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Docente da Unit destaca curiosidades sobre vulcões

Para o professor da Universidade Tiradentes, doutor Anderson Sobral, os efeitos catastróficos das erupções podem ser minimizados.

às 16h35
Imagem: Freepik
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O Brasil, atualmente, não possui nenhum vulcão ativo. Mas você sabia que no fim da Era Mesozoica — que compreende o período de tempo entre 250 a 65 milhões de anos atrás — ocorreram manifestações vulcânicas de alta intensidade no país? Pois é! Esse vulcanismo atingiu o que é hoje o sul do Brasil, mais precisamente São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de Uruguai, Paraguai e Argentina, em um total de 1.200.000 km². 

O professor da Universidade Tiradentes (Unit), doutor Anderson Sobral, fala sobre a origem dos vulcões. “É uma estrutura geológica em terra ou no mar, por onde extravasa magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constituída em grande parte de silicatos misturados com vapor d’água e gás. Essa estrutura comunica-se com uma câmara subterrânea profunda, onde o magma fica armazenado, a câmara magmática”, explica. 

“Ele fica adormecido quando as atividades geológicas no local são reduzidas, não havendo liberação de gases, lava ou ocorrência de terremotos, que está associada à atividade vulcânica e também à movimentação das placas tectônicas, indicando que no local a liberação de forças acumuladas foi interrompida”, acrescenta. 

Segundo o especialista, quanto à atividade existem três classificações. “O vulcão é considerado ativo quando está em erupção ou mostra sinais de instabilidade, com pequenos abalos ou emissões de gás significativas. Vulcão dormente é aquele que não se encontra atualmente em atividade, mas que poderá mostrar sinais de perturbação e entrar de novo em erupção, razão pela qual é monitorado por centros sismológicos. Já o vulcão extinto é aquele que os vulcanólogos, pessoas que estudam os vulcões, consideram pouco provável que entrem em erupção de novo”, salienta. 

O professor da Unit esclarece ainda que não há como prever a erupção dos vulcões. “Um vulcão entra em erupção devido às forças internas da Terra, que mantêm o manto e, consequentemente, o material magmático em atividade. A litosfera terrestre possui blocos rochosos fragmentados, conhecidos como placas tectônicas, que se encontram em constante movimento. Ao movimentar-se, essas placas provocam agitação do material magmático. Essa agitação, associada às altas temperaturas no interior da Terra, faz com que o material magmático ascenda e seja expelido para o exterior da crosta terrestre. Essa massa magmática é conhecida como lava”, enfatiza. “Instrumentos sensíveis podem detectar sinais da atividade vulcânica precoce, tais como sismos intermitentes associados à movimentação do magma em profundidade, dilatação e inclinação do terreno vulcânico e as emissões gasosas que geralmente precedem as erupções. Os efeitos catastróficos das erupções podem ser minimizados com a combinação de ciência e política pública. Em alguns casos, é possível prever onde a erupção terá lugar a partir da localização do foco do terremoto e de alterações no padrão das ondas sísmicas”, complementa. 

Segundo o especialista, o Brasil, atualmente, não possui nenhum vulcão ativo. “No entanto, no fim da Era Mesozoica — que compreende o período de tempo entre 250 a 65 milhões de anos atrás — ocorreram manifestações vulcânicas de alta intensidade. Esse vulcanismo atingiu o que é hoje o sul do Brasil, mais São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de Uruguai, Paraguai e Argentina, num total de 1.200.000 km²”, destaca. “As ilhas oceânicas brasileiras (Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha, Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Arquipélago de Martim Vaz e Ilha da Trindade), distantes da costa, possuem uma constituição basáltica, de origem vulcânica. Essas ilhas são porções emersas da Cadeia Mesoatlântica”, finaliza. 

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