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Urbanismo colaborativo: pontos de descarte irregular de resíduos de cara nova

A iniciativa, fruto da parceria entre a Unit e Sema, já realizou intervenção no Bairro Santos Dumont e atualmente trabalha no Getúlio Vargas

às 15h19
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Espaços abandonados e de descarte irregular de resíduos na capital sergipana estão ganhando uma nova cara. O que antes eram apenas lixo, terrenos baldios e espaços de proliferação de doenças em diversos bairros se transformaram em áreas de convivência e lazer. A iniciativa surgiu após um levantamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMA – em Aracaju e foi concretizada por meio de parcerias, inclusive com a Universidade Tiradentes, a partir do curso de Arquitetura e Urbanismo, com a criação do projeto de extensão Urbanismo Colaborativo.

A proposta realiza intervenções urbanas em diversos pontos da cidade e recupera ambientes que antes eram espaços de descarte irregular de resíduos, estimulando a criação de áreas de convivência, parques, espaços de lazer e convívio para a população. Em março deste ano, a Unit entregou à população do bairro Santos Dumont, em frente à Associação Católica Bom Pastor, uma praça comunitária com parque infantil, toda construída com material reaproveitado.

“Os espaços deteriorados não eram utilizados pela população e, com a intervenção, conseguimos provocar uma requalificação, fornecendo à população uma opção de uso para o espaço. As propostas são elaboradas de acordo estudos e pesquisas realizadas com a própria comunidade”, explica a professora da Unit e coordenadora do projeto, Simone Prado.

“O trabalho não é simplesmente chegar no local, limpar e ocupar. Há todo um processo de diagnóstico e a construção do projeto juntamente com a comunidade, pois ela também faz parte dessa transformação, coloca a mão na massa e participa ativamente de toda a intervenção. Além disso, há uma proposta de educação de forma colaborativa. São muitos parceiros envolvidos, inclusive empresas do próprio bairro que fazem doação de material”, complementa a docente.

No bairro Santos Dumont, o projeto teve a duração de um ano e contou com a participação de acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unit, que se envolveram desde o planejamento à execução para a entrega do melhor espaço à população. “O projeto de extensão fornece a possibilidade de capacitar cada vez mais os estudantes. Com certeza, os alunos sairão mais preparados para o mercado de trabalho e com uma grande experiência”, comenta Simone.

“Enquanto participante do projeto, considero que foi bastante engrandecedor. É a teoria que aprendemos em sala de aula e a prática, aplicando a arquitetura dentro da comunidade de forma prática. Além disso, ajudamos as pessoas e trabalhamos com a preservação do meio ambiente, porque trabalhamos com material reciclado. É um envolvimento e uma troca muito grande”, afirma a acadêmica do 6º período do curso de Arquitetura e Urbanismo Larissa Tavares.

“A proposta do lado colaborativo é um aprendizado mútuo, estudante e comunidade juntos para uma única causa, colaborando juntos. A participação neste projeto ampliou a minha visão para o mercado de trabalho”, enfatiza o estudante John Álex Melo.

Atualmente, estudantes da universidade e a própria comunidade trabalham em melhorias para o Bairro Getúlio Vargas, onde será realizado o projeto de um Parklet na calçada da Escola Estadual 11 de agosto.

 

Reconhecimento

O projeto Urbanismo Colaborativo ganhou visibilidade e foi um dos selecionados para a 3ª Mostra de Projetos de Urbanismo Colaborativo, que aconteceu em novembro na cidade de Fortaleza. A mostra buscou dar visibilidade a ações, programas, práticas e projetos já concluídos ou em andamento dentro do território nacional.  Além disso, o trabalho já foi premiado na Semana de Extensão de 2018 da Universidade Tiradentes e escolhido como uma das iniciativas no tratamento de resíduos sólidos no Circuito Urbano 2018 da ONU-Habitat Brasil.

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