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Cresce número de pesquisadores em Sergipe

Dados apresentados pela Associação Sergipana de Ciência colocam o estado acima da média nacional

às 14h45
Daniela Droppa é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Tiradentes. Desde a graduação, já participava do Programa de Iniciação Científica da instituição de ensino. Com o desenvolvimento de projetos foi crescendo o desejo de se tornar pesquisadora. “Minha afinidade foi aumentando neste meio e antes de me formar já imaginava que fazer mestrado e doutorado era algo que tinha que existir em minha carreira”, relembra.
Dra. Juliana Cordeiro, pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP – e diretora de Pesquisa da Unit
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Após a conclusão da graduação, Daniela ingressou no mestrado do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Industrial – PBI – da Unit. “A linha de pesquisa foi voltada para o desenvolvimento de vacinas e imonodiagnóstico para a doença popularmente conhecida como o “mal do caroço”, que acomete ovinos e caprinos. A vacina obteve resultados satisfatórios se comparada a vacinas comerciais e estamos colhendo vários frutos dos projetos. O programa me abriu diversas portas, pois, além de estimular o desenvolvimento de produtos, visa o empreendedorismo”, ressalta a pesquisadora.

Hoje, com o mestrado concluído e o doutorado em andamento, Daniela Droppa perfaz o caminho da pesquisa, cada vez mais comum entre profissionais sergipanos. Nos últimos 16 anos, o número de mestres em Sergipe cresceu 987% (de 324 para 3.200) e o de doutores, 1.446% (eram 129, hoje são 1.866). “Nós não conseguimos ver o efeito deste crescimento de forma imediata, mas visualizaremos, em longo prazo, a transformação social do estado como resultado do trabalho desses profissionais mais críticos”, ressalta a Dra. Juliana Cordeiro, pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP – e diretora de Pesquisa da Unit.

A pesquisa de Daniela Droppa, por exemplo, tem gerado resultados importantes para o desenvolvimento científico no setor do agronegócio. “Agora no doutorado estou realizando novos testes e ajustes para a vacina. Acredito que será lançada no mercado e que novos produtos serão desenvolvidos”, vislumbra.

 

Pesquisadores no Nordeste

Em 2016, o Nordeste possuía 48.268 pesquisadores. De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq –, no ano passado, o número total em relação a 2014 apresentou um aumento de 12%, um ponto percentual acima da média nacional. Os registros apresentados pela Associação Sergipana de Ciência demonstram que, neste mesmo período, Sergipe cresceu 19%, isto é, acima das médias regional e do país.

“Existe um esforço coletivo para implementação de ações que tentem diminuir as assimetrias entre as regiões do Brasil. Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm o menor número de pesquisadores porque até uma década atrás tinham poucos centros formadores. São distorções seculares que existem no país, onde mestres e doutores praticamente só existiam no eixo Sudeste-Sul”, observa a Dra. Juliana Cordeiro.

 

Representação no estado

A Universidade Tiradentes é um desses centros formadores de capital humano. Desde 2005, com a implantação do primeiro mestrado, apresenta dados relevantes de incentivo à pesquisa não somente na pós-graduação, mas também na graduação. Atualmente, a instituição de ensino possui 132 alunos bolsistas de iniciação científica e mais 252 acadêmicos voluntários. Desde 1998, com a implantação de grupos de pesquisas e outras ações, este número segue em constante crescimento. Um dos fatores que contribuem com a qualificação profissional e avanço da produção científica são os editais ofertados pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe – Fapitec/SE.

“Os programas de pós-graduação stricto sensu têm que, primordialmente, formar pessoas que tenham um perfil de desenvolvimento na sociedade. Esses profissionais colaboram com a captação de recursos externos para desenvolver as pesquisas. Isto é um grande diferencial para nossa instituição de ensino e para o nosso estudante”, assegura a diretora de pesquisa da Unit, Juliana Cordeiro.

 

Reconhecimento

Em recente Portaria da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior – Seres –, unidade do Ministério da Educação responsável pela regulação e supervisão de instituições de educação superior, públicas e privadas, os Programas de Pós-Graduação em Educação, Saúde e Ambiente, Biotecnologia Industrial e Engenharia de Processos da Unit foram reconhecidos com nota 4. Além desses programas já em ascensão e com mestrado e doutorado, a universidade oferece o Programa em Direitos Humanos, o mais recente da IES. A Unit também é a única instituição particular nucleadora do doutorado da Rede Nordeste de Biotecnologia – Renorbio –, que recebeu nota 5 de acordo com a portaria.

“Um ponto importante é que para ser universidade, uma instituição de ensino precisa ter quatro mestrados e dois doutorados. Atualmente temos cinco programas de cada. Isso salienta o quanto a Unit acredita na transformação social, no desenvolvimento de Sergipe por meio da formação de mestres e doutores”, finaliza a diretora de Pesquisa da Universidade Tiradentes.

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