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Como funciona o IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil

Criado em 1979, ele faz uma ampla pesquisas de pesquisa dos preços de produtos e serviços em 16 regiões de capitais brasileiras, medindo o efeito destas variações de preços na população

às 11h02
O IPCA apura, mês a mês, os preços de produtos e serviços em 16 regiões de capitais brasileiras, medindo o efeito destas variações de preços na população (Reprodução)
O IPCA apura, mês a mês, os preços de produtos e serviços em 16 regiões de capitais brasileiras, medindo o efeito destas variações de preços na população (Reprodução)
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Com todos os olhos – e bolsos – voltados para o comportamento da inflação, um dos índices que vêm sendo mais acompanhados é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Trata-se do indicador oficial de inflação do Brasil, criado em dezembro de 1979 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que busca medir os efeitos da variação de preços nas famílias assalariadas com renda mensal entre um e 40 salários mínimos. 

Divulgado pela primeira vez em janeiro de 1980, com dados referentes ao mês anterior, o IPCA é usado desde 1999 como balizador do regime de metas para a inflação do país, servindo como referência para a política monetária do Banco Central e diversos contratos e reajustes salariais. “Ele foi definido como índice oficial de inflação do Brasil porque reúne características técnicas, metodológicas e institucionais que o tornam o mais adequado e confiável para representar a variação dos preços ao consumidor e servir como referência para políticas públicas e econômicas”, explica o professor Josenito Oliveira, do curso de Administração da Universidade Tiradentes (Unit). 

O cálculo do IPCA de cada mês segue uma metodologia estatística padronizada, que envolve a coleta de preços de cerca de 400 produtos e serviços ofertados nos mercados do Distrito Federal e das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Estes itens, que representam os gastos das famílias brasileiras, estão agrupados em nove grandes grupos de despesa: Alimentação e bebidas, Habitação, Artigos de residência, Vestuário, Transportes, Saúde e cuidados pessoais, Despesas pessoais, Educação e Comunicação. 

Estes bens e serviços consumidos pela população têm seus pesos determinados por pesquisas de orçamento familiar (POFs), que envolvem ainda cálculo de variações e ponderação por importância no orçamento das famílias. Seus principais fundamentos são a cesta de consumo representativa; a amostragem de preços; a fórmula de cálculo (Índice de Laspeyres); a atualização de pesos; a abrangência geográfica e a finalidade econômica. De acordo com Josenito, eles seguem princípios técnicos e metodológicos da estatística econômica, com foco na medição da inflação percebida pelas famílias. 

Com base nisso, é possível atestar que o comportamento do IPCA têm uma relevância enorme para a economia do país e de cada cidadão. “A variação do IPCA tem um impacto significativo no dia a dia do brasileiro, afetando o poder de compra, os preços dos bens e serviços, o valor dos investimentos e até mesmo os reajustes salariais. Quando o IPCA sobe, significa que os preços de produtos e serviços estão aumentando, o que reduz o poder de compra do consumidor”, detalha Josenito, alertando que, além de medir a inflação, o IPCA serve como referência para reajustes de salários, tarifas públicas, aluguéis, mensalidades de planos de saúde, entre outros.

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