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Designers de Interiores

Lei 13.369/16, do dia 12 de dezembro, reconhece a atuação em todo território nacional

às 17h25
Laura:
Laura: "Nós somos responsáveis por esse desenvolvimento, aquecemos o mercado, criamos um polo de emprego na cidade" (Foto: Arquivo Pessoal)
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Priscilla Sampaio/Cinform

Mesmo existindo há cerca de cem anos de forma autodidata, e a partir de cursos superiores há sessenta anos no Brasil, quem trabalha com Design de Interiores sentia-se inseguro quanto ao reconhecimento legal da profissão no País. Mas, desde o dia 12 de dezembro, com a sanção da Lei 13.369/16, que reconhece a profissão em todo o território nacional, esse sentimento não existe mais. E essa grande conquista foi celebrada pela classe em todos os cantos do País, e em Sergipe não seria diferente.

“Apesar de estarmos cobertos pela Classificação Brasileira de Ocupação – CBO 2629 -, não tínhamos uma lei que assegurasse o exercício da profissão a designers devidamente habilitados por grau acadêmico de nível superior, o que poderia – em longo prazo – exterminar o direito ao exercício. Era uma profissão que se sentia ameaçada a cada resolução que partia de Conselhos de profissões sombreadas. Com a sanção, somos assegurados a atuar nas atividades que estão previstas por lei”, declara a designer de Interiores Luciana Galvão.

Assim como Luciana, outra profissional atuante em Sergipe que comemora essa vitória é a designer de Interiores e coordenadora do curso na Unit, professora Laura Estrella. “A Lei 13.369/16 vem ratificar o valor do Design de Interiores e reconhecer a profissão oficialmente. A mudança é em nível de reconhecimento de um profissional que está no mercado há décadas, contribuindo – e muito – para a qualidade de vida das pessoas, que tem a competência e a habilidade de transformar espaços internos e externos de forma respeitosa e técnica, de acordo com as necessidades do cliente”, ressalta Laura.

Mercado

Há 36 anos já existe no País a Associação Brasileira de Design de Interiores – ABD -, que também atuou no sentido de conquistar o reconhecimento profissional dos que trabalham como designers de Interiores.

A presidente da ABD Noura van Dijk recorda que os primeiros profissionais surgiram em 1930, no apogeu da cafeicultura brasileira, quando famílias mais ricas traziam decoradores para projetar seus palacetes. Segundo Noura, a partir desses profissionais formaram-se artesãos que, mais à frente, fundariam o Liceu de Artes e Ofícios.

“Nestes 36 anos vimos o número de escolas, antes na casa da dezena, saltar para duas centenas no ano de 2016. Temos 14 mil alunos ingressando no mercado de trabalho anualmente, e encontrando uma sociedade cada vez mais esclarecida para a importância da qualidade de vida que um designer de Interiores pode promover em suas vidas”, declara a presidente da ABD.

Sobre a sanção que reconhece a profissão do designer de Interiores, Noura van Dijk também celebra com grande satisfação, visto que, como a mesma afirma, “a lei assegura livre exercício profissional, não mais sujeito às reservas de mercado impostas pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Tal garantia levará segurança aos novos ingressos à profissão, estudantes, assim como àqueles que a exercem”.

Mais preparado

De acordo com Laura Estrella, em Aracaju, o profissional designer de Interiores atua há 11 anos, mesmo período de existência do curso Tecnológico em Design de Interiores da Universidade Tiradentes. “Desde 2004 que profissionais de Ambientes, formados pela Unit, exercem sua profissão na cidade e antes deles já existiam os pioneiros, que iniciaram seu trabalho numa época em que Aracaju não proporcionava mercado”, recorda.

A designer ainda destaca que, a partir desses profissionais e da cobrança por um comércio mais completo e diversificado, Aracaju se tornou uma cidade independente, com lojas variadas, no ramo de revestimentos, móveis e acessórios para decoração. E diante desse mercado mais preparado, com o reconhecimento da profissão é fundamental que os que já atuam no mercado estejam ainda mais capacitados.

“Projeto que tem apenas beleza sem técnica perde espaço. O cliente quer a funcionalidade e soluções que somente uma boa preparação profissional oferecem. Com a lei, certamente haverá uma atenção maior na hora da contratação”, ressalta a designer Luciana Galvão. Ainda de acordo com ela, é fundamental que a sociedade tenha consciência sobre a importância desse trabalho, visto que “o designer de Interiores foi devidamente preparado para projetar o bem-viver, pois a beleza é um resultado embasado tecnicamente por acessibilidade, conforto térmico e ambiental, soluções profiláticas à boa saúde do usuário, entre inúmeras outras questões”.

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