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Licenciatura: como é a formação de professores durante e pós-pandemia?

Profissionais que se preparam para a formação educacional já encaram uma nova realidade durante pandemia e projetam pós-pandemia

às 14h27
A doutora Helena à frente da coordenação do Curso, na  Unit
A doutora Helena à frente da coordenação do Curso, na Unit
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Por Nivaldo Menezes e Raquel Passos

Apesar de já ter sido iniciado bem antes o processo de estruturação do ensino por meio de plataformas digitais, foi com a pandemia que este processo se viu diante da inevitável necessidade de ser acelerado para atender às demandas do setor e não comprometer a qualidade do ensino oferecido.

Atenta a essa necessidade de oferecer a melhor formação para futuros profissionais, a Universidade Tiradentes – Unit – vem atuando de forma contínua, capacitando os seus professores para uma visão mais embasada na Era Digital, pensando no pós-pandemia.

De acordo com a pedagoga da Universidade Tiradentes, professora Michelline Roberta Simões, responsável pelos projetos pedagógicos dos cursos presenciais e EaD da Pró-Reitoria de Graduação, a necessidade do uso de metodologias que favoreçam as atividades mediadas por tecnologia não é recente. Em especial, o assunto que diz respeito à formação de professores.

“Os avanços tecnológicos devem servir ao propósito de qualificar o processo formativo dos graduandos em licenciaturas, em especial neste momento de pandemia, em que a urgência em práticas diversificadas tornou-se ainda maior. Assim, é necessário aprimorar os desenhos didáticos para o digital, afinal de contas vivemos em uma sociedade permeada por um novo modelo cultural estruturado pelas tecnologias digitais e em rede, afirma.

A pandemia só reforçou o que já estava previsto e em estudo no Grupo Tiradentes. Para professora Michelline, a Universidade Tiradentes, por sua vez, tem uma grande contribuição na formação de futuros docentes aptos a interagir com as ferramentas de tecnologia.

“Durante todo o percurso de formação para os estudantes das distintas licenciaturas (Pedagogia, Letras, Educação Física, Ciências Biológica, Matemática e História), os estudantes têm a possibilidade de interagir com essas ferramentas, seja no desenvolvimento de projetos, atividades de extensão ou na integralização das disciplinas que fazem uso dos recursos de tecnologia em atividades síncronas e assíncronas”, acrescenta a pedagoga.

O uso das ferramentas Google for Education, além do próprio Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA – promovem familiarização às ferramentas de tecnologia e comunicação; desenvolvimento de competências para a interação virtual, além de construção do conhecimento de forma mais colaborativa.

“Por certo, os alunos que tenham experiências exitosas nesse modelo terão maiores possibilidades de sucesso no mercado de trabalho, uma vez que o domínio das ferramentas de tecnologia serão cada vez mais exigidas aos futuros docentes e definirão novas possibilidades de atuação”, diz Michelline Roberta.

Licenciatura e a pandemia

A coordenadora do curso de Pedagogia da Unit, professora doutora Helena Tavares de Souza, explica que os professores dos cursos de licenciatura da IES estão desenvolvendo com os estudantes atividades práticas no modelo de ensino virtualizado, de acordo com a particularidade de cada curso.

“Após a homologação do Parecer CNE/CP nº 5/2020, os alunos iniciaram estágios vinculados às práticas na escola, em sala de aula, e foram orientados que suas práticas podem ser realizadas de forma virtual ou não presencial, seja a distância ou por aulas gravadas”, informa a doutora Helena. Segundo ela, de acordo com o parecer, torna-se igualmente relevante, como forma de capacitação ou treinamento de professores, especialmente da rede pública, nas diversas metodologias vinculadas ao aprendizado não presencial.

“Cito o exemplo do curso de Pedagogia EaD da Unit, no qual os discentes cursam três estágios supervisionados: na Educação Infantil, no Ensino Fundamental I e na gestão escolar. A proposta é dividida em três etapas: primeiro, os estudantes devem escolher uma escola da rede pública ou privada de seu estado e realizar a consulta por meio de site, redes sociais, documentos e outras instrumentais, para retratar sobre os direitos de aprendizagem e os cinco campos de experiências da Educação Infantil, do Ensino Fundamental I e da gestão escolar, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular. Depois disso, os alunos podem construir planos de aula fundamentados nos campos de experiência da primeira etapa, para, por último, gravar uma aula que deverá contemplar um dos planos elaborados na segunda etapa do estágio”, pontua a doutora Helena.

A coordenadora do curso de Pedagogia da Unit EAD ressalta que o lúdico é essencial. “O discente precisa usar e abusar da criatividade, contando histórias com diferentes entonações de voz, reproduzir músicas contextualizadas ao tema da tarefa, exibir complementos visuais coloridos e animados e decorar o cenário da sua aula”, conta.

Licenciatura na pós-pandemia

Para ela, a substituição das atividades práticas dos estágios de forma presencial para a não presencial – fazendo uso de meios e tecnologias digitais de informação e comunicação – pode estar associada, inclusive, às atividades de extensão das instituições e dos cursos de licenciatura e formação de professores.

“As aulas da pós-pandemia nas escolas públicas e privadas terão este perfil, e eu penso que os professores que estão aprendendo a lidar com as aulas virtualizadas serão muito mais reconhecidos no mercado de trabalho. A Unit tem capacitado professores que já atuam na sala de aula, já as licenciaturas estão capacitando os seus alunos que serão os futuros professores desta era digital, e este caminho, tenho certeza, não terá volta. Todos estamos inseridos no mundo tecnológico, e este é o momento da transformação”, conclui.

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