O reitor da Universidade Tiradentes (Unit), Jouberto Uchôa de Mendonça, e o vice-reitor, Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior, receberam nesta sexta-feira, 15, os alunos que participaram da mais recente edição do Projeto Rondon que aconteceu na Amazônia, iniciativa vinculada ao Ministério da Defesa com o Governo Federal. Durante o encontro, os gestores destacaram não apenas o êxito da operação, mas também o papel central da Unit em projetos de extensão que moldam a jornada profissional e pessoal de seus alunos.
Para o reitor da Unit, Jouberto Uchôa de Mendonça, o desempenho dos alunos foi notável. Ele manifestou orgulho e gratidão pela forma como a equipe representou a universidade durante a missão. “Eu estou extremamente orgulhoso com o feito desses alunos, realizando um trabalho tão bonito em favor da comunidade. Espero que outras atividades venham, para que eles possam continuar representando a instituição com primor e buscando contribuir com a transformação social”, afirmou.
O vice-reitor Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior reforçou a relevância da parceria e ressaltou a importância da parceria de 13 anos com o Projeto Rondon. ” O papel da universidade é exatamente esse: proporcionar experiências que não se limitam aos quatro ou cinco anos dentro da sala de aula. O aluno precisa vivenciar a comunidade, sentir a realidade e aproveitar ao máximo tudo o que a universidade oferece. É isso que enriquece a sua jornada acadêmica. O retorno dessas experiências é sempre transformador. Ninguém volta igual. Ao sair para atuar nas comunidades, especialmente em regiões muito diferentes do nosso cotidiano, como a Região Norte, os alunos vivenciam um choque cultural, emocional e profissional extremamente enriquecedor”, pontua.
Uma imersão que transforma
O Projeto Rondon exige dedicação intensa: os alunos passam semanas longe de casa, vivenciando realidades distintas da sua rotina cotidiana. Marcos Wandir Nery, diretor acadêmico da Unit, pontua que essas iniciativas não só contribuem para a formação dos alunos, mas promovem uma troca entre conhecimento acadêmico e popular. É uma oportunidade única de interagir com comunidades e gerar impacto real.
“Esse é um dos projetos mais importantes para a formação acadêmica, pois exige uma imersão em uma cidade do interior do país, permitindo que um conjunto de universidades brasileiras participe do processo de interiorização das ações. Temos obtido bons resultados com projetos de relevância. Contamos com a professora Ana Célia, que coordena todo o trabalho e possui muitos anos de experiência, elaborando projetos consistentes e alinhados aos editais. Isso é um marco para a universidade, que se destaca pela qualidade dos seus projetos de extensão”, declara.
Na prática, a vivência na Amazônia desafiou os alunos a aplicarem seus conhecimentos de forma criativa. Nivaldo Moscoso, professor do curso de Direito, ressaltou que, por meio do projeto, os alunos levaram acesso à justiça a áreas remotas, oferecendo mediação de conflitos e práticas de justiça restaurativa. “Em locais onde o Poder Judiciário não chega, o curso de Direito da Unit estava presente. O maior legado foi o sentimento de pertencimento que a comunidade local passou a sentir: Agora eu também sou brasileiro, agora o Estado me enxerga”, elenca.
Além dos desafios técnicos, a missão também exigiu empatia e cuidado. A professora Isabelle Brito, uma das líderes do projeto, revelou que, além da preparação técnica, o maior desafio foi ser mãe, ouvinte e amiga para os alunos. Em uma jornada de quase um mês longe de casa, em um ambiente totalmente diferente, a líder precisou cuidar da saúde emocional da equipe. Um dos momentos mais marcantes foi quando ela preparou uma surpresa: uma rodada de cuscuz. “Foi uma explosão de alegria eles comemoraram muito! Esse momento de memória afetiva nordestina nos deu forças para seguir a missão com ainda mais energia e felicidade”, contou.
Transformação e reconhecimento
A experiência do Rondon é, para os participantes, uma jornada de transformação. A estudante de Psicologia Akaene de Melo, que participou pela primeira vez, descreve a experiência como um divisor de águas. “Tivemos a oportunidade de trabalhar questões de saúde mental com populações ribeirinhas, sentir o calor da comunidade e perceber a importância do tema na prática. Foi incrível ver a aplicação de todo o conteúdo aprendido em sala de aula diretamente na comunidade. Sem dúvida, é o maior projeto de extensão do Brasil e proporciona um gostinho único de prática profissional, capaz de transformar tudo o que a gente conhece”, reconhece a estudante.
Para o coordenador de extensão Geraldo Calasans, projetos como o Rondon reafirmam a missão da universidade de formar profissionais capacitados, conscientes e comprometidos com a sociedade, promovendo impacto positivo tanto para os alunos quanto para as comunidades atendidas.
“Durante a permanência nas comunidades, eles colocam em prática tudo o que aprendem na universidade, conhecem outras realidades, interagem com estudantes de diversas instituições e demonstram, para todo o Brasil, a competência dos alunos formados pela Universidade Tiradentes. Sem dúvida, é um projeto fabuloso, e a universidade continuará tendo total interesse em participar, incentivando alunos e professores a se envolverem nessas intervenções promovidas pelo Rondon”, finaliza.
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