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Residência em Software impulsiona aluno ao mercado de TI ainda na graduação

Estudante de Sistemas de Informação é contratado após desenvolver projeto para a empresa Easy Gestão de Negócios

às 19h49
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Do aplicativo de banco no celular ao sistema que organiza o estoque de uma empresa, praticamente todas as áreas da vida passam pela tecnologia. Nesse cenário, é natural que a procura por profissionais qualificados em Tecnologia da Informação cresça, especialmente por aqueles que já chegam ao mercado com experiência prática. Nos cursos de TI da Universidade Tiradentes (Unit), por exemplo, a disciplina de Residência em Software foi estruturada justamente para aproximar os estudantes dessa realidade, colocando-os diante de demandas concretas de empresas ainda durante a graduação. 

Um exemplo desse movimento é o de Abraão Andrade Reis, aluno do 4º período de Sistemas de Informação, que foi contratado como Desenvolvedor de Software pela Easy Gestão de Negócios logo após concluir a residência. Ao atuar em um projeto real, com prazos, metas e responsabilidades alinhadas ao ambiente corporativo, ele teve seu desempenho acompanhado diretamente pela empresa, o que tornou a transição da sala de aula para o contrato formal um passo dentro do próprio processo formativo.

Da teoria ao mercado

Para Abraão, a escolha pela área de tecnologia sempre esteve ligada à resolução de problemas e à construção de soluções com impacto concreto. Ele explica que sua decisão não se limitou ao desejo de aprender programação, mas de compreender a lógica por trás da criação de negócios escaláveis e sistemas robustos. “A programação é o meio, e não o fim. Eu queria entender a arquitetura por trás da resolução de problemas complexos e gerar impacto real. E foi lá no Ensino Médio, no último ano, que surgiu o maior fator para a escolha do curso: querer ser um resolvedor de problemas”, afirma.

Ainda nos primeiros períodos, o estudante buscou ampliar sua formação para além da sala de aula, participando ativamente de hackathons e eventos da área. “O mercado não paga horas brutas de estudo superficial, mas horas líquidas de foco. Eu escolhi o caminho mais desafiador: dominar o básico todos os dias. Foi com essa constância que, ao final do período, eu já estava praticamente com todas as minhas horas complementares concluídas. Participei de mais de quatro hackathons e seis eventos de tecnologia, e, em dois desses hackathons, minha equipe conquistou o primeiro lugar. Eu não deixava nenhuma oportunidade passar, independentemente das circunstâncias”, relata.

O ponto de virada, no entanto, ocorreu durante a Residência em Software, quando passou a lidar com demandas empresariais concretas, prazos e responsabilidades reais. Abraão conta que o maior desafio não foi dominar a tecnologia em si, mas compreender o negócio do cliente e manter a disciplina sob pressão. “Se meu código falha na universidade, eu perco pontos. No mercado, a empresa perde dinheiro. Esse ‘skin in the game’ muda completamente o nível de compromisso”, observa.

Durante o projeto, sua equipe precisou desenvolver um chatbot, mesmo sem experiência prévia na construção desse tipo de solução. Diante do cenário, ele assumiu a liderança e adaptou a metodologia Scrum para criar ciclos curtos de aprendizagem e execução. “Sempre que recebo um desafio, a última resposta que devolvo é um ‘não’. Sei que existem recursos para aprender. Foi assim que conduzimos o time e entregamos além do esperado”, afirma.

Formação contínua

A contratação ocorreu logo após a apresentação do projeto desenvolvido na residência. De acordo com Abraão, o reconhecimento veio ainda antes do demoday, quando o representante da empresa sinalizou que o resultado havia superado as expectativas. “Eu direcionei meus esforços desde o primeiro dia para me tornar indispensável na execução do projeto. Quando ele mencionou que havia desafios na empresa ligados às tecnologias que eu utilizei, eu sabia que o contrato estava encaminhado”, relembra.

Ele reforça que o diferencial não esteve apenas na habilidade técnica. “O mercado está cheio de gente que domina a linguagem do momento, o framework mais potente ou a IA mais inteligente. O que pesou foi o meu propósito, disciplina e resiliência: a capacidade de focar, assumir responsabilidades e manter uma rotina estruturada. As empresas buscam resolvedores de problemas, profissionais capazes de se autogerenciar, entender regras de negócio e fazer o que precisa ser feito”, afirma.

Segundo ele, a residência foi decisiva para reduzir a chamada “curva de atrito” comum a todo novo funcionário: a ausência de experiência prática. Quando foi efetivado na Easy Gestão de Negócios, já conhecia a cultura organizacional, o modelo de negócios e a arquitetura dos sistemas. “Eu já tinha me aprofundado o máximo que pude. No primeiro dia após a efetivação, já estava gerando valor real para a empresa, sem precisar de meses de adaptação”, relembra. O resultado foi concreto: um projeto que normalmente seria entregue em um ou dois meses ficou pronto em apenas três semanas.

Para o professor Luiz Gomes, dos cursos de TI da Unit, casos como esse não são isolados, mas fruto de um modelo estruturado de integração com o mercado. Ele explica que a disciplina foi pensada para promover uma imersão profissional ainda durante a graduação. “A Residência em Software funciona como um ecossistema de aprendizagem ativa. O aluno deixa de ser apenas estudante e passa a atuar como desenvolvedor que resolve dores reais do mercado”, pontua.

Segundo o docente, a consolidação desse modelo se dá por meio de parcerias institucionais e de uma rede de apoio que envolve professores, empresas e mentores externos, incluindo o Porto Digital. “O aluno não está sozinho. Ele conta com o embasamento acadêmico, o desafio real trazido pela empresa e o suporte técnico especializado. Isso garante que a entrega tenha padrão profissional, e não apenas caráter acadêmico”, explica.

Na avaliação de Marcos Vinicius Mota, sócio e diretor consultivo da Easy Gestão de Negócios, o programa de residência foi decisivo para a contratação. Ele destaca que, mais do que habilidades técnicas, a empresa observa postura e engajamento. “O que avaliamos é interesse, engajamento e, principalmente, a capacidade de fazer além do previsto”, afirma. Sobre Abraão, ele complementa: “É um jovem extremamente técnico, organizado, mas o que mais chamou atenção foi a proatividade, o zelo e a entrega muito além do proposto”, relata.

Atualmente, o estudante atua na documentação, arquitetura e construção de um novo sistema modularizado voltado para a gestão de negócios, utilizando tecnologias como Java, Spring Boot, React, TypeScript e PostgreSQL. Para ele, a conquista representa mais do que um emprego: é a validação de uma estratégia construída com intencionalidade. “A disciplina supera o talento quando há propósito claro, rotina inegociável e resiliência. O mercado busca resolvedores de problemas, e foi para isso que eu me preparei desde o primeiro dia”, conclui Abraão.

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