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Professores e pesquisadores da Unit vencem o XIII Prêmio João Ribeiro

Produção científica da Unit ganha destaque estadual com quatro premiações; iniciativa da Fapitec reconhece projetos de impacto social, ambiental e econômico, além da divulgação científica

às 11h25
Em sentido horário, o doutorando Matheus de Jesus Seabra e os professores Elton Franceschi, Patrícia Severino e Juliana Cordeiro Cardoso, dos programas de pós-graduação stricto sensu da Unit (Divulgação/Asscom Unit)
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Quatro professores e pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit) e do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) estão entre os vencedores do XIII Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica e Inovação Tecnológica, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). A iniciativa visa reconhecer e divulgar as pesquisas científicas feitas no Estado de Sergipe. A entrega dos prêmios está prevista para acontecer no próximo dia 25 de agosto.

Dois dos vencedores foram contemplados na categoria Empresa Inovadora, por terem desenvolvido startups a partir de trabalhos de pesquisa e inovação. Entre eles, está Juliana Cordeiro Cardoso, docente do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde (PBS), que venceu com a 3D Pharma, uma empresa de base tecnológica para produção de medicamentos veterinários. A startup, da qual ela é uma das sócias, foi contemplada por causa do projeto que busca desenvolver um implante anti-inflamatório para pets obtido por tecnologia 3D. As pesquisas acontecem na própria 3D Pharma e o produto deve ser lançado daqui a três anos, a depender das avaliações e aprovações junto aos órgãos reguladores. 

“Para mim, o que fez a diferença para a empresa ser premiada foi a formação das sócias, ambas doutoras com ampla experiência em diversos projetos de inovação, e a ousadia de sair da zona de conforto, indo para o mercado. A formação acadêmica é condição inicial para o desenvolvimento de produtos tecnológicos e deeptechs. E a formação de mestres e doutores, e suas atuações em empresas de base tecnológica, pode colocar Sergipe e o Brasil em outro patamar de competitividade”, diz Juliana, que também venceu o João Ribeiro na XII edição, em 2024, na categoria Pesquisador Inovador. “O reconhecimento é sempre muito bem-vindo, principalmente de um parceiro como a Fapitec, que sempre apoiou diversos projetos nossos”, comemora. 

O outro vencedor foi Elton Franceschi, professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos (PEP), que venceu com a Verdí Extratos & Bioativos, startup especializada na obtenção de produtos naturais (extratos, óleos essenciais e bioativos de origem vegetal) com tecnologia de alta pressão, para aplicação como insumos em cosméticos, fármacos e alimentos funcionais. A empresa, sediada em Aracaju, foi criada em sociedade com outros dois pesquisadores: Tiago Bjerk (PEP) e Marcelo Mendonça (PBS)

“Acredito que o que mais contribuiu para a conquista do prêmio é o diferencial de qualidade dos insumos que são produzidos pela tecnologia que utilizamos associado ao mercado em que estes são aplicados. Hoje, o público busca produtos de cuidado e bem-estar que estejam intimamente associados à sustentabilidade e que sejam obtidos de fontes naturais. O mercado de cosméticos naturais, por exemplo, apresenta um potencial de crescimento significativo, impulsionado pela crescente demanda por produtos mais sustentáveis e saudáveis”, diz Franceschi, destacando que o João Ribeiro representa o reconhecimento da Verdí como uma das empresas mais inovadoras de Sergipe. “Este prêmio mostra que estamos no caminho certo e que a área de atuação de nossa empresa possui um alto potencial de crescimento e inserção em um mercado altamente promissor. E reforça a importância de formar novas gerações preparadas para pensar de forma criativa e estratégica, enxergando na pesquisa um caminho viável para criar empresas, empregos e desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Estudos ganhadores

Matheus Goulart de Jesus Seabra, aluno de doutorado do PBS, conquistou o prêmio da Fapitec na categoria Jovem Cientista. O trabalho vencedor foi um estudo sobre um bioinseticida à base de conídios aéreos de Beauveira bassiana, um fungo presente no solo que é capaz de matar vários insetos causadores de pragas na agricultura. Orientado pelos professores Marcelo Mendonça e Patrícia Severino, ele concluiu que o encapsulamento de conídios do fungo em micropartículas de alginato de sódio/maltodextrina por secagem por atomização é uma abordagem tecnológica promissora para o controle biológico de pragas agrícolas. O artigo da pesquisa foi publicado no Egito, em novembro de 2024, pela revista científica da Sociedade Egípcia para Controle Biológico de Pragas (ESBCP). 

