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Curricularização da extensão para o EAD; entenda como funciona

Embora parte dos componentes extensionistas possa acontecer online, as atividades serão realizadas em região compatível com o polo de apoio presencial

às 21h03
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É chamado de curricularização da extensão o processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos, considerando a indissociabilidade do ensino e da pesquisa. Entre seus objetivos principais está a formação integral dos estudantes para sua atuação profissional, bem como a promoção da transformação social.

Além de ser uma resolução nova do Conselho Nacional de Educação (CNE), a curricularização da extensão vai exigir a partir de 2023 que 10% da carga horária de todos os cursos de graduação devem ser de extensão para entrar no currículo. Na Universidade Tiradentes (Unit), esse método foi implantado no formato de Educação a Distância (EAD) no segundo semestre de 2022, e, embora parte dos componentes extensionistas possa acontecer online, as atividades serão realizadas em região compatível com o polo de apoio presencial no qual o aluno está matriculado.

“Na curricularização trabalhamos a metodologia de forma interdisciplinar, onde temos alunos de diversos cursos desenvolvendo projetos em inúmeras áreas. A mesma coisa acontece no EAD, porém com menos experiências por serem cursos com carga horária menor. Mas trabalha-se com a mesma metodologia do modelo presencial contando com a ajuda de uma ferramenta de tecnologia educacional que realiza a gestão de projetos, onde o aluno desenvolve todas as etapas através de uma trilha de aprendizagem”, explica o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Extensão (Niex) da Unit, Heriberto Anjos.

Como acontece

Segundo o coordenador do Niex, a programação se dá por meio de encontros feitos com professores chamados preceptores de extensão, feitos para desenvolver as etapas da trilha de aprendizagem. A etapa inicial acontece com acolhimento, um entendimento do que é extensão. Em seguida acontece a visita de diagnósticos onde eles vão para conhecer a comunidade em que irão trabalhar, dando seguimento à elaboração do projeto. 

“Dentro disso também ocorrem seminários de acompanhamento dos trabalhos. Partindo para a prática, eles realizam a intervenção propriamente dita na comunidade, fazendo análise dos resultados dessa intervenção. A intervenção é a solução temporária encontrada para resolver o problema identificado no diagnóstico social”, ressalta Heriberto.

O impacto destes alunos, de acordo com Heriberto, será muito agregador pelo fato de que existem alunos em diversos polos e regiões, em várias comunidades com lemas sociais variados, onde eles encontram soluções diferentes. “Nós temos uma proporção de soluções reais para problemas sociais com amplitude muito maior, visto que iremos abranger vários estados e municípios chegando a comunidades que necessitam ainda mais do nosso trabalho, ocorrendo também a troca de conhecimento com essas comunidades”, enfatiza.

A experiência com a curricularização da extensão do aluno do terceiro período do curso EAD de Trade de Investimento da Unit, Marco Antonio Ávila, consistiu em visitar uma escola e ensinar educação financeira para crianças. Durante a visita ele preparou algumas dinâmicas e realizou atividades com elas, fazendo com que pudessem ter uma pequena noção de como é ser um investidor. 

“Pude descobrir como o tema é de grande importância não só para as crianças como para o público em geral. Falar sobre dinheiro, como lidar, como saber gastar e como ter o domínio dos gastos pode te trazer qualidade de vida, foi de certa forma surpreendente. Dentro da minha graduação ter noção de onde pode empregar o dinheiro e também poder orientar outras pessoas a fazê-lo é de grande utilidade, eu diria que é crucial”, conta o futuro profissional.

Experiência para o mercado de trabalho

Em relação à sinergia do ensino superior e mercado de trabalho, os alunos terão contato com problemas reais da comunidade, onde farão um diagnóstico social, identificando quais são estes problemas apresentados na comunidade e desenvolvendo soluções para eles. “Isso deixa o aluno muito mais integrado com a sociedade no que diz respeito a resolução de problemas e, consequentemente isso facilitará a inserção do aluno no mercado de trabalho, tendo em vista o melhor preparo para identificação e resolução de problemas”, destacou.

Leia também: Interdisciplinaridade no ensino, qual sua importância e como aplicar

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