Quando um produto ou um serviço deixa de existir porque outro formato foi criado, é chamado de inovação disruptiva. Ou seja, a novidade trouxe melhoras mais acessíveis ao consumidor causando a descontinuidade de um produto ou serviço que até então era dominante. Netflix, Spotify e WhatsApp são alguns exemplos.
“A inovação disruptiva é um dos pilares para a criação de soluções capazes de gerar mudança de comportamento do consumidor no mercado tradicional. Portanto, esse processo é fundamental para moldar e para pensar o consumo e o mercado atual e do futuro”, destaca Ila Natielle Neres, analista de Inovação do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).
A modalidade disruptiva de inovação é consumida com grande intensidade no dia a dia do brasileiro, porém não é utilizada pelos empreendedores nacionais. “Há uma boa perspectiva para o futuro na área, pois a sociedade brasileira demonstra ser aberta às novas tecnologias. Porém, no Brasil ainda predomina a inovação incremental que consiste em pequenas melhorias ou atualizações em processos, tecnologias e experiências já existentes”, destaca Ila.
Adotada para aumentar a circularidade de recursos, reter valor nos ciclos produtivos e aumentar o valor do produto ou serviço prestado para o cliente, a inovação disruptiva vem sendo predominante nas startups. “Ela tem uma grande capacidade de agregar valor ao negócio, surge redefinindo os negócios em um segmento ou nicho do mercado que se encontra com defasagem”, finaliza a analista.
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