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Sergipe se despede do fotógrafo Lineu Lins

Lineu Lins foi responsável pela documentação fotográfica de importantes fatos e acontecimentos no estado. Unit tem acervo com mais de 25 mil fotos

às 19h13
Lineu Lins entre os vice-reitores da Unit à época, Jouberto Uchôa e Amélia Cerqueira Uchôa (Acervo Unit/2011)
Lineu Lins entre os vice-reitores da Unit à época, Jouberto Uchôa e Amélia Cerqueira Uchôa (Acervo Unit/2011)
Lineu Lins deixará saudades, mas segue imortalizado com sua obra riquíssima na Biblioteca da Unit (Foto: Destaque Notícias)
Lineu Lins entre família durante inauguração de espaço no campus Centro da Unit. Na ponta da direita, sua filha Cristal Carvalho. (Acervo Unit/2011)
Acervo Lineu Lins
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Acervo Lineu Lins
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Ontem, 20, Lineu Lins faleceu na cidade de Aracaju aos 84 anos. O conhecido fotógrafo de Sergipe era considerado por muitos um dos melhores profissionais da área da fotografia no estado. Lineu enfrentava problemas de saúde em decorrência do Alzheimer e marcou a história sergipana pela documentação fotográfica de importantes acontecimentos e fatos da vida empresarial em Sergipe.

Segundo o reitor da Universidade Tiradentes, Jouberto Uchôa de Mendonça,  Lineu foi além de um grande amigo pessoal, um parceiro da Unit e de Sergipe. “Sempre atento ao que mais de interessante havia na época, ele foi um homem à frente de seu tempo e que muito contribuiu com a nossa história e identidade cultural com seus registros históricos de uma Aracaju antiga que muita gente viveu e que a juventude precisa sempre conhecer para entender seu presente. Temos a alegria de termos sidos escolhidos para abrigar mais de 25 mil itens de seu acervo na Biblioteca Central da Unit, uma dádiva para a sociedade que hoje lamenta, profundamente, sua partida”, reflete Uchôa. 

Cristal Carvalho, filha de Lineu Lins e professora do Unit Idiomas e afirmou, com emoção, a dedicação do seu pai à profissão. “Meu pai vivia pela família e pela arte de fotografar. A fotografia não era apenas registro, era a forma como ele enxergava o mundo e como queria mostrar aos outros o que via”, relata. 

O fotógrafo do Complexo de Comunicação Social (CCS) da Unit, Luiz Dinarte, endossa. Contemporâneo de Lineu, destaca sua importância para a evolução dos profissionais da fotografia em Sergipe. “Onde ele chegava, reunia-se um grupo de pessoas da área para conversar sobre fotografia. Ele era uma pessoa que se atualizava constantemente e passava esse conhecimento para todos os fotógrafos. Ele era considerado o nosso pai na área da fotografia”, conta. 

História imortalizada

A história contada pelas imagens de Lineu é imortalizada no acervo que tem curadoria da Universidade Tiradentes, por meio da Biblioteca Jacinto Uchôa. Nela, é possível encontrar um acervo com mais de 25 mil fotos, além de diversos microfilmes. Sendo o primeiro fotógrafo de Sergipe a fazer o uso da máquina digital, Lineu se dedicou, ao longo de sua vida profissional, a capturar imagens do dia a dia de Aracaju.

Para o diretor do Sistema Integrado de Bibliotecas da Unit, prof Marcos Wandir, o acervo permite que alunos da instituição conheçam aspectos importantes da cidade, estabelecendo um elo entre o passado e o presente. “O professor Uchôa, um sergipano que garimpa sempre o que há de melhor para nossas futuras gerações, trouxe para nossa biblioteca todo o acervo de imagens de Lineu Lins, um espaço de estudos e pesquisas para que os professores, pesquisadores e alunos produzam conteúdo e conhecimento. A fotografia é uma arte, mas também é uma ciência, que se aprende e que se admira. Muitos trabalhos de conclusão de curso terão esse acervo como referência em suas pesquisas. A biblioteca sede tem um laboratório de Imagens Lineu Lins e todo acervo de imagens está sendo inserido no Pergamum para facilitar o acesso”, reitera. 

o professor doutor do curso de História da Unit, Rony Rei do Nascimento Silva, reforça que Lineu é um dos grandes nomes do estado de Sergipe no século XX. “Sob seu olhar humanista, ele registrou o cotidiano de pessoas simples, eventos políticos, visitas de autoridades, artistas e intelectuais. Ele também registrou a arquitetura da capital e do  nosso interior. Fica o seu legado, conservado pela biblioteca da Unit e aberto a visitação para o público. Por toda a sua majestosa história, é conferido a Lineu Lins um lugar de autoridade na nossa lembrança e na nossa memória”. 

O velório aconteceu até às 16hs desta segunda-feira, 21, no OSAF, rua Itaporanga, 436, centro da capital.  A família informou que o corpo será cremado.

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