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Especialista discute a relação entre cinema e literatura 

Cristiano Leal, docente do curso de Publicidade e Propaganda da Unit, explica os pontos em comum entre as criações literárias e as produções audiovisuais. 

às 13h53
Books on a book shelves
Prof. Cristiano Leal: “É preciso ter um certo grau de conhecimento a respeito das características de cada mídia, fluidez, estrutura e também conhecer sobre estrutura e formatação de roteiros para televisão e/ou cinema para fazer a comparação dessas narrativas”.
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Entre elos e diferenças, características, estruturas e formatações, a literatura e o cinema se destacam na essência de cada mídia. Cristiano Leal, docente do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Tiradentes, explica os pontos em comum entre as criações literárias e as produções audiovisuais.

“Eu diria que essa relação já se inicia no processo depurado da leitura do original literário quer esse seja um romance, um conto, uma história em quadrinhos ou até mesmo a letra de uma só canção e, principalmente, quando o filme consegue captar a essência da obra que lhe deu origem, sem que seja preciso que o mesmo acabe como uma mera cópia”, declara.

O especialista destaca algumas diferenças entre o diálogo da arte literária e cinematográfica.

“É necessário lembrar que se trata de uma adaptação, ou melhor, até mesmo uma tradução, e que em cada tradução, elementos do original precisam ser adaptados, mesclados, acrescentados e suprimidos para que se adequem melhor a outra mídia. Sempre digo, quando alguém fala que o livro foi bem melhor que o filme, que são mídias, linguagens e ritmos diferentes”, comenta.

“É preciso ter um certo grau de conhecimento a respeito das características de cada mídia, fluidez, estrutura e também conhecer sobre estrutura e formatação de roteiros para televisão e/ou cinema para fazer a comparação dessas narrativas”, acrescenta.

Para Cristiano, é preciso que o profissional conheça muito bem as duas mídias e o olhar enriquecedor impacta de forma positiva na carreira.

“Existem aquelas exceções, em que o próprio autor da obra literária consegue adaptar adequadamente para o audiovisual, sem precisar de revisões, mas esses são casos muito raros. Em geral, precisa-se de um profissional com conhecimento e que seja desligado emocionalmente da obra original, para que possa fazer essa transição com um mínimo de qualidade final”, salienta.

“Sendo esse profissional do audiovisual, isso acarreta uma melhor interdisciplinaridade entre essas diversas áreas, possibilitando um olhar mais abrangente, como se diz muito em publicidade é pensar fora da caixa”, acrescenta.

Para o professor da Unit, há uma gama de características próprias do audiovisual que podem ser consideradas em uma adaptação literária e que podem se somar à obra original.

“É questão apenas de nos abrirmos a um novo olhar. O texto literário possui em tese um grau maior de detalhes nas descrições de ações, de personagens, locais e nos permite adentrar a mente deles, perceber seus pensamentos e sentimentos mais profundos. Permite que o leitor imponha seu próprio ritmo de leitura de melhor maneira do que com o audiovisual em sua maioria. Mas, os filmes possuem cores, nos dão sons e músicas. Uma bela direção de fotografia ou nos encantam com uma montagem criativa de cenas ou ainda nos comovem com as atuações”, finaliza.

 

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