V E S T I B U L A R UNIT
MENU

Beber socialmente pode levar à dependência de álcool

O risco de dependência varia de acordo com o consumo diário de álcool, indo de baixo a risco avançado.

às 11h36
Imagem: Freepik
Imagem: Freepik
Compartilhe:

O alcoolismo se tornou uma questão de saúde pública. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que o consumo de álcool ocasionou cerca de 85 mil mortes por ano nas Américas, onde a ingestão por pessoa é 25% maior do que a média global. A única maneira de evitar essas mortes é diminuir o consumo ou parar de consumir álcool de uma vez.

O hábito de beber socialmente coloca as pessoas em contato constante com o álcool. Mesmo quem não tem vontade de beber está exposto a esse contato em ocasiões comemorativas e até em eventos relacionados ao trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) e o National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism, o risco de alcoolismo é medido de acordo com o consumo diário de álcool.

Levando em consideração que uma dose representa uma lata (350 ml) de cerveja, uma taça (90 ml) de vinho ou 25 ml de destilados, o risco pode ir de baixo a avançado. Para quem bebe uma dose, o risco é baixo; duas doses, risco leve; três doses, risco moderado; quatro doses, risco em crescimento; cinco ou mais doses, risco avançado. Para os especialistas, o limite para o beber socialmente seria de três doses.

No entanto, esse limite entre bebedores sociais e alcoólatras pode ser sutil. Por isso, é importante estar atento aos sinais de dependência do uso do álcool. Quando uma pessoa passa a depender de bebidas alcoólicas, geralmente ela enfrenta compulsão, abstinência física, dificuldade de controlar o consumo, tolerância, distúrbios alimentares ou de sono, alterações no metabolismo, fadiga e dificuldades para raciocinar.

A melhor forma para evitar problemas mais graves associados ao alcoolismo é importante buscar ajuda. O alcoolismo é tratável, mas não tem cura, o que significa que o indivíduo precisará se cuidar pelo resto da vida para não ter recaídas. O tratamento varia conforme a gravidade e o estágio da doença.

*com informações de Uol, OPAS, Super Interessante e Vittude

 

Leia também: Pesquisa aponta aumento no consumo de bebidas alcoólicas por jovens

Compartilhe: