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Encontro reúne pesquisadores brasileiros e do exterior

Pesquisadores discutem durante encontro, questões relacionadas com a migração e suas consequências em todo o mundo

às 00h25
Mesa composta durante abertura do evento
Mesa composta durante abertura do evento
A plateia participa dos debates
Professor Ilzver recebe Basilele Malomalo
Abertura dos trabalhos com apresentação do grupo História em Cena Coletivo de Teatro Afro
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Durante rês dias consecutivos, entre 12 e 14, a Universidade Tiradentes sediou o 3º Encontro Brasileiro de Pesquisadoras e Pesquisadores pela Justiça Social e a edição 2018 da Semana da Consciência Negra.

A participação de estudiosos de diversos estados brasileiros e de outros países durante o encontro motivou a discussão do tema Diásporas e migrações contemporâneas.

Basilele Malomalo, o conferencista de abertura da programação trouxe para reflexão dos participantes a questão das migrações africanas contemporâneas, direitos humanos e o contexto da globalização.

O estudioso ressaltou a importância do tema por considerar que a migração deve ser estudada especialmente pelo Brasil, país formado pela imigração à exceção da população indígena.

“Viemos da África para formar essa nação”, diz Malomalo reconhecendo que a migração se coloca como uma plataforma de reflexão sobre a nossa identidade como nação e como mundo.

“Isso ao mesmo tempo traz de volta a questão da humanidade, da nossa nacionalidade e o saber lidar com o outro”, acrescenta o estudioso que possui trabalhos disponibilizados para a pesquisa sobre o tema através do site da Editora Fi. Lá o internauta encontra uma coleção intitulada Novos Estudos Africanos com artigos específicos sobre as migrações africanas contemporâneas no Brasil.

O coordenador do evento, professor Ilzver Matos salienta que a oportunidade é única para que pesquisadores e militantes sociais reunidos possam discutir sobre a problemática das migrações e da diáspora já que durante a Eabrapps 2018 acontece também a Semana da Consciência Negra da Unit.

“É um grande momento para falarmos de como os Direitos Humanos e a democracia são impactados a partir do fenômeno das migrações em todo o mundo”, conclui.

Por sua vez a coordenadora do Mestrado em Direitos Humanos, professora Gabriela Rebouças enfatiza que o evento reúne pesquisadores que trabalham com temas de justiça social, muitas vezes por linhas de financiamentos de fundações e institutos, CNPq, CAPs, etc., no intuito de produzir conhecimentos na área da justiça social.

“Para o nosso mestrado em Direitos Humanos esse é um campo fundamental por se tratar de um importante espaço para a discussão de políticas públicas de implementação de Direitos Humanos para a justiça social diante da realidade brasileira”, opina a docente.

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