O Dia da Vovó é comemorado oficialmente em 26 de julho. No Programa de Atenção Integral à Melhor Idade (Paimi), da Universidade Tiradentes (Unit), a celebração ganhou um momento especial assim que as atividades retornaram do recesso acadêmico. Para marcar a data, o programa organizou uma tarde de homenagens na sala de dança da universidade, reunindo avós, netos e convidados em uma programação que incluiu dançaterapia, quizz, gincanas e integração com os estudantes de Fisioterapia.
O evento, que contou com a presença da fundadora da Unit, a Professora Amélia Uchôa, carinhosamente chamada pelas participantes de “fada madrinha”, teve como principal objetivo promover a integração familiar. “É um orgulho enorme ver um projeto como esse transformando a vida de tantas mulheres. Saber que, ao invés de estarem em casa sem uma atividade, elas estão aqui, participando, se movimentando, se sentindo valorizadas e felizes, é algo que emociona. Ver a evolução de cada uma, o brilho nos olhos, a vontade de viver e aprender mais, mostra a força que iniciativas como essa têm”, relata
A coordenadora do Paimi, Zulnara Mota, explicou que a celebração foi adiada devido ao período de recesso, mas que a espera valeu a pena. “Organizamos uma tarde festiva em homenagem às vovós e aos vovôs e pedimos que eles trouxessem seus netos e bisnetos para promover essa integração familiar, para que também participem dos bons momentos que nossos idosos vivem aqui na universidade”, declarou.
Trocas, aprendizagem e movimento
Para tornar a tarde ainda mais especial, o evento foi repleto de atividades. A professora de Fisioterapia da Unit, Maria Jane Aquino e estudantes do curso prepararam uma dinâmica especial. “Preparamos uma gincana com o tema ‘conflito de gerações’, na qual reunimos brincadeiras da época das idosas com brincadeiras mais atuais. Também incluímos quizzes, tudo para proporcionar uma tarde divertida, com muita interação e aprendizado mútuo”, explicou.
A professora destacou a importância dessa experiência para os alunos, que estão tendo o primeiro contato com pacientes da terceira idade. Segundo ela, a receptividade e o acolhimento das idosas tornam a experiência mais leve e ajudam a diminuir a ansiedade do início do semestre. O estudante de Fisioterapia João Pedro Figueiredo reforçou a visão da professora. “É uma oportunidade de muito aprendizado. Não é só o meu conhecimento que vai ser transmitido para elas, mas uma troca, e isso é a essência da psicoterapia”, afirmou.
Além da gincana, a tarde foi marcada pela dançaterapia, uma atividade que é o grande destaque do Paimi. Comandada pelo professor Sidney Rocha, a oficina é um dos momentos mais aguardados pelas participantes. A participante Marlene Souza não esconde a paixão pela atividade. “A dançaterapia nos traz alegria e, em primeiro lugar, saúde. A fisioterapia por si só já é um excelente exercício, e a dança terapia vai além, porque une movimento e emoção. É dançar com o corpo, é trabalhar o físico, a mente e a alma. É alegria pura”, disse.
Impacto que se vê no dia a dia
Para Marlene, o Paimi é como uma família. “Somos avós, somos mães duas vezes! Celebrar cada data é algo muito especial para a gente, e o Paimi, como sempre, com seus colaboradores, organizadores e criadores, faz questão de promover momentos assim, que nos reúnem como uma grande família. E o melhor: com a presença da nossa própria família, com os nossos netos, celebrando a vida com a gente”, concluiu.
A alegria é contagiante, e a participante Maria José Santos concorda que as atividades do programa a fazem sentir cada vez mais jovem. “Eu melhorei bastante, assim como muitas das minhas colegas. A gente adora o trabalho dos professores. A verdade é que, com essas atividades, a gente vai se sentindo mais jovem a cada ano”, destaca Maria José.
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