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Direitos humanos é discutido na academia

Coordenação do mestrado em Direitos Humanos da Unit coloca em pauta importante discussão sobre o tema 

às 23h50
Participação dos professores no terceiro momento do ciclo
Participação dos professores no terceiro momento do ciclo
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Com a participação, por meio de videoconferência, do professor inglês Anjus McNelli, da Queen Mary University of London, e, de forma presencial, da professora da UFS Flávia de Ávila, aconteceu na noite da quinta-feira, 9, o 3º Ciclo de Debates sobre Direitos Humanos na América Latina. O evento, coordenado pelo professor do mestrado em Direitos Humanos Fran Espinoza, ocorreu na noite da terça-feira, 9, no anfiteatro do bloco F, no Campus Farolândia, e contou também com interferências de acadêmicos da graduação, do mestrado da Unit e demais IES sergipanas.

Enquanto o doutor Anjus trouxe para a academia uma reflexão sobre os “Direchos Humanos en tempos de Evo”, a professora da UFS Flávia de Ávila enfatizou como tema para discussão “A luta pelo reconhecimento dos Direitos Humanos na América Latina”.

Os alunos, especialmente, estão demonstrando muito interesse por uma discussão que ocorre em sua terceira ocasião. “Creio que esses momentos representam para nós, enquanto pesquisadores, a abertura de uma janela para importante análise sobre os Direitos Humanos no Brasil, tendo como referência a aplicação desses Direitos Humanos em países vizinhos, como Venezuela e Nicarágua, por exemplo”, opina o professor da disciplina no mestrado e coordenador do ciclo, Fran Espinoza.

Segundo a professora Flávia de Ávila, uma das barreiras mais complicadas para se trabalhar em relação aos Direitos Humanos é o paradoxo direitos humanos X soberania. “Os Estados se comprometem pelos tratados de Direitos Humanos, admitem que muitas vezes não conseguem no âmbito interno trabalhar com os direitos da sua própria população, que seja dos indivíduos, grupos ou comunidades, e admitem, inclusive, serem julgados por cortes como a Corte Interamericana de Direitos Humanos. E quando são julgados, não cumprem decisões, pois não entendem que se trata de algo para defender a própria população e não para afetar a soberania do Estado”, explica a docente convidada.

O acadêmico de Direito Ian Santana participou pela primeira vez do Ciclo de Debates por considerar importante a oportunidade em aprofundar uma reflexão sobre o tema proposto.  “Acredito que são essas pessoas que nos deixam sóbrios para observar e discutir sobre temas tão importantes”, diz ele se referindo à participação dos palestrantes.

O também acadêmico Felipe Cardoso Maciel está iniciando o projeto de iniciação científica. Ele acredita que o tema discutido no ciclo tem sido bastante recorrente, contudo, muito pouco efetivado. “Todos os dias vimos discurso de ódio e os direitos dos cidadãos sendo cada vez menos garantidos. É necessário que as pessoas vejam a efetivação desses direitos”, sugere Felipe.

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