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Projetos de qualidade consolidam parceria de 25 anos entre Finep, Unit e ITP  

Ao longo deste tempo, mais de R$ 50 milhões em investimentos foram garantidos através de convênios e participações em editais de pesquisa e inovação

às 18h50
Foto: Rafael Borgatto
Foto: Rafael Borgatto
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A recente assinatura do convênio de implantação do Tiradentes TechPark (TTP) reafirmou e consolidou a força da parceria entre a Universidade Tiradentes (Unit), o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A relação já dura 25 anos e proporcionou o sucesso de diversos projetos de pesquisa e inovação ao longo da história, com base em parâmetros mútuos de confiança, competência, rigor científico e excelência de qualidade. 

Ao longo destes anos, foram 12 convênios de financiamento para pesquisas desenvolvidas no próprio instituto, participação em editais e projetos nacionais da Finep ou investimentos na compra e na manutenção de equipamentos de última geração para laboratórios e estruturas dedicadas à ciência. Somados com o do TTP, e de outros dois grandes projetos que foram iniciados no final do ano passado, eles já resultaram na garantia de recursos superiores a R$ 50,9 milhões ao longo de todo este tempo. 

Tal trajetória é corroborada pela constante evolução da Unit, que foi aprimorando seus quadros de professores e pesquisadores, sobretudo em seus cursos de graduação e pós-graduação. Um exemplo é o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos (PEP), que foi criado em 2005 e acaba de ser contemplado com a nota 7, de excelência internacional, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Isso é fruto de todo o histórico de fomento à pesquisa ao longo desses 25 anos. A gente está muito feliz com isso”, resume o vice-reitor da Unit e diretor-executivo do Grupo Tiradentes, professor Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior. 

Para ele, o fator determinante para estas conquistas da instituição foi a qualidade de seus cerca de 60 pesquisadores. “Todo o relacionamento está estruturado na qualidade do pesquisador e de seus projetos. Você precisa de gente boa para poder pensar o projeto, pôr a termo, pôr no documento e submeter. Tudo que a gente conquista junto à Finep é pelo mérito, e não existe outro tipo de mensuração. Entre os pesquisadores que estão aqui, muitos são sergipanos e outros, que são de outros estados e países, entenderam o momento da universidade, vieram para uma cidade acolhedora como Aracaju e aqui se fixaram, com mais de 10 anos aqui na casa”, pontuou Uchôa Júnior. 

O presidente do ITP, Paulo do Eirado Dias Filho, define a parceria com a Finep como “uma relação de confiança”, na qual os contratos, convênios e acordos são cumpridos com rigor. “Isso vai aumentando a credibilidade e é natural que haja um avanço. Hoje, nós estamos no ápice em relação aos convênios com a Finep e isso é fruto de um trabalho de equipe, de pesquisadores de altíssimo renome e capacidade de produção. Tudo isso é um conjunto que vai se organizando, com o apoio do Grupo Tiradentes e a própria orientação no sentido da gestão do ITP de buscar ampliar cada vez mais não só o volume de pesquisa e de tecnologia, mas também amadurecer essas tecnologias e torná-las até mais competitivas e interessantes para a própria indústria, para a própria sociedade”, disse.

“A Finep tem um papel importantíssimo no sistema de ciência, tecnologia e inovação, fundamentalmente para impulsionar a cadeia de pesquisa básica, a pesquisa aplicada, o conhecimento científico e o processo inovativo na ponta com as empresas. A nossa presença aqui demonstra a importância dessa parceria, ao longo desses 25 anos, e constata de maneira clara e objetiva que quem aposta no conhecimento, na pesquisa e nos resultados efetivos para a sociedade, como essa universidade aposta, colhe os frutos no final”, afirma o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias.

A trajetória da parceria

Esta parceria começou no ano 2000, dois anos após a fundação do ITP, entidade científica sem fins lucrativos sediada no Campus Farolândia da Unit. Na ocasião, foi aprovado o primeiro projeto junto à Finep: a implantação e desenvolvimento de redes neurais artificiais nos campi da instituição. Depois, entre 2001 e 2005, outras duas iniciativas contaram com o apoio da empresa pública: a implantação do Laboratório de Estudos Ambientais (LEA) e a formação da Rede Sergipana de Incubadoras, com a participação da Unit, do ITP e de outras instituições do estado. 

