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Vacina é um dos itens fundamentais para retorno das aulas presenciais

Também é preciso criar rotinas de biossegurança nas unidades escolares para o retorno das aulas; preocupação inclui outras doenças

às 23h33
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Dezoito meses após o início da pandemia de Covid-19, o retorno às aulas presenciais têm gerado uma série de debates entre educadores e sanitaristas. A vacinação contribuiu para o retorno, mas há discussões sobre outras condições igualmente necessárias para a retomada de aulas presenciais. Há opiniões divididas sobre a segurança do retorno, visto que, de acordo com dados divulgados no último dia 31 de agosto pelo Consórcio de Veículos de Imprensa, apenas 29,34% da população brasileira já completou o esquema vacinal e 61,56% tomou a primeira dose da vacina. O ideal propagado pelos especialistas é de 70% de pessoas imunizadas

No dia 23 de agosto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) atualizou as recomendações para prevenir a covid-19 no retorno às aulas presenciais e destacou que “a vacinação dos adolescentes deve ser uma das medidas buscadas para aumentar a segurança nas escolas em meio à pandemia”, avaliando que “a implementação da vacinação para adolescentes pode reduzir significativamente o fechamento prolongado de turmas, escolas e interrupções de aprendizagem e lentamente permitir o relaxamento das medidas de proteção na escola”. 

Com o retorno presencial das aulas, há riscos de que outras doenças voltem a circular, como o sarampo e a catapora. Por isso, a infectologista e professora assistente do Internato do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), Gilmara Carvalho Batista, no retorno às aulas presenciais é fundamental manter as medidas protocolares de segurança sanitária. 

“O uso de máscara seguras, a higienização das mãos, ambientação com boa ventilação e o distanciamento entre alunos ainda devem ser medidas mantidas e monitoradas para garantir a segurança da comunidade escolar. A vacinação é importante, sim, mas não impede a cadeia de contágio. Todos os cuidados têm de ser tomados de forma conjunta e complementar”, afirma ela. 

O esquema vacinal completo para a Covid-19, gripe e outras doenças contagiosas é necessário e o uso de máscaras e distanciamento ajudam também nesse quesito. “O uso das máscaras é obrigatório a partir dos cinco anos (de zero a dois anos não é necessário e até os cinco, opcional) e outras doenças virais podem ser evitadas também. No entanto, sabemos que haverá interação entre as crianças, daí orientamos para a importância da troca desse equipamento a cada três horas, aproximadamente”, argumenta Gilmara. 

O retorno ao ensino presencial é esperado para que não haja maiores prejuízos educacionais, mesmo havendo incertezas. A aposta da professora é de que haja aprimoramento dos protocolos e criação de rotina de biossegurança para o retorno, com as unidades escolares adaptadas, porque  “embora as crianças apresentem infecções mais leves e disseminem menos os vírus, se comparadas aos adultos, o cuidado tem de ser constante, assim como a observação dos sinais e sintomas da doença”.

Asscom | Grupo Tiradentes
com informações da Agência Brasil

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