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Saúde mental: Unit busca preparar alunos


às 23h12
O coordenador do curso de Saúde, Richard Halti Cabral
O coordenador do curso de Saúde, Richard Halti Cabral
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O Brasil é o país da América Latina com maior número de casos de depressão, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2018. Até o próximo ano, 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do planeta. Diante do avanço de doenças mentais e da rotina cada vez mais estressante, a Universidade Tiradentes possui o Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial e analisa a possibilidade de ofertar disciplina sobre bem-estar, para orientar os alunos sobre como lidar com situações de pressão.

O coordenador do curso de Medicina, professor Richard Halti Cabral, afirma que a literatura relata comprometimento da saúde mental de estudantes universitários, principalmente daqueles que frequentam cursos da área de Saúde. Para acolher esses casos, a universidade oferece o Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (Napps), com atendimento multidisciplinar de psicólogos e médico. No entanto, percebeu-se que somente o atendimento não era suficiente, investindo, também, na prevenção por meio de campanhas educativas, incentivo ao esporte, dentre outras ações.

“O que a gente tem visto é que, a cada dia, temos detectado situações de acometimento de saúde mental de nossos estudantes. Depressão, transtornos mentais e quadros relacionados a suicídio. No primeiro momento, nosso trabalho era acolher esses alunos que apresentavam quadro de alteração psicológica e neurológica para tentar resolver o problema por meio do Napps. Depois desse atendimento inicial, eles são encaminhados para o médico. Só que isso não é o suficiente, estamos só apagando um incêndio que se manifestou de forma aguda. Nosso trabalho também envolve a prevenção”, declarou, explicando que foi realizada pesquisa para identificar as causas desses problemas, na qual foi detectado que a falta de atividades lúdicas, a pressão das atividades acadêmicas e o Fies são os principais causadores de estresse.

“Começamos a trabalhar em cima desses fatores. Preparamos campanha de conscientização, mostrando como procurar ajuda e identificar o problema. E passamos a estimular a prática esportiva. Nesse ponto, a criação de associações atléticas dos cursos foi muito positiva, porque estimula a atividade física e a interação. Os jogos internos realizados recentemente também foram importantes”, disse.

Outra ação preventiva é a oferta de disciplina que auxilie o bem-estar para os acadêmicos de Medicina. A proposta está em estudo pelo departamento e segue o modelo de cursos de Medicina do exterior, que estimulam práticas contemplativas e atividades que melhorem e/ou auxiliem a lidar com situações de estresse.

“A ideia é ensinar técnicas para desenvolver resiliência, técnicas de controle do stress. É capacitar o estudante, mostrar ferramentas para que, à medida que ele for vivenciando esses problemas ao longo do curso, ele tenha instrumentos necessários para encará-los de forma eficiente. A partir do momento que ele consegue identificar e controlar, as complicações do ponto de vista de saúde mental tendem a diminuir”, explicou Richard.

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