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PPGD realiza Seminário de Autoavaliação e avalia seus impactos na sociedade

Evento anual reuniu docentes, discentes e egressos para analisar resultados e aperfeiçoar práticas que aproximem a ciência das demandas sociais.

às 20h24
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O Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGD), da Universidade Tiradentes (Unit), promoveu nesta quarta-feira, 10, o Seminário de Autoavaliação 2025, promovido anualmente pela coordenação do programa e com a participação de toda a comunidade acadêmica. A atividade, que aconteceu no Anfiteatro do Bloco F do Campus Farolândia, cumpre uma exigência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e integra o ciclo permanente de avaliação, reflexão crítica e aprimoramento contínuo das práticas acadêmicas, científicas e administrativas do PPGD, que oferece os cursos de Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos. 

Em cada edição do seminário, são convidados os estudantes e professores de mestrado e doutorado do programa, além de egressos da Unit, professores do curso de Graduação em Direito e colaboradores da instituição. Segundo a professora Grasielle Borges Vieira, coordenadora do PPGD, ele segue os mesmos critérios e a mesma forma de organização presentes na ficha de avaliação institucional da Capes, o que garante o total alinhamento do programa às diretrizes da autarquia pertencente ao Ministério da Educação (MEC). 

Esta avaliação engloba três dimensões que são avaliadas a cada ciclo de quatro anos: a Dimensão 1, que se refere à estrutura e ao corpo docente de cada programa de pós-graduação; a 2, que se concentra na qualidade da formação dos alunos e egressos, incluindo as teses e dissertações; e a 3: que mensura o impacto social, a relevância a inovação e os desdobramentos da produção intelectual. “Essa dimensão trata da forma como o programa e suas ações impactam no âmbito local, regional, nacional e internacional. A gente deu uma olhada em tudo o que a gente fez esse ano no que diz respeito ao impacto e buscamos vai avaliar se o que a gente fez está no caminho certo, se o que a gente fez precisa melhorar, e, sobre o que não foi feito, por que não foi feito e aí a gente tentar fazer entre 2026 e 2028”, explica Grasielle.  

Neste sentido, algumas ações realizadas durante o ano foram elencadas e apresentadas no seminário, como a estruturação da Clínica de Direitos Humanos, com participação de projetos de professores da Graduação,, a participação de alunos e professores em editais públicos, ações de extensão com a comunidade e a realização ou participação em eventos institucionais e por demanda, de acordo com a temática de cada linha de pesquisa. “Dentro do que foi planejado, a gente conseguiu avançar em muitas ações. Mas a ideia do seminário de auto-avaliação não é só ver positivamente o que a gente fez: é ter um olhar contextualizado de tudo e ver o que foi que foi feito, dizer o que tá no caminho, o que precisa mudar e o que que a gente ainda precisa melhorar”, assegura Grasielle.

Ações com entusiasmo

O seminário também teve a participação do professor Antônio Minoru Suzuki, presidente da Comissão Própria de Avaliação da Unit (CPA), que vem acompanhando todo o processo de avaliação e qualificação dos cursos de pós-graduação stricto sensu em funcionamento hoje na Unit. Ele frisa a necessidade de que a produção científica alcance toda a população da forma mais simples, mais abrangente e mais eficiente possível, atendendo suas demandas e apresentando soluções. “Hoje existe um certo ceticismo em relação à ciência, e ela precisa chegar mais nessas comunidades onde elas atendem e realizam seus projetos de intervenção. Avaliar esse impacto é avaliar também como a ciência está se aproximando das comunidades e discutindo temas relevantes, para poder justamente desmobilizar esse ceticismo que existe entre a ciência e a sociedade. Acredito que essa avaliação traz luz justamente a esse ideal de levar a ciência em prol de prestar serviços, e, resolver demandas tão gritantes hoje na sociedade”, aponta ele. 

O representante da CPA disse também que viu uma boa impressão do trabalho realizado pelos mestrandos, doutorandos e professores do PPGD/Unit, que demonstraram, segundo ele, muito entusiasmo com a temática dos Direitos Humanos e com as próprias atividades de autoavaliação dos programas. “Isso passa muito pelo idealismo que existe dentro de cada um e o faz dar a sua contribuição. E também afasta essa ideia de que o campo do Direito é um muito teórico. Para o mestrado e o doutorado, isso é de uma grande relevância também, porque as pessoas acabam entendendo que o seu papel é muito mais prático, muito mais mão na massa do que apenas viver teoricamente. Isso ‘dá um gás’ para que projetos futuros possam ter esse mesmo impacto e capilaridade diante da sociedade”, disse Minoru. 

Esta também é a compreensão dos estudantes do PPGD, a exemplo de Ana Clara Raimar Santos Silva, que faz o segundo período do Mestrado em Direitos Humanos. “O Seminário de Autoavaliação é muito importante porque faz com que nós, alunos, consigamos avaliar o nosso desempenho durante todo o ano de mestrado, fazendo assim com que a gente possa entender como que podemos melhorar, quais foram os nossos pontos fortes durante a nossa trajetória, quais foram os pontos fracos e quais podem ser as melhorias para o próximo ano. Durante todo o processo do seminário de auto-avaliação do nosso trabalho, nos perguntam sobre quais são as nossas sugestões de melhorias a serem feitas, o que que a gente acha que pode melhorar e o que poderia continuar no programa”, confirma ela.

A realização do Seminário de Autoavaliação coincidiu com a comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data relembra a assinatura e a instituição, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro de 1948, no Palácio de Chaillot, em Paris (França).

Como se avalia

A Capes é o órgão do Ministério da Educação (MEC) que regula, fiscaliza e dirige os cursos e programas de pós-graduação em todo o país, incluindo os mestrados e doutorados acadêmicos (stricto sensu) e profissionais (lato sensu). Suas comissões de avaliação são formadas pelos pesquisadores mais experientes de cada área de conhecimento. Em cada ciclo de quatro anos, eles fazem uma série de visitas, reuniões e coletas de dados em cada programa de pós-graduação, avaliando e elaborando pareceres com base em critérios como corpo docente, infraestrutura, produção acadêmica, impacto social e cultural, internacionalização e alinhamento das teses e dissertações com os projetos principais de cada docente, entre outros. 

O PPGD foi criado na Unit em 2013, com a aprovação do seu curso de Mestrado, e teve seu Doutorado, o único da área jurídica em Sergipe, autorizado pela Capes em 2020. Desde então, e em três avaliações consecutivas, o programa obteve o conceito 4, considerado significa um “bom desempenho” para programas de mestrado e doutorado, indicando “bom desempenho” de qualidade, produção intelectual e formação de pesquisadores. Segundo a Capes, o ciclo avaliativo relativo ao quadriênio 2021-2025 está na fase de homologação dos resultados e seu resultado deve ser divulgado em janeiro de 2026. 

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