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DH em Tela leva debates sobre direitos humanos para as redes sociais

Projeto do PPGD/Unit aposta em linguagem acessível, participação de estudantes e conteúdos audiovisuais para aproximar produção acadêmica da sociedade

às 21h16
Ana Clara Raimar, Jucivânia Santos de Souza, Maria Eduarda Machado de Andrade e Brenda Abreu
Ana Clara Raimar, Jucivânia Santos de Souza, Maria Eduarda Machado de Andrade e Brenda Abreu
Instagram: @dh_emtela
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Já imaginou aprender sobre direitos humanos de forma rápida, didática e sem precisar estar dentro da universidade? Essa é a proposta do DH em Tela, projeto que leva para as redes sociais debates que antes ficavam restritos ao meio acadêmico, traduzindo temas como violência de gênero, racismo, liberdade religiosa e acesso a direitos básicos em uma linguagem mais acessível. Para tornar esse conhecimento mais próximo da sociedade, a Clínica de Direitos Humanos do Programa de Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/Unit), por meio do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direitos Humanos e Políticas Públicas, lançou a iniciativa. O projeto aposta na produção de conteúdos audiovisuais, com abordagem crítica e conectada às demandas sociais.

A ação conta com a coordenação das professoras Grasielle Vieira e Gabriela Maia, além da participação das mestrandas Maria Eduarda Machado de Andrade, Brenda Abreu, Ana Clara Raimar, e da doutoranda Jucivânia Santos de Souza. O projeto surge com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento jurídico e promover o letramento em direitos humanos por meio de uma comunicação direta com o público. Entre os quadros o primeiro desenvolvido foi o “Mulheridades”, que destaca o protagonismo feminino na ciência, na pesquisa, na extensão e nas comunidades.

De acordo com a coordenadora do PPGD, professora Grasielle Vieira, a criação do quadro surgiu a partir de uma experiência realizada na universidade. “No ano passado, realizamos uma palestra na Unit, no Dia Internacional das Mulheres, com a professora Marília Menezes, da Universidade Federal de Sergipe, que trouxe a temática das mulheridades como categoria de pesquisa e também como forma de reconhecimento das múltiplas experiências das mulheres. Ela também participará das gravações conosco”, explica. Segundo a docente, o quadro busca dar visibilidade à atuação feminina em diferentes espaços. “A ideia é evidenciar o protagonismo das mulheres na ciência, no ensino, na pesquisa, na extensão e nas comunidades, fortalecendo o compromisso do PPGD com a extensão universitária e com o diálogo direto com a sociedade”, destaca.

Linguagem acessível

Além desse recorte inicial, o DH em Tela contará com um calendário anual que reúne diferentes pautas relacionadas aos direitos humanos ao longo do ano. A proposta é trabalhar temas relevantes a partir de datas simbólicas e de contextos sociais contemporâneos, ampliando o debate. A aproximação com o público acontecerá principalmente por meio das redes sociais, com conteúdos curtos e linguagem acessível. A mestranda Maria Eduarda Machado de Andrade Santos destaca que o projeto aposta em formatos dinâmicos para tornar os conteúdos mais compreensíveis. “Buscamos traduzir temas complexos em uma linguagem acessível, utilizando vídeos curtos, reels, carrosséis informativos e outros conteúdos audiovisuais. Trabalhamos com exemplos do cotidiano que permitem ao público reconhecer como os Direitos Humanos atravessam suas vidas”, afirma.

Ainda segundo ela, o uso de datas e campanhas servirá como ponto de partida para aprofundar as discussões. “Nosso objetivo é promover reflexões críticas, contextualizar historicamente os temas e evidenciar desafios contemporâneos relacionados aos Direitos Humanos, estimulando consciência, engajamento e posicionamento social”, pontua. A participação dos estudantes é outro elemento central da iniciativa, contribuindo para uma comunicação mais próxima da realidade social. “Os estudantes ocupam um lugar de transição entre a produção acadêmica e a vivência social, o que fortalece uma comunicação mais democrática, inclusiva e conectada com a realidade”, completa Maria Eduarda.

Para a mestranda Brenda Abreu, o uso das redes sociais amplia o alcance da divulgação científica e favorece o acesso às discussões. “Essas plataformas funcionam como uma tradução das discussões acadêmicas, tornando os conteúdos mais acessíveis a diferentes públicos e incentivando uma leitura mais crítica sobre os Direitos Humanos”, explica. Segundo ela, ao utilizar formatos mais dinâmicos e próximos do cotidiano das pessoas, o projeto consegue despertar interesse mesmo em quem não tem contato direto com o ambiente universitário. “Isso também contribui para aproximar a universidade da sociedade, mostrando que esses debates fazem parte da vida de todos e não estão restritos ao meio acadêmico”, acrescenta.

A mestranda Ana Clara Raimar ressalta que o projeto também pretende dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas no PPGD, ampliando o alcance da produção acadêmica. “A ideia é divulgar estudos do programa por meio de conteúdos audiovisuais curtos e informativos, permitindo que o conhecimento produzido na universidade alcance um público mais amplo”, afirma. Segundo ela, o formato dinâmico facilita o acesso à informação e acompanha as formas contemporâneas de consumo de conteúdo. “Os formatos curtos ajudam a transmitir ideias importantes de maneira clara, objetiva e atrativa, estimulando o interesse do público”, completa.

Extensão universitária

Já a doutoranda Jucivânia Santos de Souza destaca que o DH em Tela também pretende incentivar a participação da comunidade acadêmica e fortalecer a extensão universitária. “O projeto busca promover o diálogo com pesquisadores, professores e egressos, trazendo temas atuais de direitos humanos para as plataformas digitais de forma acessível”, explica. Ela também enfatiza que a iniciativa pretende ampliar o debate sobre grupos em situação de vulnerabilidade. “Serão abordadas questões que atravessam marcadores sociais como raça, gênero e religião, dando visibilidade a temas que impactam diretamente grupos em situação de vulnerabilidade e contribuindo para a conscientização social”, conclui.

Como produto da nova quadrienal 2025–2028, o DH em Tela dá continuidade às ações de divulgação científica do programa, que já conta com iniciativas como o podcast “Direitos Humanos em 5 minutos”. A proposta amplia o alcance dessas discussões, fortalece o diálogo entre universidade e sociedade e contribui para uma compreensão mais crítica das temáticas relacionadas aos direitos humanos.

Para quem deseja acompanhar os conteúdos e as discussões promovidas pelo projeto, basta seguir o perfil no Instagram, @dh_emtela, onde serão divulgados os quadros, entrevistas, vídeos e demais conteúdos voltados à popularização das temáticas relacionadas aos direitos humanos.

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