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Hiperidrose, doença com prevalência de 16% em Aracaju é tema de tese

Programa de Pós-graduação em Saúde Ambiente promoveu na tarde da sexta-feira, 28, a primeira defesa de tese do seu doutorado

às 22h47
A tese intitulada Prevalência de hiperidrose primária em grupos populacionais do Estado de Sergipe, Brasil e avaliação da qualidade de vida antes e após simpatectomia lombar para o tratamento de hiperidrose plantar foi defendida pela doutoranda, professora Vanessa Rocha de Santana, sob orientação dos professores doutores Sônia Oliveira Lima e Francisco Prado Reis.
Em companhia da sua orientadora, doutora  Sônia
Em companhia da sua orientadora, doutora Sônia
Docentes e convidados posam com a doutoranda
Após a defesa da sua tese, a pose da vitória
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“A doutora Sônia Lima é a matriz desse trabalho de toda linha de pesquisa que desenvolve sobre uma patologia muito comum que é a hiperidrose”, salienta o doutor Francisco Prado. Ele afirma que a média é uma das poucas cirurgiãs que desenvolve a técnica no Brasil e que por isso mesmo é respeitada internacionalmente.

“O tema é tão importante que foi aceito para publicação na revista A1 que é o maior qualy de uma revista científica. Trata de uma doença crônica que é o suor em excesso”, justifica a professora orientadora. Ela explica que a hiperidrose quando não possui uma causa definia é chamada de hiperidrose primária levando ao suor em excesso ou na mão, ou na axila, ou no rosto, ou nos pés. “Quanto na mão, ela fica gelada e o paciente chega a suar a ponto às vezes de encher uma xícara e a pessoa fica constrangida”, explica a docente citando como exemplo pacientes que são alunos de Medicina que serviram instrumento de análises na pesquisa desenvolvida pela professora Vanessa uma vez que os índices da doença entre os mesmos são elevados. “Ao examinar o paciente o acadêmico sua em excesso levando o paciente a pensar que o motivo é nervosismo quando na verdade é a hiperidrose”, explica a doutora Sônia.

A tese da doutoranda revelou o percentual de pessoas portadoras da doença em Aracaju. A cada 100 pessoas, 16 possui a hiperidrose o que significa que a prevalência é alta, chegando a ser semelhante a prevalência da Alemanha. O cálculo foi feito com os estudantes de Medicina da Unit, da UFS e da própria capital.

“A prevalência aparentemente é alta, porém, são poucos os estudos e precisamos divulgar mais os sintomas da hiperidrose”, diz a professora Vanessa Rocha reconhecendo ter se tratado de uma pesquisa grande e tendo como amostra universitários de Medicina e populares da capital. “Com esse trabalho concluído e arquivos publicados na área, pretendemos divulgar melhor a doença que acomete um número significativo pessoas”, conclui a nova doutora.

A coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde e Ambiente, professora doutora Cláudia Moura de Melo lembra que existem no Estado apenas três programas interdisciplinares sendo o único acadêmico o que a Unit oferece. A docente participa do programa desde que o mesmo era embrião e confessa ter cumprido sua missão. A doutora Cláudia segue para o pós-doutoramento no Chile.

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