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A importância das bolsas de pesquisa para a produção acadêmica

As bolsas de pesquisa permitem que os alunos possam fazer seus cursos de mestrado e doutorado com dedicação exclusiva

às 11h31
As bolsas de pesquisa auxiliam alunos e pesquisadores, ajudando a melhorar a qualidade da produção científica (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
As bolsas de pesquisa auxiliam alunos e pesquisadores, ajudando a melhorar a qualidade da produção científica (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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Desenvolver e incentivar a pesquisa científica colhe, como resultado, melhorias e bem-estar para a sociedade. Umas das ações que fazem com que o mundo da ciência alcance melhores resultados é a concessão de bolsas de pesquisa para que estudiosos possam focar seus esforços no desenvolvimento de seus projetos.

O coordenador da Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), professor-doutor Álvaro Silva Lima, explica que as bolsas de pesquisa fazem com que o aluno tenha uma relação mais próxima com a pesquisa. “A bolsa possibilita que alunos realizem seus cursos de mestrado e doutorado com dedicação total às pesquisas. É um incentivo ao desenvolvimento e à formação continuada”, diz.

Álvaro ressalta que, com o incentivo financeiro, o aluno precisa ter uma atenção maior à pesquisa como se fosse seu trabalho. Inclusive, muitos editais proíbem o bolsista de ter vínculo empregatício enquanto recebe a bolsa. “Com dedicação exclusiva às atividades de pesquisa, obviamente, o aluno está imerso em suas atividades. O que não significa, que o aluno não bolsista não cumpra suas atividades, mas sem sombra de dúvida receber para pesquisar é um incentivo a mais”, destaca o professor.

As instituições de fomento à pesquisa podem ser de capital público ou privado e lançam editais de seleção, na maioria das vezes, anualmente. Os principais órgãos de fomento são as instituições públicas federais, como a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Existem também as instituições regionais, como o BNB (Banco do Nordeste do Brasil), e locais, como as fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). Além disso, empresas públicas e privadas também podem conceder bolsas de pesquisa. 

Os bolsistas precisam fazer a prestação de contas do dinheiro que foi investido neles. Esse é um processo simples e que deve ser o mais transparente possível. As agências de fomento à pesquisa têm suas especificidades na hora de solicitar a comprovação, porém é comum a quase todas a apresentação de relatórios parciais e finais como comprovação. É dessa forma que as instituições sabem se o dinheiro recebido foi investido para que a pesquisa chegasse com sucesso ao fim.

Investimento

No Brasil, as bolsas têm valores médios de R$ 1.500 para alunos do mestrado e R$ 2.200 para alunos do doutorado. Esse valor é recebido durante o tempo médio de pesquisa, que é de dois anos para mestrado e quatro anos para o doutorado. Dessa forma, as bolsas se tornam um incentivo ao desenvolvimento e a formação continuada.

“As bolsas são repassadas aos alunos utilizando as notas ou por meio de edital, sempre pensando na meritocracia, e na adequação à possibilidade de recebimento de bolsas. Algumas bolsas são obtidas via projetos, e neste caso, repassado pelo professor diretamente ao aluno que atua no projeto”, finaliza Álvaro Lima.

Asscom | Grupo Tiradentes

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