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Vacinação completa diminui efeitos da nova variante do coronavírus

Especialistas pedem que quem não tomou os reforços vá aos postos para aumentar a proteção contra a nova variante Ômicron BQ.1.1, já detectada no Brasil

às 14h49
A subvariante Ômicron do coronavírus (BQ.1.1) já circula por 29 países, mas não evolui para casos graves em pessoas com a vacinação completa (NIAID/Agência Brasil)
A subvariante Ômicron do coronavírus (BQ.1.1) já circula por 29 países, mas não evolui para casos graves em pessoas com a vacinação completa (NIAID/Agência Brasil)
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O surgimento de uma nova variante da Covid-19, a Ômicron (BQ.1.1), vem chamando a atenção de cientistas do mundo inteiro, principalmente por ela ter sido identificada em 29 países, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A cepa é considerada a causa principal de uma onda de novos casos na Europa e em países como Estados Unidos, China e Brasil, onde a BQ.1.1 já causou a morte de uma paciente em São Paulo e teve outros quatro casos registrados os estados do Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

A nova variante têm chamado a atenção por ser aparentemente mais resistente ao bloqueio imunológico criado pelas vacinas já aplicadas, o que a diferencia das outras cepas que já circulam no país. No entanto, isso tende a acontecer menos em pessoas que completaram os esquemas de vacinação contra a Covid-19, ou seja, que tomaram as duas doses das vacinas

“Essa subvariante do vírus Ômicron pode escapar dos anticorpos presentes em pessoas que já tiveram Covid-19 e nos vacinados. Por enquanto, nada indica que essa variante cause doença mais grave, porém, ela pode gerar um aumento no número de casos, principalmente entre as pessoas que não se vacinaram adequadamente”, diz o infectologista Matheus Todt Aragão, professor do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe).

Com o surgimento dessas novas variantes do coronavírus, as autoridades de saúde recomendam que a população continue higienizando as mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de tomar as duas doses de reforço da vacina contra a Covid-19, mesmo que tenham sido de marcas diferentes. 

Todt afirma que mesmo aqueles que tomaram todas as doses da vacina tem risco de adoecer com a nova variante, mas a vacinação adequada confere proteção e diminui bastante os riscos de morte e de casos graves. “A vacinação adequada confere alguma proteção. Como a vacinação atual confere alguma proteção contra essa variante, quanto maior o percentual de imunizados, menor o risco do agravamento da pandemia”, reforça o professor.

Asscom | Grupo Tiradentes

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