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Hemeroteca, um projeto que digitaliza a história mantida pelo Diário Oficial em Sergipe


às 18h54
“Por ser material histórico, a sociedade ganha mais que o Estado com o Hemeroteca”, diz coordenador do projeto
Todas as edições serão escaneadas
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Efraim fotografa o processo de digitalização
Estagiários e colaboradores da Segrase juntos com o mesmo objetivo
O acervo gigante guarda a memória documental do servidor público
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Professor nos cursos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação da Unit e líder do grupo de pesquisa, Fábio Gomes Rocha coordena há um ano e meio o Projeto Hemeroteca.

Realizado por meio da parceria em que o Estado oferece bolsas de estudos aos alunos e a Unit oferece a pesquisa, o projeto não representa apenas a aquisição de um produto pelo Estado, mais do que isso: o fomento ao conhecimento.  A iniciativa assegura o ganho para a sociedade, que tem preservada a história por meio da tecnologia, e ao aluno a oportunidade do aprendizado por meio de um campo específico de conhecimento.

Na prática, o Projeto Hemeroteca consiste na digitalização de todo o acervo impresso produzido pelo Diário Oficial nos últimos 100 anos. Iniciada em ordem inversa (dos dias atuais para os anos anteriores), a digitalização dá a Sergipe o privilégio de ser o primeiro estado a possuir todo o acervo totalmente digitalizado. Mais que garantir a integridade da história, a digitalização certifica a vida funcional do servidor público e pontua fatos sociais e culturais importantes ocorridos nas últimas dez décadas. 

Passada a fase de desenvolvimento do projeto, a equipe, que é formada pelo professor, estagiários do curso e profissionais da Segrase, vive agora o momento de consolidação com a aprovação da iniciativa pelo presidente da entidade, Ricardo Roriz. Bastante elogiado, o Hemeroteca representa um processo que serve de referência para os demais organismos públicos.

“Tudo que fizemos em um ano e quatro meses consiste em dez anos de digitalização, criação do portal e melhoria de ferramentas”, explica o professor Fábio. O docente lembra que uma característica de toda a ação que se desenvolve com o objetivo da digitalização é dar aos alunos a oportunidade de estágio. Ao todo, sete acadêmicos já aplicaram seus conhecimentos com o projeto.

Para o concludente em Ciências da Computação Efraim Santana Leite Filho, a oportunidade de estágio na Segrase representa um diferencial em sua carreira como futuro profissional. “Não apenas pelo fato do aprendizado em si, como pela oportunidade de contribuir com a preservação da memória. O projeto é relevante porque estamos na fase de transição do papel para o digital. Desta forma, ele oferece benefícios não só para a sociedade, como para nós, alunos, que estamos ali para a aquisição e aplicação de conhecimento técnico”, pondera o acadêmico.

Curiosidades

– O Diário Oficial é usado para o servidor que vai se aposentar, sendo esse um dos principais motivos da digitalização.

– É também utilizado para pesquisa histórica e de educação. Subsidia informações sobre fundações de escolas, dentre outros.

– A digitalização do seu acervo não só acelera o processo de pesquisa, como beneficia o pesquisador (especialmente o de outros países), que vai direto à fonte sem intermediários, o que poderia ocasionar informações desencontradas.

– A importância do trabalho de digitalização que está em andamento na Segrase já despertou o interesse de outras instituições oficiais, que negociam a oferta de estágios remunerados em troca da execução do serviço.

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