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Neurodesenvolvimento é tema de seminário que une educação, saúde e inclusão 

Com palestras, oficinas práticas e apresentações artísticas, evento destacou estratégias embasadas em evidências para atuação clínica e educacional

às 18h39
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A compreensão do neurodesenvolvimento, que engloba processos relacionados à cognição, afetividade, motricidade, linguagem e comportamento, tornou-se elemento central para profissionais que atuam com aprendizagem, inclusão e saúde mental. À medida que pesquisas apontam a importância de intervenções precoces e metodologias embasadas em evidências, cresce a demanda por formação qualificada capaz de traduzir conhecimento científico para práticas reais, tanto nas escolas quanto nos atendimentos clínicos.

Com objetivo de aproximar esses campos, a Universidade Tiradentes (Unit) realizou, no dia 29 de novembro, o 1º Seminário de Neurodesenvolvimento. O encontro reuniu especialistas, estudantes e profissionais em formação para discutir conceitos, apresentar experiências e promover o diálogo entre diferentes áreas que compõem o atendimento ao desenvolvimento humano. O evento foi organizado pela coordenação dos cursos de pós-graduação da área de Educação, conduzida por Patricia de Sousa Nunes Silva, em parceria com as professoras Denise Emília e Jacqueline Cavalcanti e com apoio do Head de Pós-graduação Lato Sensu, Ivanilson Leonardo Santos.

Segundo a coordenadora Patricia Silva, iniciativas desse tipo impactam diretamente a qualidade da formação profissional. “Eventos acadêmicos oferecem atualização, ampliam repertório e fortalecem o olhar crítico dos pós-graduandos. Além de acesso a pesquisas recentes, eles promovem conexões e colaboram para o desenvolvimento de competências que o mercado exige”, afirmou.

Palestras e oficinas com foco em aplicação

A abertura da programação, às 8h, destacou a dimensão humana e sensível do neurodesenvolvimento. As bailarinas Renatha Raissa, referência local na dança inclusiva, e Alice Araújo, fisioterapeuta pela Unit e mestranda em Psicologia, apresentaram uma intervenção artística que demonstrou, de forma prática, como expressão corporal, disciplina e sensibilidade podem contribuir para processos de aprendizagem e desenvolvimento motor. A performance, que uniu arte e inclusão, foi um dos momentos mais marcantes do seminário.

A palestra inicial, ministrada pela Dra. Walna Patricia, explorou as funções executivas sob a perspectiva clínica e educacional, enfatizando como memória de trabalho, atenção, flexibilidade cognitiva e autorregulação influenciam o desempenho e a autonomia de crianças e jovens. 

Ao longo da manhã, os participantes circularam por oficinas temáticas que aprofundaram o conhecimento em áreas de atuação direta:

  • Jogos psicomotores, com a neuropsicopedagoga Fátima Oliveira;
  • Contação de histórias e vínculo afetivo, com a jornalista e pedagoga Leila Santos Barreto Cardoso;
  • Comportamento-problema e intervenção, com a psicóloga e especialista em ABA, Simone Adriana Vasconcelos Sobral.
  • As atividades proporcionaram espaço para prática, troca de experiências e visualização de ferramentas aplicáveis ao cotidiano profissional.

Música e inclusão fortalecem a programação 

A segunda parte do evento foi marcada por apresentações do Coral Canarinhos de Aracaju e do Grupo Musical do Projeto INCASE, composto por alunos neurodivergentes e conduzido pelo maestro Carlos Magno. “As apresentações demonstraram, na prática, como a música pode atuar como estímulo cognitivo, emocional e social, reforçando seu papel no desenvolvimento global”, explica Patrícia. 

Na sequência, uma mesa-redonda promoveu debate sobre os desafios do atendimento a indivíduos com neurodesenvolvimento atípico. Participaram as especialistas Nielza Maia, Daiane Supriano, Suzete Amorim Nascimento Feitosa e Denise Emília Almeida Santos, que discutiram aspectos clínicos, pedagógicos e institucionais das práticas inclusivas. O público também contribuiu com relatos e questionamentos, ampliando o alcance das reflexões.

Expositores e encerramento

Durante o evento, parceiros como Fábrica de Ideias, Adwance Psicologia e Recursos da Tia Cris apresentaram materiais, protocolos, jogos e instrumentos técnicos utilizados em avaliações e intervenções psicomotoras, afetivas e cognitivas. Os participantes puderam conhecer novos recursos e ampliar o repertório profissional.

Para Patricia Silva, o resultado final confirma a relevância do tema e a necessidade de manter espaços permanentes de formação. “O seminário reafirma nosso compromisso com a inclusão e com a formação continuada de profissionais que lidam diariamente com diferentes formas de aprender e se desenvolver”, finaliza.

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