Já na categoria Pesquisador Inovador, a vencedora foi a professora Patrícia Severino, do PBS, com o estudo sobre uma membrana dupla baseada em nanopartículas de polimixina-alginato revestidas com lidocaína para cicatrização de feridas: caracterização in vitro e reparo tecidual in vivo. O projeto, que foi a tese de doutorado da professora Daniele Martins de Lima e teve a orientação de Patrícia, desenvolveu um curativo com atividade antimicrobiana para feridas infectas. “O diferencial foi a presença da lidocaína, anestésico, que evita dor do paciente nas trocas de curativos. Seu impacto é a redução do tempo de cicatrização de feridas, favorecendo o bem estar do paciente”, explica Severino. 

A professora do PBS atribui esse diferencial como o que contribuiu para a conquista do prêmio, aliado à capacidade de estabelecer conexões sólidas com outros pesquisadores no Brasil e no exterior. “Ver esse trabalho reconhecido reforça a importância de unir ciência, inovação e impacto social. É também um incentivo para continuar formando alunos comprometidos e desenvolvendo pesquisas que possam transformar realidades. Mais do que um reconhecimento pessoal, considero essa conquista um reflexo do esforço coletivo e das parcerias que fortalecem a ciência brasileira”, considera ela.

O prêmio

O prêmio da Fapitec homenageia o professor, jornalista e historiador sergipano João Batista Ribeiro Fernandes (1860-1934), imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e um dos pioneiros da divulgação do jornalismo científico nacional. Realizado há 13 anos, ele escolhe trabalhos de pesquisadores, bolsistas, profissionais de comunicação, estudantes e empresários que contribuem com o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação em Sergipe. São 22 vencedores em seis categorias, que também contemplaram estudantes, por projetos de iniciação científica; e jornalistas, por reportagens que divulgaram pesquisas científicas desenvolvidas em Sergipe. Eles receberão premiações que somam o total de R$ 91,3 mil

Para o diretor acadêmico da Unit, professor Marcos Wandir Nery Lobão, a conquista do João Ribeiro mostra que os professores e estudantes da instituição estão trabalhando cada vez mais em projetos que chegam de uma forma mais simples para a sociedade, com benefícios e evoluções relevantes. “O Prêmio João Ribeiro está ligado à popularização da ciência, e valoriza a divulgação científica. O pesquisador não está escrevendo de forma hermética, só para os pares. Ele está preocupado com a população, numa leitura mais ampla. Isso significa que os nossos pesquisadores estão preocupados em levar esses resultados efetivamente para a sociedade. O prêmio do pesquisador é ver que aquela sua pesquisa se tornou próxima da sociedade”, disse. 

Wandir ressalta que, para além do alcance social, as premiações conquistadas pela Unit também atestam a qualidade do trabalho acadêmico e científico desenvolvido na instituição. “Com os programas de mestrado e doutorado, com os programas de iniciação científica, iniciação tecnológica, estamos formando cada vez mais jovens para que possam aprender o método científico e tratar dos problemas reais da sociedade. O que nós estamos falando aqui é de pesquisas preocupadas com os problemas de cada região do Estado, de projetos preocupados com o meio ambiente, outros que têm uma vocação para a geração de emprego dos nossos jovens, a criação de startups, a geração de patentes… Por tudo isso, eu vejo que a nossa pesquisa está cada vez mais relevante e conduzida por pesquisadores muito talentosos e que estão ajudando a formar uma nova geração”, avalia o diretor. 

A professora Patrícia Severino, que também é pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Unit, também considera que esses prêmios representam o reconhecimento da excelência acadêmica e científica da Unit. “Eles evidenciam que a produção de conhecimento aqui tem qualidade, relevância e impacto, tanto regional quanto nacionalmente. Cada conquista fortalece a imagem da instituição, inspira outros pesquisadores e alunos, e reafirma o papel da Unit como um polo de inovação e transformação social”, disse. 

Fotos: Erick Ohara/Governo do Estado

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