Estudar em uma universidade é um grande privilégio e desafio enfrentado por muitos, é nessa fase da vida em que são tomadas decisões importantes sobre a carreira profissional. No meio do caminho também é comum que rotas sejam recalculadas. É o caso de Guilherme Corrêa Dias que iniciou os estudos em contabilidade, mas por não ter tanta identificação e afinidade com o curso, acabou optando por mudar de área e instituição: fez transferência externa e entrou no curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit).
Atraído pela área da saúde que é responsável por cuidar da mente e influenciado por uma parente, Guilherme conta que teve interesse pelo setor clínico e um pouco sobre o que o fez mudar para a Unit: “Fiz quatro períodos em outra instituição de ensino superior, mas eu vim para a Unit porque eu acho que aqui tem mais oportunidades, uma estabilidade maior, professores melhores. Aqui tem abertura para criação de podcasts, atividades de extensão. Eu acho que tudo isso pode abrir um leque muito grande para networking”.
E foi pensando em ampliar sua rede de contatos e conhecimentos que Guilherme Dias passou a integrar uma liga acadêmica, espaço voltado para estudo de uma determinada área do conhecimento, a Liga Acadêmica de Terapia Cognitivo-Comportamentais (LATECC). “A Psicologia tem diversas abordagens – a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, a psicodrama; e a gente acaba usando as ligas acadêmicas para aprofundar mais nessas abordagens, entrar em cada tema e em cada conceito. Porque a graduação é muito corrida, são seis meses para uma matéria e às vezes deixamos alguma coisa passar e a ideia da Liga é justamente não deixar nada passar”, explica.
Para ele, o trabalho desenvolvido na Liga Acadêmica proporciona diferenciais a quem participa. “A Liga prepara para o mercado de trabalho. Traz pessoas de fora para dar aula e ensinar. A gente trabalha muito a oratória, a preparação para falar e dar aulas mesmo. Eu acho que isso nos prepara para o mercado, para a vida fora da graduação”, avalia Dias.
Mesmo com as aulas de sua grade curricular conciliando com as atividades da Liga Acadêmica, Guilherme ainda almeja usufruir de outros recursos oferecidos dentro da Unit: “Estou esperando abrir uma vaga no próximo semestre para a monitoria de psicodiagnóstico e tenho muita vontade de fazer um podcast para falar de Psicologia, fiz uma vez para um trabalho de Libras e gostei bastante e queria botar isso para frente”.
Guilherme Dias também deixa uma dica preciosa para seus colegas de curso e outros que se interessem pela Psicologia: “Eu acho que a dica maior é você ‘se jogar de cabeça’, viver esse mundo, não ter vergonha de perguntar, de gerar networking, ir atrás do professor e conversar mesmo. Acho que a melhor parte da universidade é você fazer esse networking. A gente tem que viver a universidade como um todo e eu acho que tem que ir atrás”, completa o aluno de Psicologia.
Por: Miguel Benks, sob supervisão de Raquel Passos
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