Entre 2006 e 2010, foram liberados recursos para os projetos Biodiesel e Nanoleite, que se concentraram respectivamente em pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis e de produtos à base de derivados do leite. Já entre 2011 e 2015, os projetos contemplados foram o Sibratec (Redes de Serviços Tecnológicos), que promove atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área tecnológica e o Micropoluentes Emergentes, que estudou formas de despoluição de mananciais atingidos por pesticidas. 

No espaço entre 2016 e 2020, o apoio da Finep veio através do projeto SOS Equipamentos, que viabiliza a manutenção corretiva de equipamentos multiusuários de médio e de grande porte cadastrados na Plataforma Nacional de Infraestrutura de Pesquisa do MCTI. O período entre 2021 e 2025 foi concluído com participações em mais dois projetos da Finep: o Proinfra (para expansão e desenvolvimento de infraestrutura de pesquisa) e o Recuperação (para recuperação de equipamentos e laboratórios). 

Agora, a relação se consolida com a aprovação de mais três projetos que serão financiados pela Finep. O primeiro é o Tiradentes TechPark, que terá R$ 12.075.486,99 em recursos não-reembolsáveis. O segundo é o Centro Sergipe de Combustíveis Verdes e Carbono Zero (SEVerde), centro temático de pesquisa e produção de biocombustíveis, hidrogênio verde e captura de carbono, que terá plantas-piloto e investimentos de R$ 14.956.169,27. E o último é o DescarboNE, voltado para a reestruturação de laboratórios multiusuários e ao desenvolvimento de tecnologias nas áreas de descarbonização, bioeconomia e combustíveis sustentáveis, com R$ 14.513.294,60 em recursos. 

Mais investimentos

Para além dos projetos institucionais e das parcerias diretas, pesquisadores e egressos da Unit e do ITP têm sido participantes e atuantes em editais de financiamento de pesquisa abertos periodicamente pela Finep e pelo MCTI, a exemplo do Programa Centelha, chamada pública que oferece financiamento e capacitação para o desenvolvimento de empresas, startups e negócios de base tecnológica, científica e de inovação. Na terceira edição do programa, 11 trabalhos desenvolvidos a partir de pesquisas realizadas na Unit ficaram entre os selecionados na primeira etapa de sua seleção. 

Durante sua visita recente ao Campus Farolândia, o presidente Luiz Antônio Elias reuniu os pesquisadores da Unit para apresentar o lançamento de 13 editais com R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para projetos que impulsionem a Nova Indústria Brasil (NIB), a partir de pesquisas e projetos desenvolvidos em universidades.  O objetivo é impulsionar e estimular o desenvolvimento de seis setores industriais considerados estratégicos para o Brasil: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Desse total, pelo menos R$ 300 milhões serão reservados exclusivamente para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Aqui em Sergipe, inclusive no ITP, a gente tem pesquisas voltadas à descarbonização e ao uso do gás natural. Vivemos um momento bastante significativo do que a gente chama de ruptura pela introdução cada vez mais acelerada de novas tecnologias. É preciso que o Brasil encontre oportunidades e a descarbonização da energia, frente inclusive à emergência climática, é fundamental para um país continental como esse”, ressaltou Elias. 

“Essa é uma parceria muito relevante entre a Academia e o setor produtivo, principalmente as indústrias brasileiras. Significa pesquisas de qualidade, e uma de formação de alto nível para os nossos alunos, tanto de graduação quanto de mestrado e doutorado. É com esses recursos que a gente consegue ter uma infraestrutura de pesquisa de ponta, fazer parcerias nacionais e internacionais e manter a produção científica de alta qualidade. Essa é uma parceria de sucesso, na qual a gente quer estar sempre junto”, garante o diretor acadêmico da Unit, professor Marcos Wandir Nery Lobão. 

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