ESTUDE NA UNIT
MENU

Estudante espanhola amplia horizontes acadêmicos no Brasil por meio do Promai

Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional e iniciativa Buddy garantem acolhimento e experiências culturais enriquecedoras

às 13h43
Compartilhe:

O intercâmbio acadêmico já não se resume a estudar fora; hoje, é parte fundamental da formação dos estudantes. Na Universidade Tiradentes (Unit), essa perspectiva ganha forma por meio do Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional (Promai), que amplia a circulação de alunos entre diferentes instituições e abre as portas para que estrangeiros vivenciem a dinâmica universitária brasileira.

A espanhola Lilian Wies é um exemplo dessa experiência. Buscando um país seguro, culturalmente rico e com um idioma diferente dos que já dominava, encontrou no Brasil o destino que reunia todos os elementos essenciais para essa etapa acadêmica. Ao conhecer o Promai, identificou na Unit a estrutura necessária para estudar em Aracaju, onde passou a integrar disciplinas de diferentes áreas da saúde e a ampliar sua experiência.

“Eu escolhi a Unit e o Brasil porque queria ampliar meus horizontes, viver em um lugar quente e seguro e aprender um idioma diferente do meu e do inglês. Entre os países da América, o Brasil foi a melhor opção. Optei por Aracaju pela qualidade de vida, pelo clima e pela riqueza cultural, o que torna a experiência não apenas acadêmica, mas também pessoal”, pontua.

A estudante cursa Podologia na Universidad de Málaga, na Espanha, profissão equivalente à ortopedia do membro inferior no Brasil, e está matriculada no curso de Odontologia na Unit, acompanhando disciplinas em Enfermagem, Fisioterapia e outras áreas da saúde. A flexibilidade do plano acadêmico foi decisiva para adaptar sua formação às necessidades específicas de seu curso de origem. Lilian chegou a Aracaju no segundo semestre e permanecerá até janeiro, mas já planeja prolongar sua estadia.

Diferenças entre modelos de ensino

Comparando seu país de origem com o Brasil, Lilian percebe diferenças relevantes no modelo de ensino. Para ela, o sistema da Unit se aproxima do formato americano, distinto do padrão europeu ao qual estava habituada. “O sistema aqui é muito mais próximo do modelo americano, mas tenho encontrado várias vantagens. Estou aprendendo bastante e me enriquecendo com algo novo para mim”, explicou.

O que mais marcou sua experiência até agora é a forma como foi recebida na instituição. Professores e equipe acadêmica se adaptaram à sua situação, considerando que o curso que ela estuda na Espanha não existe no Brasil. “Eles realmente querem que o aluno aprenda e progrida, mostrando tudo com clareza e oferecendo apoio ao nosso desenvolvimento”, destacou Lilian.

O papel da Buddy

A estudante de Odontologia Suzan Rodrigues Araújo é a buddy responsável por acompanhar Lilian. Ela revela que se candidatou ao programa ainda durante seu intercâmbio, motivada pela vontade de continuar em contato com outras culturas e idiomas ao retornar ao Brasil. Após entrevista e aprovação, foi designada para auxiliar a estudante espanhola.

Suzan explica que o apoio aos intercambistas começa antes mesmo da chegada ao país. “Assim que recebemos a confirmação do estudante, já ajudamos com documentação, visto e pesquisa de moradia”, contou. Ao desembarcar em Aracaju, Lilian foi recebida por Suzan no aeroporto, que também apresentou a universidade, o grupo de amigos e diversos espaços culturais da cidade para facilitar sua adaptação linguística e social.

Essa convivência próxima criou uma troca significativa entre as duas. Para Suzan, acompanhar Lilian tem sido enriquecedor tanto no aspecto acadêmico quanto humano. “Tem sido maravilhoso acompanhar Lilian, ela se tornou uma amiga. Frequenta a minha casa desde o primeiro dia, conheceu meus familiares e inclusive já convidei ela para vários congressos e eventos odontológicos nas quais interessavam ela. Ela sempre apresenta muito interesse por todos os assuntos e sempre me comunica o que é diferente lá no país dela”, compartilha.

Suzan reforça que atuar como buddy lhe proporcionou novas perspectivas sobre o mundo e ampliou sua capacidade de empatia. Ela destaca que acompanhar um estudante estrangeiro exige atenção às inseguranças, às dificuldades e ao impacto emocional da distância da família. “Essa sensibilidade faz parte da construção de um ambiente acadêmico mais humano e aberto à diversidade”, completa.

Para Suzan, o Programa Buddy desempenha um papel essencial na integração dos alunos internacionais, funcionando como a primeira ponte entre o intercambista e sua nova realidade. “Oferecemos não só apoio institucional, mas também emocional. Essa proximidade faz diferença para que eles se sintam seguros e acolhidos”, afirmou.

Leia também: Curso de Direito e PPGD apresentam oito trabalhos científicos no 32º Conpedi

Compartilhe: