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Campanha pelo descarte correto de medicamentos é lançada na Unit

A iniciativa é uma parceria do Programa Conduta Consciente com o curso de Farmácia, que instalou caixas coletoras no Campus Farolândia; alunos de Farmácia participam da orientação ao público

às 21h39
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Foi lançado nesta segunda-feira, 10, o Programa de Gerenciamento de Descarte de Medicamentos, também chamado de Descarte Consciente. Promovido pelo curso de Farmácia da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Programa Conduta Consciente Unit, ele busca chamar a atenção de todo o público para a importância do descarte correto de medicamentos que estejam vencidos ou em desuso. O objetivo é incentivar práticas sustentáveis, evitando que as substâncias destes medicamentos poluam o meio ambiente e prejudiquem pessoas, animais e a natureza. 

O lançamento aconteceu no Complexo de Especialidades em Saúde Professora Amélia Uchôa, onde foi instalada uma caixa coletora de medicamentos na área de espera dos usuários. Outra foi colocada no Minishopping, perto das praças de alimentação. Junto delas, placas indicativas orientam o público a colocar nelas os medicamentos devidamente separados. A ideia é ampliar e facilitar a opção de coleta dos medicamentos vencidos, não-usados ou estragados, que podem ser entregues por estudantes, professores, colaboradores da Unit e outras pessoas que trabalham no Campus Farolândia, além dos usuários do Complexo Amélia Uchôa. 

De acordo com a professora Claudia Moura de Melo, coordenadora do Conduta Consciente, o programa vem identificando tendências e vocações de cada setor para a geração de vários tipos de resíduos, inclusive dentro dos ambientes da Unit. Entre as vocações, estão resíduos recicláveis (como papelão e latinhas), materiais eletroeletrônicos e resíduos de medicamentos. Nós estamos identificando e orientando e incentivando a destinação adequada desses resíduos, porque não adianta só eu ter o coletor. Essa coleta dentro do coletor, ela deve ser feita de forma correta, com medicamentos de um lado, bulas e embalagens do outro lado”, afirma. 

A coordenadora do curso de Farmácia, professora Cinthia Meireles Batista, destaca que muitas pessoas costumam ter em casa as chamadas “farmacinhas”, nas quais guardam cartelas e caixas de remédios que acabam não sendo usados e passam do vencimento, ou simplesmente estragam. E por isso acabam jogando esses medicamentos no lixo comum ou no esgoto, através do descarte na privada. “Não é aconselhável jogar esse medicamento no lixo comum e bem no esgoto, principalmente quando a gente fala de antibióticos, porque isso contamina o meio ambiente. Existe uma Lei de Gerenciamento de Resíduos, em que esses medicamentos são classificados como resíduos químicos, e orienta como deve ser feito esse descarte”, explica. 

Uma das consequências do descarte incorreto de medicamentos vencidos é a contaminação das águas e mananciais por substâncias que acabam despejadas nos rios e podem até interferir no consumo humano de água. “Se esses medicamentos são destinados de forma adequada, as águas que vêm dos rios após tratamento podem chegar na nossa torneira com resíduos de antibióticos e anti-inflamatórios. Isso porque as nossas unidades de tratamento de água no país não fazem a limpeza total dessas substâncias na água. Existem ainda animais aquáticos que, se ingerirem esses medicamentos na água, eles também terão efeitos quanto a sua reprodução, inclusive com alterações na sexagem que vão interferir no plantel de reprodução dos organismos, diminuindo algumas espécies em ambiente aquático”, alerta Cláudia, que também é pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP). 

Ensinando como fazer

Durante a instalação das caixas, alunos do curso de Farmácia realizaram uma ação educativa com os usuários, montando um estande para explicar como separar e descartar corretamente cada tipo de medicamento. “Os estudantes vão explicar como é que isso deve ser feito corretamente: o que pode ser colocado dentro da caixa coletora, o que tem que tirar da embalagem de papelão, o que tem um outro destino de reciclagem. Todos serão conscientizados a fazer o uso de medicamento racional, sustentável, a comprar só o medicamento na quantidade correta prescrita e fazer o tratamento corretamente. E daquele medicamento que sobrou, é ter consciência que aquele produto precisa ter uma destinação final”, acrescenta a professora Cinthia. 

Os alunos de Farmácia que participam desta ação do curso e do Conduta Consciente integram a Liga de Cuidado Farmacêutico (LACF). A ação faz parte da chamada Semana do Uso Racional de Antimicrobianos. “Nosso objetivo é conscientizar sobre o uso correto, visando a diminuição da resistência bacteriana, principalmente associada ao uso e ao descarte incorreto desses medicamentos, principalmente na contaminação dos solos e da água. Além de conscientizar sobre não guardar os medicamentos vencidos em casa e evitar a automedicação, através do descarte correto, tanto em pontos de coleta como a gente tá divulgando aqui, mas também em farmácias e UBSs parceiras que fazem também o recolhimento desses medicamentos”, detalha Maria Luiza França Bezerra, aluna do sexto período de Farmácia e diretora científica da LACF. 

A campanha do Conduta Consciente sobre o descarte correto de medicamentos vencidos terá outras ações previstas em breve, inclusive a divulgação de cartazes e banners no Campus, além de um quadro permanente e periódico a ser veiculado no Unit Notícias, telejornal-laboratório produzido pela Unit e veiculado diariamente na TV Atalaia. “A sustentabilidade precisa ter capilaridade entre todos os setores da instituição e extra-muros também. Esse é o objetivo da Conduta: fazer o diálogo com todos os setores para permitir que o ecossistema de coleta de resíduos de variados tipos seja maduro dentro da instituição e para a sociedade como um todo”, conclui Cláudia Melo. 

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