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Educação renovada


às 19h15
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A evolução das pesquisas revelando novos componentes

A evolução das pesquisas revelando novos componentes

“Não basta conhecer bem a história para ser bom professor”, diz palestrante ao apresentar sua pesquisa para mestrandos da Unit.

A professora doutora Ernesta Zamboni, da Unicamp, realiza na tarde desta segunda-feira, 14, palestra cujo tema “Ensino de História e Pesquisa em Educação” é destinado aos alunos do Mestrado em Educação e acadêmicos das licenciaturas da Unit.

O evento que ocorre na sala 4 do bloco F, no Campus Aracaju Farolândia, destaca o aprofundado trabalho de pesquisa que vem sendo realizado pela conferencista, fundadora do Grupo Memória da Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Ensino de História.

Ao falar para a academia, a palestrante – que também é avaliadora da Capes nas áreas de História e Educação – apresenta descobertas que surgem a partir de uma pesquisa em desenvolvimento e que tem como foco investigar o objeto epistemológico do ensino de história. Segundo suas observações, o ensino de História não deve ser uma simplificação do conhecimento histórico de vez que possui objetos próprios.

“O ensino de história tem de ser construído por outros parâmetros e não por aqueles apresentados convencionalmente com a simplificação do conhecimento histórico”, alerta a palestrante. Toda a sua pesquisa vem sendo desenvolvida com base em dois aspectos. O primeiro, sob o ponto de vista mais prático (realizado em sala de aula através de conversas com professores e observações com alunos), e o segundo, através do referencial teórico feito a partir das pesquisas sobre os teóricos da história e da educação.

Palestrante apresenta resultados e observa comportamentes

Palestrante apresenta resultados e observa comportamentos

Neste sentido, a doutora Ernesta chama a atenção para o fato de que as exigências do mundo atual são outras. “O que se pensou sobre o objetivo do ensino de história que era voltado para a formação de uma identidade nacional, hoje surge como percepção de estamos direcionados para um pensamento muito mais reflexivo, voltado para a compreensão do mundo”, alerta a palestrante revelando que há novos dados com base nas pesquisas realizadas. O uso do celular como instrumento de ensino é um desses dados contabilizados a partir da observação feita em sala de aula das escolas do ensino fundamental em São Paulo. A Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp fez um estudo sobre o uso do celular na escola, procurando entender como ele pode se transformar num instrumento de ensino, revelando assim, outros métodos e possibilidades de aprendizado.

Na opinião da coordenadora do Mestrado em Educação, doutora Dinamara Feldens, a presença da doutora Ernesta Zamboni entre os acadêmicos da Unit é muito importante, porque além de ser uma personalidade de expressão nacional e internacional, oferece aos mestrandos, acadêmicos e bolsistas a oportunidade de conhecer e interagir com o importante trabalho de pesquisa que vem sendo realizado pela professora Ernesta e sua equipe.

 

Fotos – Marcelo Freitas

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