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Arthur Zanetti visita Universidade Tiradentes

Medalhista olímpico propõe pós-graduação em ginástica e diz que falta de profissionais pode comprometer futuro da modalidade

às 13h19
Zanetti conhece estrutura da Unit
Zanetti conhece estrutura da Unit
Foto com alunos de Educação Física
Visita ao bloco de pós-graduação
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Depois de se tornar uma lenda viva do esporte brasileiro, Arthur Zanetti tenta fazer história fora dos ginásios. Primeiro atleta da ginástica brasileira a conquistar um ouro olímpico, nas argolas, em Londres (2012); medalhista de ouro no Mundial da Antuérpia (2013) e de prata nos mundiais do Japão (2011) e China (2014), o jovem de 24 anos, natural de São Caetano do Sul, São Paulo, tenta emprestar seu nome a um projeto que tem como objetivo a formação de outros campeões no País. Nesta quinta-feira, 11, Zanetti esteve na Universidade Tiradentes – Unit –, em Aracaju, para propor a criação de uma pós-graduação em ginástica.

“O nosso esporte vem crescendo muito, principalmente no masculino. Estamos chegando às finais de mundiais com muito mais frequência, uma delas inclusive por equipes este ano – fato inédito para o Brasil – mas precisamos fazer esse curso de pós-graduação para que tenhamos mais técnicos de ginástica, profissionais capazes de preparar novos atletas e futuros campeões. Não temos treinadores suficientes para trabalhar”, afirma Zanetti, que visitou a Unit acompanhado do secretário de Esportes de Sergipe, Gilson Dória, e do diretor jurídico da Federação Paulista de Atletismo – FPA –, Marcel Camilo.

A preocupação de formar técnicos para a ginástica brasileira se reforça neste momento em que o Governo Federal investe maciçamente na modalidade. O Plano Brasil Medalhas 2016 registra R$ 661 milhões investidos na Rede Nacional de Treinamento (R$ 473 milhões do Governo Federal e R$ 188 milhões de contrapartidas). A Rede inclui desde as instalações de competição olímpicas em construção ou adaptação no Rio de Janeiro, sede dos próximos Jogos, até os 285 Centros de Iniciação ao Esporte que serão construídos em 263 municípios do País, passando por centros de treinamento de modalidades, complexos esportivos e estruturas locais das cidades.

“A demanda por profissionais será muito alta, por isso, pensamos em criar esta pós-graduação. A nossa intenção agora é preparar um pré-projeto, submeter à chancela da Confederação Brasileira de Ginástica e, a partir da aprovação, começar a definir quais os profissionais que deverão vir trabalhar para a fomentação da ginástica dentro do polo da Unit”, explica Marcel Camilo.

Segundo o secretário de Esportes de Sergipe, Gilson Dória, a intenção do Governo do Estado é custear algumas matrículas da pós-graduação para seus professores. “Temos mais de 600 escolas e sabemos que o esporte escolar é a base do esporte brasileiro, então, vislumbramos a possibilidade de fortalecimento desse esporte por meio da capacitação. Desta forma, teremos mais profissionais de Educação Física envolvidos com a ginástica, mais praticantes e mais atletas sergipanos em nível nacional”, argumenta.

O coordenador do curso de Educação Física da Universidade Tiradentes, professor Silvio Holanda, recebeu a proposta da pós-graduação e ficou otimista. “A ginástica brasileira vive um momento muito bom, nós temos a sede da Confederação Brasileira em Aracaju e a possibilidade de fazer um curso de pós-graduação vinculado à imagem do Zanetti e ao conceito de qualidade da Unit deve atrair muitos profissionais”, diz o gestor da instituição de ensino.

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