagonista do seu próprio estudo. Ele propõe o que vai estudar, o que é que ele quer desenvolver. E além dessa parte técnico-científica, ele acaba desenvolvendo liderança, comunicação, trabalho em equipe, gestão de conflitos e muitas outras soft skills”, destaca Geisa Carla. 

Para o professor Bruno Andrade, os estudantes que participam das ligas acabam sendo vistos com mais atenção pelo mercado de trabalho, em razão das competências que já desenvolvem na faculdade. “O nosso estudante é inserido nessa articulação para o mercado de trabalho. Ele faz contatos o tempo todo para fazer o chamado desses palestrantes, para convidá-los, para organizar o evento. Então é um desenvolvimento também de competências de vida e carreira”, acrescenta. 

Este aprendizado é corroborado pelas alunas participantes do simpósio, que participam das ligas acadêmicas para adquirir mais experiência profissional. Raíssa Manoela dos Santos Lima, do sexto período, faz parte da Liga Acadêmica de Enfermagem na Promoção de Saúde (Laepis), que se dedica tanto a ações de cuidados básicos ao paciente quanto às de educação e prevenção contra doenças. “A gente cuida do paciente, faz ações tanto com o paciente quanto sem ele, dentro e fora da Unit. Eu entrei na Liga pra basicamente pra ter esse conhecimento de como cuidar do paciente, de como deve tratar. A gente aprende muito na Liga com isso e acho que vai ser muito bom pro currículo”, afirma. 

Kethillin Luane dos Santos Modesto, também do sexto período, faz parte da Liga Acadêmica de Habilidades de Enfermagem (Lahenf), que treina habilidades de enfermagem empregadas no atendimento a pacientes em estado crítico de saúde, contribuindo com a evolução dele. “A liga em si traz uma evolução, porque ela não traz somente a questão de habilidades. Ela envolve várias matrizes em si, estudo clínico, o que essas habilidades podem mudar no nosso contexto do paciente. Então , ela enriquece muito nosso currículo e também a nossa competência como futuros enfermeiros”, define ela.

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