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Covid-19: crianças menores de dois anos não devem usar máscaras

O isolamento social continua sendo a forma mais eficaz de se proteger da Covid-19

às 18h13
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Acessório obrigatório para sair de casa, trabalhar e até dirigir, a máscara facial é uma das poucas medidas eficazes no combate à disseminação da Covid-19.  Feitas de tecido ou de material descartável, elas estão inseridas na rotina de jovens e de adultos, no entanto, não são recomendadas para crianças menores de dois anos.

Segundo comunicado da Anvisa de “Orientações Gerais – Máscaras faciais de uso não profissional, o acessório é contraindicado para “crianças menores de dois anos, em pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes, incapacitadas ou incapazes de remover a máscara sem assistência”. Como proteger esse público? 

De acordo com o infectologista Matheus Todt, o isolamento social é a melhor forma de proteger os pequenos e destacou que o uso de máscaras pode causar sufocamento nos menores de dois anos.

“As crianças pequenas não toleram usar máscara e terminam manipulando-a com muita frequência e o uso do protetor facial (face shield), apesar de eficiente, é pouco prático. Em crianças pequenas, o uso da máscara expõe mais o paciente à contaminação do que o protege, podendo haver sufocamento”.

Ele explicou que os sintomas da Covid-19 e da gripe são semelhantes e que os pais ou cuidadores devem ficar atentos à frequência de febre ou sinais de prostração.

“O quadro da Covid-19 é muito semelhante ao quadro de gripe. Na maioria dos casos, não é possível distinguir um do outro. Deve-se lembrar de que, em ambos os casos, a presença de cansaço respiratório, febre alta por mais de três dias ou prostração muito intensa são sinais de alerta graves”.

Oportunidade

De olho nas novas demandas de mercado, a figurinista e produtora cultural Edenia Gois começou a produzir máscaras e desenvolveu um modelo de chapéu, com aba de material plástico, que protege o rosto de crianças. Por meio de seu perfil em uma rede social, ela passou a comercializar o acessório.

“Comecei produzindo as máscaras na tentativa de ajudar e também de ocupar a mente. A princípio, o objetivo não era ganhar dinheiro, mas, como sou autônoma, vi a possibilidade de ter retorno financeiro. O chapéu surgiu de um pedido de um amigo, que queria proteger o neto. Depois dele, as encomendas começaram a surgir”, conta.

A criatividade está presente nas produções de Edenia, que oferece modelos estampados, lisos, com mix de estampas e de cores. Foi a inventividade do produto que chamou a atenção de Vinícius Federico, pai de Maria Flor, de seis meses.

“Maria Flor ganhou máscara, mas sabemos que o uso não é indicado. Colocamos para fazer foto, mas sempre saíamos tensos com ela nos dias de consulta ou de vacina. Vi o chapéu no Instagram e achei interessante porque não impede o acesso da mão à boca, tão comum em crianças dessa idade”.

Nadja Santana também encontrou na costura alternativa para manter a renda neste momento de crise. “Depois dessa pandemia, não consegui fechar mais nenhum contrato na área que trabalhava. Tinha a máquina de costura, vi esse modelo de chapéu na internet e comecei a fazer. Atualmente, vendo o chapéu e máscaras com viseira para o Brasil todo”.

Apesar de eficiente, o infectologista Matheus Todt ressalta que o isolamento é a melhor opção para esse público. “Esse protetor facial é eficiente, porém, pouco prático. A melhor proteção ainda é manter a criança em casa”.

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