ESTUDE NA UNIT
MENU

Nova fase do EaD na Unit integra tecnologia, prática e flexibilidade nos cursos

Com três formatos de graduação e uso de inteligência artificial, a universidade adapta o ensino às demandas do estudante e do mercado em cada região

às 19h55
Foto: Eduardo Santos
Foto: Eduardo Santos
Foto: Karla Tavares/PMA
Compartilhe:

A Universidade Tiradentes (Unit) aperfeiçoa o seu modelo pedagógico com a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) para o formato de Educação à Distância (EaD), em sintonia com as regras do Novo Marco Regulatório do EaD, determinadas pelo Ministério da Educação (MEC). A instituição mudou seu portfólio e reconfigurou as metodologias e formatações aplicadas em cada curso, pensando na necessidade de cada perfil de aluno. Em todas elas, será entregue um ensino-aprendizagem com a mesma qualidade e excelência acadêmica, integrada às necessidades do mercado de trabalho. 

Agora, os cursos de graduação estarão assentados sob três formatos. O presencial, com percentual pequeno ou nenhuma carga horária à distância, é adequado ao aluno que acabou de completar o Ensino Médio ou aquele que tem grande parte do tempo para a sua formação; e que deseja vivenciar práticas, convivências e experiências dentro da universidade, inclusive nos laboratórios e projetos. Já o semipresencial, com divisão equilibrada de tempo entre as cargas horárias de conteúdo à distância e presencial (50%-50% ou 60%-40%) também é ideal para alunos que buscam a mesma experiência de vivência no campus, mas só teriam tempo de estudar presencialmente em dois ou três dias da semana. 

Por sua parte, o formato online tem uma carga horária maior a distância, de quase 80%, e o restante em forma presencial. Ele é mais adequado para o estudante que não tem tempo livre de estar na universidade, em razão do trabalho e de outros compromissos ou situações. “Nesse presencial, esses 20% são basicamente momentos de prova, de avaliação, atividades extensionistas, o que a legislação não permite que sejam a distância. O aluno precisa cumprir na prática, considerando que a natureza destas atividades  extensionistas no seu lugar, ou no Polo. O modelo disponibiliza material, conteúdo, atividades, aulas e encontros síncronos, mediados, quando o professor está online, conversando com o aluno e tirando dúvidas, projetos reais, para que ele possa estudar em casa ou em qualquer outro lugar que ele esteja”, detalha o pró-reitor de Graduação e Extensão da Unit, professor Ronaldo Linhares.

De acordo com ele, a flexibilidade de tempo e de formatos é um dos diferenciais que passam a ser mais valorizados dentro dos cursos da Unit e avançam ainda mais na adequação às determinações do Novo Marco Regulatório. Outro ponto positivo é o fortalecimento do nível de empregabilidade que os cursos poderão acrescentar na formação dos alunos. Isso será possível com o aprofundamento da metodologia ABP, que já vem sendo aplicada na Unit há pelo menos três anos e integra o ensino do conteúdo e do conhecimento científico  ao desenvolvimento de projetos que atendam a demandas reais das empresas e comunidades de cada local onde a Unit se faz presente. 

“Que estes projetos sejam frutos de demandas locais reais, concretas, que possibilitem uma relação de aprender a fazer na prática, a construir um conhecimento a partir do ato de construir essas soluções e de que a gente estabeleça uma relação muito forte com as empresas e os parceiros locais, para que eles apresentem as demandas e problemas reais, concretas”, afirma o pró-reitor, acrescentando que a Unit irá buscar, até mesmo nos pólos de EaD, empresas e entidades locais que possam ser parceiras na elaboração de projetos. “A Unit fará esse mapeamento para que professores e alunos possam construir essa aprendizagem de forma mais real, mais concreta e que o aluno também possa dar sentido para o que ele estuda na universidade. O que ele aprende tem um significado, uma utilidade, um objetivo de existir. Desde o primeiro momento que ele entra, mesmo que ele esteja estudando em casa, ele não vai estar sozinho e nem distante para pensar, agir para transformar sua realidade”, argumenta Linhares.

Esta diretriz se aplicará principalmente nos três campi que a Unit mantêm em cidades do interior de Sergipe (Estância, Itabaiana e Propriá) e nos seus polos. A proposta é aprofundar seu entendimento sobre as características sociais e econômicas de cada região, buscando responder às demandas de cada uma em relação à empregabilidade e às parcerias. “De imediato, a gente entende que os cursos semipresenciais podem se adequar melhor aos campi e alguns polos, com valores mais adaptáveis às condições da população do seu entorno. E esses cursos fariam com que os alunos tivessem mais tempo em termos de vivências para estar na universidade, no campus e um tempo estudando em casa, o que dá uma flexibilidade, principalmente para as dificuldades em relação ao transporte e locomoção nas cidades de cada região”, frisa Ronaldo.

