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Estereótipos e ridicularização de PCDs: como combatê-los?

Cerca de 17 milhões de pessoas com deficiência no Brasil enfrentam preconceito e discriminação em várias áreas da sociedade.

às 13h56
Imagem: Freepik
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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 8,4% dos brasileiros acima de dois anos possuem algum tipo de deficiência. São 17 milhões de pessoas enfrentando a discriminação e o preconceito de uma sociedade capacitista, que interpreta as deficiências como anormalidades, exceções ou limitações que devem ser corrigidas por meio de intervenção médica.

Segundo Kátia Araújo, coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial da Universidade Tiradentes (NAPPS/Unit), a sociedade ainda considera as pessoas com deficiência incapazes. “Ainda tem gente que chama de aleijado os deficientes motores e de doido os deficientes intelectivos. Isso dificulta o convívio social e familiar, o empoderamento e a empregabilidade, fatores que acabam levando essas pessoas ao comprometimento de sua saúde mental”, disse.

Por muito tempo, o povo pensava que ser deficiente era castigo de Deus ou deuses. As famílias escondiam os filhos acometidos por alguma deficiência, por vergonha ou medo. Nos dias de hoje, eles têm mostrado capacidade em diversas áreas, como nos esportes, artes e ciências.

Pessoas com deficiência possuem o mesmo papel que qualquer cidadão dentro de uma comunidade, no entanto ainda existem problemas. “Os PCDs são cidadãos com direitos e deveres, contribuem direta ou indiretamente com os impostos e taxas. Existem leis que garantem a acessibilidade e a inclusão. Existem cotas determinadas pelo Ministério do Trabalho para que instituições e empresas contratem PCDs, porém observa-se ainda um fosso entre a capacitação profissional e a vaga de trabalho ofertada”, revelou Kátia.

Para que mostrem seu potencial, a sociedade precisa dar oportunidades às pessoas com deficiência. “A principal forma é a informação do que é ser PCD, o que significa acessibilidade e inclusão com exemplos de pessoas que superaram suas limitações. Mas não deve ser visto como uma via de mão única, mas de mão dupla. O PCD também precisa ser empoderado para vencer suas limitações, não se vitimizar, e isso passa também pelo papel das instituições (família, escola, igreja etc.)”, acrescentou.

NAPPS

A Unit, pensando na inclusão de pessoas com deficiência, realiza atendimentos e ações desenvolvidas através do apoio e colaboração de uma equipe formada por assistente social, assistente administrativo, psicólogos, psicopedagogo e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

O Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (NAPPS) atende alunos e colaboradores com deficiências, síndromes, transtornos e outras condições ou situações conflituosas que interferem no processo de aprendizagem e/ou nas relações sociais e comunitárias.

Entre as ações desenvolvidas pelo núcleo estão:

– Intérpretes de Libras, para facilitar a comunicação com os surdos, e capacitação de colaboradores em Libras, com o apoio do Núcleo de Recursos Humanos da Unit;

– Reuniões com coordenadores de curso e professores com psicólogas, psicopedagoga e assistente social do NAPPS, num primeiro momento. Depois, entre aluno, familiares, coordenação do curso, professores e a psicopedagoga, discutindo e orientando cada caso individualmente;

– Disponibilização de computadores adaptados para alunos cegos;

– Realização de provas adaptadas e/ou com dilatação de tempo, tanto no espaço do NAPPS, como em laboratório ou sala de aula, incluindo um acompanhante do NAPPS, quando for o caso;

– Realização de oficinas de leitura e interpretação de textos;

– Acompanhamento de alunos com deficiência desde o momento de ingresso até o final do curso.

 

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