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Parkinson: Saiba quais são os sintomas da doença

Professor da Unit, Dr. Hesmoney Ramos, explica como ficar atento aos sinais da Doença de Parkinson

às 18h25
Dr. Hesmoney Ramos de Santa Rosa
Dr. Hesmoney Ramos de Santa Rosa
Imagem: Freepik
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De acordo com o médico especialista em Neurocirurgia, professor do curso de Medicina da Universidade Tiradentes e diretor corporativo da área da Saúde do Grupo Tiradentes, Dr. Hesmoney Ramos de Santa Rosa, a doença de Parkinson é um distúrbio neurológico do movimento, progressivo e degenerativo causada pela degeneração de uma pequena parte do cérebro chamada substância nigra. Conforme morrem os neurônios nessa substância, o cérebro torna-se privado do químico dopamina.

No início do mês de agosto, o senador do estado de São Paulo, José Serra, de 79 anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Ainda em estágio inicial, o senador pediu afastamento do cargo e deverá permanecer de licença pelos próximos quatro meses para focar no seu tratamento médico. O Dr. Hesmoney explica que embora sua incidência seja muito mais comum em pessoas acima de 60 anos, o número de pessoas mais jovens diagnosticadas com a doença está aumentando. 

O tremor involuntário em uma das mãos geralmente liga o sinal de alerta para a doença de Parkinson, mas, existem outros sintomas que devem ser observados que podem indicar o começo da manifestação da doença no corpo. “Ansiedade, depressão, em alguns casos a perda de olfato, distúrbios do sono e intestinais como a constipação, podem acontecer à medida que a doença progride”, disse. 

Sinais como movimentos lentos, passos curtos, rigidez muscular, diminuição da coordenação motora, fatos que podem aumentar a chances de quedas à própria altura. “Também é importante notar mudanças na escrita, na caligrafia, especialmente em assinaturas. O médico precisa ficar atento a essas mudanças sutis que podem ser o diferencial na hora do diagnóstico precoce do Parkinson”, reitera Dr. Hesmoney. 

A doença de Parkinson não tem cura, mas existem diversos tratamentos que evitam a progressão rápida da doença. Através de medicamentos, atividades físicas e aeróbicas e até intervenções cirúrgicas, é possível que o paciente possua uma qualidade de vida melhor mesmo convivendo com a doença. Para prevenir o Parkinson, o Dr. Hesmoney afirma que não existe um método 100% eficaz, mas que diversas medidas podem ser tomadas a fim de evitar o aparecimento da doença como exercícios físicos regulares, boa hidratação, alimentação saudável livre de agrotóxicos e controle de doenças como a diabetes e colesterol alto. 

“Também existem alguns medicamentos que, usados a longo prazo e sem prescrição médica, podem contribuir com o aparecimento da doença. Pacientes que possuem uma grande quantidade de traumas na cabeça ao longo da vida como jogadores de futebol americano, por exemplo, precisam ficar atentos. Não temos a fórmula para a prevenção total do Parkinson, mas podemos, pelo menos, retardar o início da doença em pessoas com predisposição”, completa Dr. Hesmoney.


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