Nova plataforma

Outra etapa de implantação dos novos formatos de cursos na Unit é a adoção do novo espaço virtual de aprendizagem. Ele será baseado em uma LXP (Learning Experience Platform), plataforma de aprendizagem digital cujo foco é voltado para construir uma experiência de aprendizagem diferente para cada estudante, a partir do uso da inteligência artificial para personalizar as trilhas de conhecimento. A LXP, oferecida pela Unit em parceria com a Totvs, uma das principais desenvolvedoras de sistemas e tecnologias em educação no país, organiza as trilhas de aprendizagem de cada aluno a partir de um conceito semelhante ao das plataformas de streaming

Neste conceito, cada curso aparece para o aluno como um “seriado”. “Podemos pensar que o semestre está distribuído em ‘temporadas’ a serem cumpridas. Elas seriam as disciplinas e teriam os ‘episódios’, que são as tarefas de cada disciplina. Então, cada ‘seriado’ tem seus ‘episódios’, nos quais estão descritos quais são os conteúdos, saberes e  competências que os alunos devem desenvolver, em um eixo de formação. E em cada ‘episódio’ você tem um recorte de ‘cenas’, de tarefas e estratégias de aprendizagem  que o aluno vai cumprir e vencer”, explica Linhares. 

Ele destacou também a importância de oferecer esse tipo de layout para a  formatação como um espaço de aprendizagem  mais aderente ao perfil dos nossos alunos, a partir de um conceito cultural comum, atual e amplamente consumido. “Esse é um produto que já faz parte da cultura midiática dos nossos alunos. Sejam eles da cidade grande ou do interior, uma boa parte entende esta linguagem. Então, a gente usou essa configuração como uma estratégia didática para que o aluno se aperceba que o ambiente de formação e aprendizagem dele é um espaço contemporâneo, culturalmente inserido no seu universo de consumo”, argumenta o pró-reitor da Unit.

Microcertificações

Os novos formatos dos cursos de graduação terão outra novidade: a concessão de microcertificações, isto é, certificados que atestam o cumprimento parcial de cada curso, a partir do desenvolvimento de competências e da conclusão de determinadas etapas da trilha de aprendizagem. De acordo com Ronaldo Linhares, as microcertificações são a possibilidade de “amarrar algumas âncoras” no percurso de formação de cada aluno, o que pode ajudá-lo a conseguir empregos e se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho. 

“Estamos propondo e definindo que o aluno, no decorrer do processo de formação, possa ser certificado de saberes que ele vai construindo. Exemplo: num curso de dois anos e meio, que é o tecnólogo, esse aluno pode receber até duas certificações no meio do curso. Ele faz o primeiro ano e a universidade certifica que ele está preparado para desenvolver algumas competências no mercado de trabalho. Se ele tiver uma vaga para uma empresa que precise daquelas competências, ele pode apresentar essa certificação e, mesmo que ele não tenha o tecnólogo completo, mas já tenha saberes e experiências adquiridas, pode até adiantar sua entrada no campo de formação profissional aprender de forma mais efetiva para aquela profissão”, explica Ronaldo. 

Catálogo adequado

O catálogo atual da Unit, com um total de 40 cursos, está sendo atualizado e incluiu seis cursos semipresenciais, com divisão equilibrada de carga horária: Educação Física, Pedagogia, Gastronomia, Terapia Ocupacional e os futuros cursos de Mídias Digitais e Inteligência Artificial aplicada à Ciência de Dados. Esta atualização, em todos os cursos, também aconteceu em termos de configuração, de espaço de aprendizagem, de modelo pedagógico e da metodologia ABP.

Ainda de acordo com o Novo Marco, os cursos de Direito, Medicina, Odontologia, Enfermagem e Psicologia têm que ser 100% presenciais e estão proibidos de oferecerem carga horária a distância. E no caso das licenciaturas e Pedagogia, os cursos não podem mais ser completamente à distância, devendo ser, no mínimo, semipresenciais. “Há algumas exigências que o MEC baixou e tem orientado para que as universidades e as faculdades sigam. É para a gente repensar um pouco a questão da qualidade, do acompanhamento e do perfil de formação desses profissionais”, contextualiza Linhares.

Neste sentido, o pró-reitor de Graduação considera que as diretrizes do Novo Marco trazem elementos fundamentais para a oferta de qualidade  na formação superior: a atualização dos processos de aprendizagem à realidade social e os processo de mediação tecnológica de cada aluno; a aproximação com as demandas e as necessidades das pessoas e de cada região, no sentido de adaptar conteúdos e ampliar possibilidades de empregabilidade; e repensar a relação do aluno que escolheu o formato à distância, mediado ou não por tecnologias, para que o modelo dê um ritmo novo de aprendizagem. 

“Queremos que ele possibilite a formação de seres humanos com competências e habilidades de formação técnicas, comunicação, consciência e cidadania, preparado para enfrentar um mercado de trabalho extremamente volúvel, mutável que precisa, cada vez mais,  de domínio de um profissional com competências socioemocionais para aprender a conviver, a ser e a fazer/conhecer, pilares fundamentais para a educação de hoje”, concluiu Ronaldo. 

Confira mais detalhes no nosso site oficial 

Leia mais: 
Nova estrutura organizacional do EaD é apresentada a gestores dos polos

Compartilhe: