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Funcionários técnicos das escolas também são profissionais da Educação

Para uma escola funcionar, é necessária a contribuição de trabalhadores de diversas funções; todos são considerados profissionais da Educação

às 21h33
Secretárias, auxiliares, merendeiras e outros funcionários de apoio à escola também são profissionais de educação (Divulgação/Sedu-ES)
Secretárias, auxiliares, merendeiras e outros funcionários de apoio à escola também são profissionais de educação (Divulgação/Sedu-ES)
A professora Simone Amorim, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPED) da Unit Sergipe
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Todos os profissionais que atuam em escolas e instituições de ensino são considerados profissionais da Educação. Para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra, são necessários serviços de diversas áreas, incluindo por exemplo, auxiliares de administração, secretários escolares, bibliotecários, assistentes de alunos, auxiliares de serviços gerais (limpeza, segurança, manutenção da infraestrutura das escolas, preparação da merenda, transporte escolar etc.), além dos professores e pedagogos. 

Uma mudança da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) inseriu os funcionários de escola, que exercem funções técnico-administrativas nas redes de ensino, como profissionais da área de Educação. Para que essa categoria profissional fosse reconhecida e valorizada, foi criada a lei federal 13.054/2014, que instituiu o dia 6 de agosto como o Dia Nacional dos Profissionais de Educação. Esse reconhecimento beneficiou cerca de um milhão de trabalhadores que atuam nas escolas de ensino básico. 

A professora Simone Amorim, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPED) da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), destaca que, para o funcionamento de uma escola, são necessárias diversas pessoas. “Desde o momento que a gente entra na escola, é recebido por alguém que lá trabalham; passa pelos assistentes que dão apoio, acompanham os alunos e contribuem para a correção das atividades. Na secretaria os auxiliares organizam toda a vida escolar e ajudam os professores com questões burocráticas. Assim como as merendeiras e merendeiros que provêm a alimentação. Todos são trabalhadores do setor educacional. Cada um deles é necessário”, considera. 

Simone observa que o trabalho realizado pelos psicopedagogos e educadores especiais não pode deixar de ser mencionado, pois as crianças com algum tipo de transtorno têm direito a uma educação de qualidade e que atenda às suas necessidades. “Eles contribuem com o processo de ensino-aprendizagem, pois a mente, o corpo e o emocional precisam estar bem, caso contrário esse processo será impactado de alguma maneira. A educação especial, existente com a sala de recursos, exige um profissional com preparação específica para lidar com crianças que necessitam de atendimento diferenciado e individualizado. Todos fortalecem o trabalho que o professor realiza em sala de aula”, frisa. 

A professora, que também é pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), considera ainda que pesquisadores e coordenadores de extensão também devem ser contados entre os profissionais de educação. “É importante mencionar o tripé ensino, pesquisa e extensão. A iniciação científica tem muito valor, pois só a gente consegue trazer para fazer parte de um projeto de extensão um aluno de graduação, proporciona não apenas acesso a conteúdos diferenciados, mas também amplia os horizontes através da interação com a comunidade, levando o saber acadêmico para além muros da universidade prestando serviços. Os pesquisadores são trabalhadores da educação importantes para o processo de formação do indivíduo”, destacou. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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