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Aprendizagem e tecnologia: o desafio do educador

Contemplando cerca de 200 profissionais da educação básica e superior, além de pesquisadores, o Fopie traz o tema “Ensino e aprendizagem para o século XXI: a formação docente na era digital”

às 23h02
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Aliar didática com tecnologia é o desafio de professores em sala de aula e em formação. O tema é abordado pelo 13º Fórum Permanente Internacional de Inovação Educacional (Fopie), o qual ocorre na Universidade Tiradentes até esta terça-feira, dia 04.

Contemplando cerca de 200 profissionais da educação básica e superior, além de pesquisadores, o Fopie traz o tema “Ensino e aprendizagem para o século XXI: a formação docente na era digital”, para dentro da academia, como explica a professora Andrea Karla, responsável pela organização do evento.

“Este fórum não tinha como não acontecer no meio acadêmico. Estamos com professores de vários municípios sergipanos, pesquisadores e um palestrante da Argentina para tratar de um tema atual e necessário. Estamos vivendo um momento de desafio que preciosa ser aprendido por nós. Aqui, as escolas trazem suas experiências e podemos discutir caminhos para o século XXI. Esse diálogo com os professores nos fortalece e apresenta uma escola capaz de se mover nesse momento de transformação”, declarou.

Dentre as temáticas que serão debatidas, estão ‘Robótica educacional’; ‘BNCC e as dez competências para educação’; ‘A Formação do Professor pelas diretrizes curriculares nacionais para a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério’; e ‘Aprendizagens Infantis na cultura digital em contextos multimodais de interação e socialização’.

A mesa de abertura foi composta por experientes docentes como a professora Gabriela Zelice de Queiróz, que já atuou no Ministério de Educação; o pesquisador doutor aposentados da Universidade Federal de Sergipe e ex-secretário de Estado de Educação, Jorge Carvalho e o professor Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires, Guilherme Horacio.

Em sua fala, o professor, pesquisador e doutor Jorge Carvalho alertou para o fato de os alunos já chegarem às escolas inseridos no mundo digital, com suas diversas ferramentas e facilidades. Segundo ele, nesse cenário, o processo de formação docente precisa lançar olhar sobre novas tecnologias.

 “O desafio da formação de professores na era digital é de extrema importância, principalmente, se considerarmos que, neste momento, o Brasil está discutindo a revisão de suas plataformas de Educação Básica, uma nova base curricular comum nacional. Vamos precisar rever muita coisa porque não é possível um País com as características do Brasil continuar oferecendo uma formação exclusivamente propedêutica e que faz com que nós professores saiamos dos cursos de graduação sem saber o que fazer com a sala de aula porque nos faltam algumas competências essenciais para a prática docente”.

Guilherme Horacio, professor da Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires, trabalha nesta área há 5 anos e mostrou a experiência desenvolvida na Argentina, por meio de cursos de capacitação continuada.

“A estratégia tem que mudar conforme a demanda de mercado. Temos que incorporar a tecnologia na educação, a exemplo dos programas de formação continuada da Argentina, os quais buscam ofertar comutadores para jovens sem acesso à tecnologia”.

Com 20 anos, Letícia Caldas ursa o primeiro período de História licenciatura e já percebe a necessidade de aperfeiçoar técnicas de ensino para a era digital, mesmo ela inserida nela. “É importante esse debate para descobrirmos, cada vez mais, como a tecnologia pode ajudar a lecionar e a aprender. Aqui, já estudamos no google for education, é um diferencial. Mesmo no início do curso, já pesquiso porque estou inserida no mundo digital e preciso aprender formas de prender atenção e de garantir a aprendizagem do aluno”, declarou.

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