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Intercambista da Unit leva pesquisa internacional a congresso em Minas Gerais

Aluno da Universidad Católica de Santa María (Peru) em intercâmbio na Unit, apresentou estudo sobre biorremediação em congresso nacional

às 21h02
Gerardo Delgado Calizaya ao Brasil - aluno de Engenharia Biotecnológica na Universidad Católica de Santa María (UCSM)
Gerardo Delgado Calizaya ao Brasil - aluno de Engenharia Biotecnológica na Universidad Católica de Santa María (UCSM)
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A curiosidade e o desejo de expandir horizontes científicos trouxeram o peruano Gerardo Delgado Calizaya ao Brasil. Aluno de Engenharia Biotecnológica na Universidad Católica de Santa María (UCSM), em Arequipa, ele escolheu a Universidade Tiradentes (Unit) para realizar um intercâmbio acadêmico e vivenciar, de perto, as atividades do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).

Desde julho, o estudante tem participado de projetos que exploram o aproveitamento de resíduos agroindustriais e a degradação de pesticidas, com foco na dimensão molecular desses processos. A experiência, segundo ele, tem sido enriquecedora não apenas pela vivência científica, mas também pela recepção que encontrou no ambiente acadêmico brasileiro. “Já sinto que este é meu segundo lar. As pessoas, tanto no laboratório quanto nas aulas, têm sido muito gentis e acolhedoras”, contou Gerardo, que destaca o aprendizado diário proporcionado pela troca com professores e colegas da Unit.

Seu trabalho intitulado “Isolamento e caracterização de bactérias tolerantes ao arsênio isoladas do rio Tambo (Arequipa, Peru) para potencial biorremediação” foi selecionado para apresentação no 22º Congresso Nacional de Meio Ambiente (CNMA), realizado entre os dias 7 e 10 de outubro, em Poços de Caldas (MG). O estudo surgiu da preocupação com os altos níveis de arsênio detectados no rio Tambo, utilizado tanto para o consumo humano quanto para irrigação agrícola. “Vários estudos indicaram concentrações acima do permitido, e nossa equipe decidiu buscar uma solução biotecnológica para o problema. Propusemos isolar bactérias resistentes ao arsênio e avaliá-las como potenciais agentes de biorremediação”, explicou o intercambista.

A pesquisa, desenvolvida integralmente no Peru, recebeu financiamento do Vice-Reitorado de Pesquisa da UCSM e combina metodologias de microbiologia clássica, como coleta de amostras e cultivo bacteriano, com análises moleculares que permitem identificar cepas resistentes a metais pesados.

Experiência de integração e aprendizado

Durante o congresso, Gerardo representou sua universidade e o programa de intercâmbio da Unit, participando não apenas como apresentador, mas também como ouvinte em palestras e oficinas. “No começo fiquei muito nervoso, pois era outro idioma e eu temia que o trabalho não fosse relevante no contexto brasileiro. Mas, ao longo do evento, muitas pessoas se aproximaram para saber mais sobre a pesquisa e sobre o cenário científico no Peru. Foi quando percebi que a ciência não tem fronteiras: todo conhecimento é valorizado”, relatou.

Ele também destacou a diversidade de temas abordados no congresso, que reuniu desde estudos sobre legislação ambiental até projetos educativos voltados à conscientização da população. “Foi inspirador ver o quanto a ciência pode dialogar com a sociedade em diferentes níveis”, observou.

Embora seu projeto atual esteja vinculado à área ambiental, Gerardo tem planos de aprofundar sua trajetória acadêmica na biologia molecular, campo que considera o mais fascinante dentro da biotecnologia. “Este projeto me mostrou o impacto real que a pesquisa pode ter nas comunidades. Mas o que mais me encanta é entender a vida em nível molecular, os mecanismos que regem as células e suas interações. Quero seguir nessa direção, concluir minha graduação e buscar uma pós-graduação nessa área. Se houver oportunidade, gostaria muito que fosse aqui no Brasil”, afirmou.

A trajetória do estudante exemplifica o poder transformador da mobilidade acadêmica e da cooperação científica internacional. Em solo brasileiro, Gerardo reafirma que o conhecimento, quando compartilhado, ultrapassa fronteiras, aproxima culturas e fortalece o compromisso comum de transformar a realidade por meio da ciência.

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