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Base Nacional Comum Curricular do ensino médio em debate

Unit convidou especialistas renomados para debater os rumos do ensino médio no 2º Fórum Estadual Unit sobre Educação Básica

às 20h33
O Ex-Ministro de Educação Henrique Paim esteve em Aracaju
O Ex-Ministro de Educação Henrique Paim esteve em Aracaju
Ex-Conselheiro Nacional da Educação, professor doutor Francisco Aparecido Cordão,
Fórum reuniu professores, estudantes de pós-graduação e gestores do ensino público e privado de Sergipe
A Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Unit, professora doutora Juliana Cardoso
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Por Marcela Matos e Raquel Passos

Os principais desafios da educação para o futuro perpassam pelo ensino médio. Aliás, esse é um dos eixos de ensino no Brasil que têm mais questões a serem definidas. Diante desse cenário, o Ex-Ministro de Educação Henrique Paim esteve em Aracaju nesta quinta-feira, 27, a convite do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Tiradentes (Unit) para discutir os rumos da Base Nacional Comum Curricular durante o 2º Fórum Estadual Unit sobre Educação Básica.

Para ele, é preciso que o ensino médio possibilite o desenvolvimento de competências que sejam aplicadas no futuro do jovem estudante. “Trata-se de elementos que estão associados a como este adolescente se posicionará no mundo do trabalho. Além do conhecimento cognitivo, uma dessas competências é a de possuir o pensamento crítico, a partir do conjunto de informações que está disponível a ele, fazer a sua própria avaliação e verificar aquilo que será extraído”, comenta o professor doutor Henrique Paim.

Dentre os assuntos discutidos durante o evento, as possibilidades do ensino médio em Sergipe, seus avanços e dificuldades foram apresentados pelo professor doutor José Fernandes de Lima, Ex-Secretário Estadual de Educação; e o ensino médio e a alternativa da educação profissional na educação básica, com o professor doutor Francisco Aparecido Cordão, Ex-Conselheiro Nacional da Educação.

Para o Ex-Secretário Estadual de Educação, professor doutor José Fernandes de Lima, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não deve ser considerada uma receita, mas uma ferramenta de orientação. “Antes de tudo, a Base Nacional precisa ser ‘traduzida’ nos estados, municípios, sistemas de educação e escolas. Estamos vivendo o momento em que todas as instituições precisam refletir até se chegar à conclusão para a implantação”, explica o professor José Fernandes de Lima.

BNCC

O evento reuniu professores, estudantes de pós-graduação e gestores do ensino público e privado de Sergipe. Para o coordenador do ensino médio do Colégio Módulo, professor Marcus Miranda, como a BNCC ainda está em formatação, quanto mais houver espaços de discussões como o promovido pela Unit, melhor. “Participar de eventos como esse, que fale da Base Nacional, trazendo norteadores do que e como vai ser implementada, nos auxilia bastante. Afinal, a BNCC vem para trazer mudanças, precisa de alguns ajustes, mas entendo que vai trazer mais benefícios que retrocessos devido à uniformização do conteúdo e do currículo nacional, levando isonomia a todas as escolas do Brasil”, considera Marcus Miranda.

Uma das propostas da BNCC é a aplicação das habilidades de vida, acrescidas às cognitivas, por serem consideradas para o desenvolvimento do aluno, um cidadão em formação. “Não basta mais só saber matemática, física e português, mas de como se portar na sociedade, como viver com suas emoções e como transferir isso ao meio que se vive”, finaliza o coordenador Miranda.

O diretor do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (DASE) da Secretaria de Educação de Sergipe, professor Fábio Leite, afirma que a BNCC está sendo discutida em todo o estado, mas que a oportunidade de ampliar o debate com o ex-ministro é algo valioso para a área.

“É de suma importância a Unit fazer esse debate, abrindo para escolas públicas e particulares, embora a rede estadual já venha discutindo a BNCC e a questão do ensino médio. É um momento ímpar, pois próximo ano terá novo governo e as discussões devem acontecer com força para superar qualquer momento político. Precisamos entender o que a juventude quer para ofertarmos uma educação de qualidade”, conta.

“Este momento é bastante relevante, porque fazemos a interlocução entre quem faz, pensa e decide sobre educação. A interlocução entre esses pares é muito importante para que tenha uma convergência e um amadurecimento das ideias”, enfatiza a professora doutora Juliana Cardoso, Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Unit.

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