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Livro conta trajetória de sergipano pioneiro em artes visuais

Cândido de Faria foi um ilustrador que marcou a produção de cartazes e de periódicos da França, Inglaterra e Argentina

às 01h18
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Natural de Laranjeiras, Cândido de Faria foi um ilustrador que marcou a produção de cartazes e de periódicos da França, Inglaterra e Argentina. Sua trajetória nas artes visuais pode ser conhecida em livro e exposição lançados, nesta segunda-feira (06), na biblioteca Jacinto Uchôa, no Campus Aracaju Farolândia da Universidade Tiradentes.

Responsável pela exposição e pelo livro, a professora e pesquisadora Germana Gonçalves de Araújo explica que o trabalho de Cândido resgata a autoestima de profissionais e de estudantes de designer do estado.

“O trabalho do Cândido dá autoestima para os alunos. Em 2015, fui convidada para a Academia de Letras de Aracaju e precisava de um patrono, foi quando conheci o Cândido de Faria. Um ilustrador sergipano que teria atuado no cinema francês, fazendo cartazes”, relata, destacando que a produção do sergipano chegava a p mil cartazes em três meses numa época em que a tecnologia não era aliada da produção gráfica.

“Com um grupo de pesquisa, fomos montando material sobre ele. Tivemos o apoio da Fundaçao Pathé, a fundação da produtora de Cinema na qual ele trabalhou até 1911, e que nos forneceu informações valiosíssimas como o fato dele produzir 9 mil cartazes em 3 meses. É incrível imaginar que um cartaz fosse produzido pela litografia, pintando na pedra, depois passado para o papel e ele ter essa produção intensa.  Reunimos uma quantidade significativa de obras dele no Brasil, na Argentina e na França”, afirma, informando que o livro em Paris, em Brasília e é comercializado em sites como o Amazon.

Presente no lançamento, o reitor da Unit Jouberto Uchôa pontuou o trabalho da Instituição em preservar a história sergipana. “A universidade Tiradentes tem o compromisso permanente com a memória do estado. Cândido foi um visionário que colocou o nome de Sergipe no cenário internacional. Temos sergipanos que saíram daqui e projetaram o nome de nosso estado em diversas áreas. No caso de Cândido, é mais um que sai do acervo de Luiz Antonio Barreto, que hoje é da Unit. Nosso objetivo é que os jovens tenham homens como Cândido e como Joel Silveira como exemplos”.

Exposição segue até dia 30 de maio, no segundo andar da biblioteca Jacinto Uchôa, Campus Aracaju Farolândia, com entrada franca – de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados das 7h às 16h.

Cândido Faria

Cândido nasceu em Laranjeiras, interior de Sergipe em 1849 e logo na infância se mudou para o Rio de Janeiro com a mãe e três irmãos. Lá, ingressou na Academia Imperial de Belas Artes para estudar as artes visuais e aos 18 anos deu início a sua carreira de ilustrador de jornal. Ao perceber uma afinidade com a linguagem da caricatura, buscou aprender cada vez mais sobre o assunto e inovar nesse processo. 

Seu desempenho o levou até a Inglaterra para inaugurar a ilustração colorida para os periódicos. Passou apenas um ano no local, mas produziu cerca de 300 páginas de jornais e também vários cartazes de cinema na França. Apesar de ser bastante talentoso e ter contribuído fundamentalmente para a sociedade, não obteve tanto reconhecimento quanto merecia.

*Matéria atualizada em 20/5, às 11h, para acréscimo de informações

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