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Curta Mulheres da Unit chega à nona edição


às 23h13
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Adélia Pessoa  ressalta que a violência contra a mulher é algo cultural

Adélia Pessoa ressalta que a violência contra a mulher é algo cultural e que precisa ser mudado

Com a proposta de trazer temáticas para discussões sobre a mulher, a edição atual do Curta Mulheres coloca em cartaz um filme ganhador de sete Goyas, maior prêmio concedido na Espanha para esse gênero artístico.

A coordenação do curso de Serviço Social realizou na noite dessa quinta, 12, a nona edição do Curta Mulheres, um projeto criado pelo Grupo de Estudos da Mulher – GEM é hoje mantido através da parceria firmada ano passado com a OAB, através da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, e com os cursos de Direito e Psicologia da Unit traz a discussão, a cada edição do Curta temas pertinentes ao gênero.

A programação do Curta Mulheres 2014 trouxe para a academia o filme “Dou-te Meus Olhos” da cineasta espanhola Icíar Bollain, lançado em 2003. Após a exibição da película que trata da violência doméstica, o tema foi colocado em debate numa mesa redonda composta pelas professoras Adélia Pessoa (CDDM/OAB), e Catarina Nascimento (CDDM/OAB/UFS).

Para a professora e coordenadora do curso de Serviço Social Jane Cláudia Jardim Pedó lembra que a discussão sobre o tema é muito importante porque o índice de violência contra a mulher tem crescido significativamente. “Abordar esse tema e sua repercussão na família é fundamental”, lembra a docente reforçando a existência do convênio feito entre a Unit e a OAB.

O público acadêmico participou ativamente do Curta Muheres

O público acadêmico participou ativamente do Curta Muheres

A professora Jane considera que à medida que a sociedade é informada através dos meios de comunicação sobre o aumento da violência contra a mulher, ela própria percebe a necessidade de usufruir dos mecanismos existentes em defesa dos seus direitos.

Para a professora Adélia Pessoa a violência contra a mulher é um fato presente na sociedade mundial. “É necessário discutir o tema de maneira intermitente” lembra a convidada e acrescenta: “Infelizmente não somos tratadas de maneira igualitária. E no caso da violência contra a mulher há dados recentes revelando que 70% delas são vítimas de homicídios dentro de casa ou em virtude de uma violência afeta a uma relação emotiva, o que deveria ser amor”, pondera.

A professora Catarina Nascimento é de opinião de que a mulher vem buscando os seus direitos porque tem sido divulgada a legislação e porque a mídia colabora dando visibilidade social. “Em contrapartida as pessoas ainda tem receio em discutir o assunto embora o debate como o que ocorre durante o Curta Mulheres represente um instrumento para denunciar o que vem sendo feito contra a mulher e contra os seus filhos, principalmente”.

 

Foto – Marcelo Freitas

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