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Diversidade no ambiente de trabalho: o que se sabe?

Empresas investem em diversidade com foco em profissionais qualificados independentemente de orientação sexual ou características físicas.

às 16h28
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Sabe-se que a sociedade é plural, mas também é sabido que mesmo assim, existe uma resistência por grande parte da população quanto à sua diversidade. Dentro das relações de trabalho não é diferente e empresas vem buscando novas formas de trabalhar com a diversidade focando na contratação de profissionais qualificados independentemente da idade, etnia, credo, orientação sexual e características. Mas nem sempre foi assim e essa mudança de cenário ainda é recente.

A cultura organizacional plural é um dos objetivos da democratização que iniciou nos anos 80. “Com a Constituição de 88, temos um movimento que prevê uma igualdade entre homens e mulheres e todas as formas de ser e existir. É nesse momento que se inicia o movimento de pensar políticas públicas direcionadas à inclusão e à diversidade. Porém, essas políticas só tomam forma a partir dos anos 2000 quando o Brasil começa a assinar tratados que têm como objetivo combater a intolerância”, explica o professor do programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Tiradentes (Unit), Gregory Balthazar.

O educador explica também que levar a diversidade e a inclusão para dentro das relações diárias ajuda a desconstruir essas representações hegemônicas. “Essa desconstrução ajuda a humanizar esses corpos. Quando a gente fala de racismo, homofobia, misoginia, feminicídio, é resultado de um país que por mais de 400 anos a mulher era constitucionalmente propriedade do marido, o negro era constitucionalmente propriedade do homem branco e o LGBTQIA+ era um paria social”, pontua.

Para ele, estar em um ambiente de trabalho em que a diversidade seja notória, o mercado ensina uma oportunidade de quebrar estereótipos e preconceitos. “Quando estamos em uma organização que tem a diversidade como política, quebramos paradigmas, pois vamos trabalhar os preconceitos que estão enraizados em nós em relação àquilo que é diferente do que estamos acostumados a ver. Além de gerar oportunidade para uma parcela da população que é historicamente deixada de lado quando se fala em empregabilidade”, declara Balthazar.

Toda a comunidade economicamente ativa deve ser levada em conta pelas empresas a fim de proporcionar oportunidades a todos. “Trazer a diversidade e a inclusão para dentro das relações diárias e trabalhistas ajuda a desconstruir representações hegemônicas e a humanizar esses corpos. Quando uma empresa abre oportunidade e emprega uma pessoa Trans, por exemplo, vai proporcionar que essa pessoa tenha acessos que antes eram inimagináveis, levando a possibilidade de ascensão social dessa pessoa e a quebra de paradigmas sociais de toda a comunidade organizacional”, finaliza o doutor em Educação.

 

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