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Festa do Mastro: tradição, história, patrimônio

A festa que começou como brincadeira se transformou em uma das mais importantes manifestações culturais do ciclo junino do Estado de Sergipe

às 17h48
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Uma brincadeira organizada pelos irmãos Melo (Nelson, Anderson, Napoleão e Wilson), se transformou em uma das mais importantes manifestações culturais do ciclo junino do Estado de Sergipe. Há 82 anos, moradores de Capela, de outros municípios e estados brasileiros literalmente se jogam na lama para saudar o São Pedro. Mas, a tradicional Festa do Mastro, que encerra os festejos com homenagens ao último santo do ciclo junino, começa bem antes.

No dia 28 de maio, acontece a Sarandaia. Ao som da zabumba e cantorias,  acontece a saída da baiana, também conhecida como ‘nega baiana’-  um homem vestido de mulher, com uma saia bem rodada, torço –  que leva  um cesto imenso na cabeça, com a missão de recolher presentes que serão colocados no mastro. O cortejo, acompanhado também por bacamarteiros, faz a coleta primeiro nas casas comerciais e no dia 31, nas residências. Os prêmios, a maioria bebidas alcóolicas, são guardados na prefeitura para no dia 20 de junho serem pendurados no topo no mastro que deve medir mais de cinco metros de altura.

No dia da festa milhares de pessoas vão até a mata do Junco buscar um tronco previamente escolhido. Antes da derrubada é feito o ritual da saudação.  No local, são plantadas novas mudas para evitar o desmatamento. É festa e lama para todos os lados na ida e na volta para fincar o mastro na Praça São Pedro, quando acontece a salva de tiros dos bacamartes, .

Patrimônio

A Festa do Mastro da cidade de Capela pode ser declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Sergipe. A tradicional festa é foco do Projeto de Lei Ordinária Nº 94/2021, proposto pelo Deputado Francisco Gualberto e aprovado em votação realizada no dia 12 de maio de 2021. O PLO segue para sanção do governador Belivaldo Chagas.

A manifestação cultural dos capelenses foi instituída pelas Leis Municipais 510/2018, 539/2019 e 557/2019, tornando-a um Patrimônio Cultural, Histórico, Religioso, Artístico e Ambiental do Município de Capela.

Um mais um ano, por conta da pandemia e a necessidade de normas biossanitárias, a atividade que movimenta milhões de recursos financeiros e gera centenas de empregos temporários diretos e indiretos, não será realizada.

 

Foto: Prefeitura de Capela

 

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