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Dia do Jornalista: Unit formou mais de 1.300 profissionais da área

Professora do curso e presidente do Sindijor traçam uma linha do tempo da profissão de jornalista em Sergipe e a contribuição da Unit para a profissionalização da área.

às 11h56
Fachada do Complexo de Comunicação Social (CCS)
Fachada do Complexo de Comunicação Social (CCS)
Imagem: Freepik
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor-SE), Milton Alves Júnior.
A professora do curso, doutora Juliana Almeida.
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O curso de Jornalismo da Universidade Tiradentes (Unit) foi implantado em 1981, formando sua primeira turma em 1985. Foi um dos primeiros cursos da instituição, na época ainda Faculdades Integradas Tiradentes (FITS). Desde sua implantação, a Unit já formou mais de 1.300 profissionais, que vêm se destacando no cenário midiático em Sergipe e além, no Brasil e no mundo.

Até o final da década de 1980, o mercado era formado, principalmente, por jornais diários e semanais impressos, rádios AM e FM, e emissoras de canal aberto. Assim, a estrutura curricular do curso buscava preparar um profissional que pudesse ser absorvido por este mercado. “Foi um marco para a profissionalização dos profissionais de jornalismo no estado. Isso é fundamental quando a gente pensa na qualidade do jornalismo que se faz aqui em Sergipe. A contribuição da Unit desde os anos 80 é uma contribuição imensa até pela quantidade de profissionais que forma”, disse a professora do curso, doutora Juliana Almeida.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor-SE) e egresso da Unit, Milton Alves Júnior, faz sua análise do mercado de trabalho hoje em relação ao ano de 1981, ano em que a Unit inaugurou o curso. “Os cenários se confundem parcialmente, mas é possível se deparar com avanços de extrema representatividade. Ainda na primeira etapa dos anos 80 o Jornalismo, e os Jornalistas, vivenciavam um período de censura exposta, perseguições e atos de tortura. Ao longo dos últimos 40 anos esta classe trabalhadora conseguiu, juntamente com o processo de redemocratização do país, conquistar estabilidades e credibilidade social junto aos brasileiros leitores, telespectadores, ouvintes e, mais recentemente, internautas”, conta.

“No momento em que este curso de graduação foi incluído na grade da Faculdades Integradas Tiradentes a batalha travada por Jornalistas era contra um sistema protagonizado pela administração pública federal; hoje, além de enfrentar a onda de descredibilização protagonizada por uma parcela da sociedade brasileira, há um enfrentamento contra a desinformação, popularmente conhecida na língua inglesa como ‘Fake News’. O mercado para esta classe trabalhadora segue propício, em especial, para aqueles cidadãos que desejam levar a milhões de brasileiros, impecavelmente baseado na ética profissional, uma informação verdadeira, de cunho social, cidadã e progressista”, acrescenta.

Jornalista

A partir de meados da década de 1990, a necessidade, por parte das empresas públicas e privadas, de uma maior transparência de suas ações, resultou na implantação ou reestruturação das assessorias de comunicação. Nesta década, a Unit construiu o Complexo de Comunicação Social (CCS), no campus Farolândia, transferindo o curso, que passou a contar com espaço próprio para as atividades laboratoriais exigidas para a formação do profissional.

A produção de conteúdo jornalístico para a web também encontra-se em expansão. Após a implantação de um portal de notícias pioneiro, a Infonet, em 1996, vários outros veículos implementaram seus próprios sites. Atenta a essa dinâmica, a Unit foi a primeira instituição de ensino superior do Nordeste a implantar em sua estrutura curricular a disciplina Jornalismo On-line, capacitando os profissionais para a atuação nesta área. 

“O curso de jornalismo da Unit que vem acompanhando as novas tecnologias. Tem uma estrutura de professores que tem um vasto conhecimento no mercado, além da formação e em pós-graduação. Tem o CCS que é o Complexo de Comunicação Social, um dos maiores do Brasil que possibilita uma prática de excelência para esses alunos em todas áreas do jornalismo. Então, a universidade oferece não só o aporte teórico, mas o aporte prático técnico para que esse profissional possa ir para o mercado de trabalho realmente preparado para os desafios que a comunicação nos impõe hoje”, afirma a professora Juliana.

Em 2015, o curso adotou uma nova matriz curricular, que contempla o advento das novas tecnologias e as novas tendências do mercado, com o objetivo de formar profissionais conscientes da importância da sua profissão, tendo como eixos fundamentais a ética, o respeito e o compromisso com a verdade dos fatos. “Temos como missão garantir que a verdade prevaleça em quaisquer que sejam as circunstâncias. Ouvindo sempre todos os lados envolvidos nas pautas a serem produzidas, conseguiremos apresentar ao público em geral conteúdos capazes de provocar no senso comum discussões sadias, responsáveis pelo avanço da humanidade e da nossa nação”, afirma o presidente do Sindijor.

A professora do curso concorda. “Hoje, com a internet todo mundo pode produzir uma informação, mas a notícia trabalhada, apurada, que é um porto seguro para uma sociedade só quem oferece é um jornalista qualificado, que passou por um processo de formação técnico, ético e humanístico. Por isso, eu defendo a atuação do jornalista com diploma, porque trabalhar com a notícia de forma que a sociedade seja informada dignamente como é um preceito da declaração universal dos direitos humanos de que todo cidadão tem direito à informação de qualidade, só o jornalista com formação tem”, finaliza.

 

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