ESTUDE NA UNIT
MENU
Menu Principal

Alunos de escola pública fazem imersão científica em laboratórios da Unit e do ITP

38 estudantes do Colégio Frei Inocêncio, de Nossa Senhora do Socorro, participaram de uma ação do projeto Meninas na Ciência, com direito a interações em laboratórios e almoço no Centro Gastronômico

às 20h59
Compartilhe:

Professoras dos programas de Pós-Graduação em Engenharia de Processos (PEP), Educação (PPED) e Biociências e Saúde (PBS) promoveram na última sexta-feira, 27, mais um dia de imersão do Meninas na Ciência, projeto nacional da comunidade científica que tem o objetivo de incentivar de meninas estudantes dos ensinos fundamental e médio em escolas públicas a ingressarem na carreira acadêmica e na pesquisa científica, através das disciplinas relacionadas à chamada Área STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática). A atividade teve a participação de 38 alunos do Colégio Estadual Frei Inocêncio, no povoado Sobrado, em Nossa Senhora do Socorro. 

Ao longo de todo o dia, eles realizaram uma série de atividades de imersão nos laboratórios do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), onde puderam interagir diretamente com uma série de pesquisas desenvolvidas nestes espaços. “Nesse estágio, eles vieram para fazer atividades de laboratórios experimentais de química e de construção de filtro com material descartável para tratamento de água. Também passaram por laboratórios onde fizeram microscopia, computação de informática para aprender simulação, movimento da física no computador, e outros temas”, explicou Cláudia. 

A atividade está relacionada ao projeto “Meninas na Ciência? Sim, Sinhô! Tecnologia, Saúde e Mudanças Climáticas”, coordenado pela professora Cláudia Moura de Melo, do PBS e com a participação das também professoras Maria Nogueira Marques, Cristiane de Magalhães Porto, Eliane Bezerra Cavalcanti, Sílvia Maria da Silva Egues e Veronica de Lourdes Sierpe Jeraldo. Ele é realizado desde 2024, a partir da parceria entre a Unit, o ITP, o Colégio Frei Inocêncio (de Socorro) e duas instituições sediadas no município de Capela: a Escola Municipal José Ferreira Carvalho e o Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco. 

O projeto tem o objetivo de envolver os estudantes em atividades de pesquisa científica, ensinando suas noções básicas e apresentando as suas várias possibilidades de atuação; incluindo nos ramos do empreendedorismo, da inovação e da comunicação. “Vamos dar continuidade a esse trabalho para dar acesso à essa formação científica inicial para mais alunos de mais escolas do estado inteiro. O objetivo é plantar uma sementinha na formação dos jovens cientistas ainda no ensino fundamental e mesmo médio. Queremos incentivar a entrada desses alunos na ciência, principalmente os alunos das escolas públicas de outros municípios, pois eles têm menos acesso a uma universidade”, afirma Cláudia. 

Sabor de conhecimento

O ponto alto da imersão das alunas e alunos no Frei Inocêncio foi um almoço oferecido pelo curso de Gastronomia da Unit, no Centro Gastronômico do Campus Farolândia. Estudantes e professores puderam recobrar as energias com um cardápio nutritivo e reforçado, preparado pelos alunos do projeto do Restaurante-Escola (que já funciona internamente para colaboradores), sob orientação da professora Isabelle Brito. Ela conta que, a partir de conversas com a professora Cláudia Melo, a equipe elaborou um cardápio adequado para 50 crianças e adolescentes, mas com algumas peculiaridades. 

“Fizemos questão de colocar elementos saudáveis, como uma salada, uma proteína…, mas não esquecemos a batata frita de forma moderada. Procuramos apresentar isso de forma que eles possam perceber que a gastronomia não é só o alimento em si, mas todo um conjunto de do que você escolher como apresentar, o sabor, o aroma. Pudemos também mostrar para eles as nossas instalações e o que o profissional de gastronomia pode realizar. É bom a gente perceber esse incentivo e poder colaborar de alguma forma com esse grupo de futuros cientistas”, destacou Isabelle, satisfeita com o resultado: “Dá pra ver que eles gostaram, porque os pratos só voltavam vazios”. 

Incentivo que muda

O “Meninas na Ciência? Sim, Sinhô!” já teve uma primeira etapa de imersão, que incluiu atividades de produção de podcasts no Centro de Comunicação Social da Unit (CCS). As escolas parceiras disponibilizam a infraestrutura para as atividades e o acompanhamento de professoras das disciplinas STEM. Ele ainda conta com seis bolsas de iniciação científica júnior e uma bolsa de Iniciação Científica, através de financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM). Ambas são voltadas para as alunas dos ensino fundamental e médio. 

Uma das professoras que acompanham o trabalho das docentes da Unit no Meninas na Ciência é Camila Dantas de Carvalho, que ensina Biologia no Colégio Frei Inocêncio. Ela é egressa da Unit, onde fez a graduação em Ciências Biológicas e o então mestrado em Saúde e Ambiente (PSA), com orientação da professora Cláudia Melo. O retorno à antiga casa se dá através do acompanhamento às alunas da escola pública que já desenvolvem atividades de cunho científico. “É uma oportunidade de trazer esses meninos e meninas, que muitas vezes ficam apenas nos seus bairros, para olhar um ambiente institucional, a sua dimensão, as diferentes formas de comunicação e interação. Como professora e como egressa da instituição onde eu me formei, é uma realização que valoriza a educação básica do Brasil”, diz ela, orgulhosa.

Camila também descreve a reação entusiasmada das alunas e também de meninos que se envolvem nas atividades práticas propostas pelas professoras nas atividades da escola, seja assistindo ou praticando através das feiras de ciência. E através desse contato, os alunos foram sendo chamados para participar das imersões na Unit, conhecendo o Campus Farolândia. A professora descreve que estes alunos, após essas participações, foram mudando seu comportamento e demonstrando mais dedicação e interesse nos estudos e nas atividades científicas. 

Uma das alunas impactadas foi Sabrina Raiane de Araújo dos Santos, que mora no povoado Sobrado e cursa o sétimo ano do Ensino Fundamental. No ano passado, quando cursava o sexto ano, ela e suas colegas ganharam um prêmio na feira de ciências promovida pela escola, com um experimento à base de argila. “Foi muito legal ver as plataformas que piscam, ver as conchas, os caracóis… Eu gosto muito de ciências, e acho que é a minha melhor matéria. Não tem muita explicação: é porque eu gosto mesmo”, diz ela, que se imagina no futuro como uma influenciadora na área de tecnologia e internet. 

Leia mais: 
Formação de jovens pesquisadoras em Sergipe foca em mudanças climáticas e inovação
Nanotecnologia empodera futuras cientistas em Sergipe
Liga Ladies in Code conquista prêmio em evento científico regional

Compartilhe: